sábado, 6 de janeiro de 2024

Eleitores fantasma

Há uns amigos meus, da situação, que passam o tempo a dizer que ninguém tem saudade da PAF ou de Passos Coelho.


Têm razão, ninguém tem saudades da PAF que ganhou as eleições em 2015, provavelmente com eleitores fantasma, os mesmos que costumam dar maiorias a Cavaco, sem que se encontre uma única pessoa que alguma vez tenha votado em Cavaco.


Só que ninguém vota por nostalgia, as pessoas votam pelo que acham que as vai beneficiar ou prejudicar no futuro (em rigor, votam no que acham que as vai prejudicar menos no futuro).


Sobre o que as pessoas pensam que a geringonça representa, ou representou, para o seu futuro, ninguém sabe, porque nunca ninguém votou na geringonça, como todos sabemos.


Suspeito que ninguém avisou Pedro Nuno Santos da existência destes eleitores fantasma, sejam os que fazem pessoas ganhar eleições sem ninguém votar nelas, sejam os que votaram em governos que não se apresentaram a eleições.

10 comentários:

  1. Realmente as pessoas gostam tanto dos governos da PAF ou do PSD que quando acabam de governar dão logo a maioria ao PS. 

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  2. Está enganado.
    Em 2015 o PS não teve maioria e há vários governos de Cavaco que renovam maiorias.
    Independentemente disso, a coisa funciona ao contrário, quando outros têm maioria, os governos acabam.

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  3. Maioria ao PS?
    Não sabiam que Bloco e CDU faziam parte da entente.

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  4. Portugal tem os governos e governantes que merece. Os abstencionistas podem ir apear os rosas, mas preferem ficar no twitter a mandar bitaites. Talvez assim, ou com uma votação massiva no branco, "eles" se assustassem. E por eles não me refiro exclusivamente ao PS, mas sim a uma toda cambada política habituada a viver no status quo do clubismo.

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  5. Vindo de alguém que tenciona passar o dia 10 de março na aldeia a cozinhar e a ler para só ver o circo a partir das 20h00: não conte com fantasmas. Quem está está. Quem não está, como eu, não está. A maioria está de alma e coração numa das bandas. Só uma pequena minoria é que ainda coça a cabeça sem saber o que fazer. É ela que vai fazer pender o prato da balança.
    Diria que os dois blocos, esquerda e direita, andam muito próximos. Com uma diferença: à esquerda o PS caça quase tudo. À direita o Chega vai morder bem as canelas ao PSD. 
    À esquerda vão gritar contra o perigo fo fascismo, aí à porta. À direita vão gritar contra a "venezuelização" de Portugal.
    Fora isso, o país fica igual ao que sempre foi. 

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  6. O Partido Socialista não teve Maioria Absoluta, perdeu as Eleições Legislativas de 2022 alcançando somente 2.301.887 Votos para a Abstenção que venceu esse Acto Eleitoral com 5.256.840 Eleitores.


    As Eleições Legislativas de 2022 devem ser analisadas, foi um Acto Eleitoral onde a facção liberal/maçónica do Partido Social Democrata representada pelo dr. Pedro Coelho e o seu bando votou contra o seu próprio partido para prejudicar o Presidente Rui Rio, num esquema que já tinha sido posto prática pelos mesmos na Região Autónoma da Madeira (RAM) conforme expôs o Sr.º Dr.º Alberto João Jardim.


    E ainda falta saber quantos desses Votos nas Eleições Legislativas de 2022 foram de Estrangeiros a quem lhes deram a nacionalidade Portuguesa, que só por isso aponta para fraude eleitoral.

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  7. O sistema político português faz-me lembrar é do comboio fantasma da antiga feira popular. 

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  8. "... sejam os que votaram em governos que não se apresentaram a eleições." (HPS)


    As eleições legislativas destinam-se a eleger deputados, não governos e PMs. Mas ainda há quem acredite no Pai Natal e, fruto dessa crença, pretenda que os incautos leitores acreditem, também eles, em patranhas, umas populares, outras que lhes saem da pena. 

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  9. É, também são raros os que votaram no Socas (duas vezes!) e no Vale e Azevedo (duas ou mesmo três vezes). Até arrisco atirar para o ar que o diagrama de venn é coincidente.

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