Sou absoluta e radicalmente contra a criminalização de ideias, da defesa de ideias e do discurso sobre ideias, independentemente do conteúdo das ideias.
Nesse sentido sou contra a constituição que temos que proíbe a existência de organizações racistas ou que perfilhem ideologia fascista.
Por maioria de razão sou ainda mais radicalmente contrário à existência de crimes de ódio.
Há acções que são crime, por exemplo, o incitamento à violência (não, incitamento à violência não é apenas discurso, pressupõe coisas bem mais concretas que defender a direito dos oprimidos a defender-se dos opressores, mesmo com recurso à violência), e o ódio, uma coisa que ninguém sabe definir muito bem o que seja, é avaliado no julgamento concreto sobre essa acção, podendo ser agravante do crime, mas considerar que o ódio (ou o discurso de ódio) pode ser um crime, em si mesmo, é um absurdo, para mim.
Não é apenas porque é muito difícil escolher as ideias de que não se gosta para serem consideradas crime (em que medida a ideologia fascista é mais desprezível que a ideologia comunista, por exemplo?), mas porque a discussão sobre o que é crime, ou não, passa a ser estritamente ideológica.
Que o Bloco de Esquerda organize manifestações onde existem cartazes a dizer "morte aos ricos" ("nas manifestações aparece de tudo, isso já se sabe", justificou Catarina Martins) não tem nenhuma implicação criminal para quem carrega o cartaz e para quem é conivente com ele, embora a mim me pareça discurso de ódio, já que alguém organize uma manifestação contra a islamização da Europa, há quem considere uma violação da lei, embora a mim me pareça uma coisa simplesmente ridícula.
Para mim, estão bem uns para os outros, só que não posso deixar de notar que pôr a coisa nestes termos corresponde a deitarmos fora um grande princípio da nossa cultura cristã: combater o pecado mas nunca o pecador.
Ser contra o racismo não é ser contra racistas.
O princípio não é simples nem natural, é um esforço da civilização contra a natureza, de tal maneira que a mesma igreja que o enuncia tem a sua história cheia de violações a esta ideia (quer usando igreja no sentido de instituição, quer usando no sentido de comunidade de crentes).
No entanto, não deixa de ser um dos pilares fundamentais das nossas democracias liberais: as ideias combatem-se, não se reprimem, os defensores das ideias rebatem-se, não se prendem, o que se reprime são as acções que afectam negativa e ilegitimamente a comunidade.
A normalização da ideia de luta de classes que justifica a violência contra os opressores, enquanto grupo social, e outras coisas que herdámos do marxismo e actualizámos para diferentes categorias de grupos sociais e novas vítimas, estão a substituir o princípio da liberdade de defender as ideias mais horriveis que possamos imaginar.
É uma pena e uma vitória do wokismo.
Visto que quem está a pedir a proibição da manifestação não é quem a pode autorizar, estamos perante uma manifestação de uma opnião.
ResponderEliminarSe é uma questão de liberdade deixar pessoas que pretendem expulsar e insultar outras desfilar, então é uma questã de liberdade deixar que pessoas que pedem a sua proibição manifestarem-se.
Este tipo de movimentos são curiosos: se alguém os ataca queixam-se de que estão a violar os seus direitos de atacar os direitos dos outros.
Pensar que fazer uma manifestação anti-emigração no Marim Moniz não é uma provocação para provocar desacatos parece um bocadinho ingénuo. Se fosse para exprimir uma opnião tinham a cidade toda, mas eles sabem que se fizerem suficiente provocação racista onde há mais imigrantes pode ser que comece um motim. Mas os promotores da manifestação sabem que não precisam de um motim, basta que alguém pegue num pau ou atire uma pedra para terem imagens a serem colocadas em loop nas estações de televisão e nas redes sociais durante dias. Se ninguém morder o isco vão aumentar a parada e provocarem eles mesmo os confrontos para estimularem uma resposta. Isso deixa os emigrantes com duas hipóteses: ser agredido e insultado e não reagir, ou responder e ser acusado de ter começado o confronto. Para os nossos nazis de pacotilha é uma situação em que não podem perder.
Daí irem fazer discurso de ódio para o sítio onde as pessoas vivem.
Zygmunt Bauman in MODERNIDADE LÍQUIDA.
ResponderEliminaracabou a solidez dos factos a favor dos argumentos,
Caymi
ResponderEliminarBom dia Camaradas Wokes.
O Wokismo está aí, vivo e recomenda-se. Como em tudo neste planeta, custa a chegar à província lusitana, mas acaba por ser inevitável.
Todos com o chapéu de puritano, a vasculhar redes em busca de provas de pecados passados. Intolerantes, mente fechada, na sua bolha de suposto conhecimento e factos. Uns de "esquerda", outros de "direita", progressistas ou conservadores. A queimar livros, ou por um papá e um papá, ou por não terem uma mamã e uma mamã. Acima de tudo, com a razão e a Razão do seu lado. Exércitos que só conhecem o seu lado, ou os outros, os inimigos.
Delitos de opinião não, para resolver isso há a Justiça dos Homens, em todo o seu explendor e falibilidade. Pena que as pessoas tenham descartado as instituições em detrimento do Deus Net, e as instituições tenham abandonado as pessoas.
ResponderEliminarum grande princípio da nossa cultura cristã: combater o pecado mas nunca o pecador
(1) A minha cultura não é cristã.
(2) Raramente foi princípio da cultura cristã não combater o pecador. Pelo contrário, em múltiplas ocasiões cristãos (de variadas sensibilidades) combateram os pecadores de forma muito, muito ativa.
ResponderEliminarPenso que a manifestação pode (e deve) ser autorizada, mas as autoridades obrigarem-na a mudar de local.
ResponderEliminarIsto faz lembrar aqueles parvinhos que na Irlanda do Norte todos os anos fazem uma manifestação a favor da união com a Inglaterra, fazendo questão de que essa manifestação atravesse certos bairros católicos.
Eu acho muito bem que toda a gente tenha o direito de se manifestar. Porém, penso que as autoridades devem ter o direito de somente permitir as manifestações em locais e horas apropriados para que elas causem menor perturbação, mantendo-se ainda assim visíveis.
Por exemplo, nunca percebi porque é que certas manifestações têm sempre lugar na Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde causam grande perturbação.
No quadro deste meu pensamento, acho que as autoridades devem permitir a manifestação contra os muçulmanos, mas desde que ela seja num lugar onde não haja muitos muçulmanos. Em Lisboa, a Alameda Dom Afonso Henriques, a Avenida Duque de Ávila, o Chiado ou - lá está - a Avenida da Liberdade seriam locais perfeitamente adequados. O Martim Moniz, não.
Longe de mim defender essa camarilha, mas o que é isso do discurso de ódio? Isso é qualificavel ou quantificavel?
ResponderEliminarSe eu protestar contra indivíduos que se recusam a aceitar a laicidade do Estado, e dizer que se não aceitam as normas e cultura de um país, devem ir para onde se sintam confortáveis, é "ódio "?
manifestar sim, mas sem ofender ninguém. Wokismo 1 - Sanidade 0
ResponderEliminarQue tal uma manif contra o lobby lgbti+ rua da Rosa acima?
ResponderEliminarBoa tarde, Henrique P. Santos
ResponderEliminarDo seu texto chamou-me a atenção este pequeno trecho - "
ResponderEliminarmanifestar sim, mas sem ofender
Exatamente. O objetivo de uma manifestação deve ser defender uma opinião política. Não deve ser ofender os outros nem provocar violência.
O objetivo de uma manifestação sob o slogan "Fora os muçulmanos" deve ser que Portugal impeça a entrada de mais muçulmanos e que expulse os que já cá estão. Não deve ser provocar violência contra os muçulmanos nem ofender os muçulmanos que cá vivem.
É a diferença entre uma sociedade política civilizada e um regime de milícias, estilo Alemanha década de 30.
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ResponderEliminar"(...) tratava a mulher dele abaixo de cão"
A mulher é propriedade do homem?
O cão é propriedade dos donos? (as pessoas devem referir-se ao cão como: "o cão da nossa família" e o cão deve referir-se aos donos como: "as minhas pessoas, a minha família").
Tratar abaixo de cão pode significar tratar bem, quando os cães não estão bem fogem dos donos ou das pessoas ou lá o que é.
(fico baralhado com a linguagem woke)
Não, se eu contestar as suas ideias, mesmo com um cartaz ou uma manifestação não é um discurso de ódio. Se eu acampar à sua porta com um megafone a dizer que acho as suas ideias parvas, já é assédio. Por vezes a diferença está no tom.
ResponderEliminarSe quer expulsar as pessoas que não respeitam a laicidade do Estado, tem muito por onde começar e não é no Martim Moniz. Não me lembro de ter autorizado que a visita do Papa fosse paga com os meus impostos, e para quê? Para os políticos poderem tirar umas fotografias bonitas para usarem nas campanhas?
Todos os que vivem cá têm de cumprir as leis nacionais, isso é inegável, mas os costumes não são leis, a cultura de um país é a cultura dos que vivem nele, não é a dos que se autointitulam portugueses de bem. Além disso a cultura não é estática, muito do que se faz agora já foi proibido e muito do que se proibe agora já foi permitido.
ResponderEliminarTodos os que vivem cá têm de cumprir as leis nacionais, isso é inegável, mas os costumes não são leis
Exatamente. Nenhum português é obrigado a gostar de cozido à portuguesa nem de bacalhau com grão. Nenhum português é obrigado a ser católico. Nenhum português é obrigado a gostar de touradas. Todos os portugueses têm o direito de gostar de sushi ou de pizza. Têm também o direito de ser muçulmanos. Ou de gostar de boxe.
E já agora, se formos a falar de cumprir leis, eu diria que os portugueses têm uma grande tendência a não cumprir certas leis do país. Eu diria que há mais portugueses do que imigrantes a violar leis. Por exemplo, as do trânsito. Os muçulmanos podem ter muitos inconvenientes, mas pelo menos não conduzem embriagados.
Nem a ideologia se caracteriza pelo diz, nem a ideologia comunista se caracteriza pelo que diz, e as duas defendem a violação de vários direitos fundamentais das pessoas
ResponderEliminarCaro Balio,
ResponderEliminar1) Se se encaixa naquilo que é o português médio é obvio que a sua cultura é Cristã, não só. mas também.
2) A cultura de combater o pecado e não o pecador tem vários exemplos maiores: São Dimas, que apesar de ladrão, quando renunciou ao pecado foi feito Santo (o único canonizado por Jesus). São Paulo também é um exemplo onde renunciado o pecado, foi elevado a Santo. Esta cultura é materializada na Confissão onde, uma vez arrependido do pecado, está de novo limpo para começar. Não estou a negar que foram cometidas atrocidades, mas foram imensamente mais as vezes onde se perdoou (combatendo os pecados) que as vezes que se persegui o pecador.
Não é bem assim.
ResponderEliminarFora as condicionantes constantes da legislação vigente não há zonas interditas. Se fôssemos por aí não havia manifs antitouradas junto ao Campo Pequeno, por exemplo. Por muito que me repugne essa manifestação têm o direito de a fazer, onde quiserem. Há risco para a segurança pública? A polícia que intervenha, às tantas até proibindo. Todavia, não são os opositores à manifestação que têm legitimidade para demarcar o terreno do aqui não.
Um imposto não é uma taxa. Não há ligação entre um imposto e uma determinada prestação. Os meus impostos andam provavelmente a subsidiar associações contra as quais estou totalmente contra ou as suas mazelas nas urgências do SNS com as quais eu tenho zero a ver. Em todo o caso, até que autorizou o uso de dinheiros públicos para a vinda do Papa. Como assim? Porque Portugal é uma democracia representativa. Foi dar o seu voto como os outros, saiu uma assembleia, e da assembleia saiu um governo. Foi ele que decidiu. Por cá ainda não há democracia directa nem regime de assembleia.
Sim, as leis nacionais, só estas. A não ser que sejam regulamentos europeus, ou que tenha sido transposto para a nossa ordem jurídica.
Quanto à cultura, a cultura não é seguramente a cultura dos que vivem nele, sem mais. Bem sei da controvérsia em torno do conceito de cultura dominante, do multiculturalismo e da intraculturalidade, mas não é bem assim. A poligamia é prática cultural em certas regiões, por cá temos o código penal. No Afeganistão a pedofilia é prática comum, por cá temos o código penal. E por aí.
A fronteira entre a liberdade e os direitos/deveres é muito ténue.
ResponderEliminarAs pessoas que não cumprem leis são punidas. Costuma ser assim.
ResponderEliminarJá costumes... ora, tanta luta pela igualdade da mulher mas aceita-se que certa fatia ds população esteja de fora por razões culturais. Ou então os queers for palestine. Presumo que a comentadora não tenha problemas em usar hijab, caso a cultura das pessoas o imponha.
Compreendo, o jo insurgiu-se contra aqueles que assediaram o Passos quando era PM
ResponderEliminar«...A mim parece-me inevitável que a criminalização de ideias e de discursos desemboque em confrontos como este, em que alguns querem impedir outros de se manifestarem...»
ResponderEliminarEssa manifestação que o artigo refere é uma fraude, é mais um evento criado pelos liberais/maçonaria.
A manif. tem o propósito de ser «...Contra a Islamização da Europa...» mas o problema é que os Estrangeiros oriundos de Países Islâmicos que se encontram em Portugal e outros Países Europeus não são verdadeiros Muçulmanos, verdadeiros Islamitas, mas sim indivíduos que trabalham para o regime da Inglaterra, o "Estado" de Israel, a Agência Central de Inteligência (CIA), e a OTAN, que financiam e promovem o terrorismo em território Europeu e a nível internacional.
É a velha táctica Anglo-Sionista de colocar Cristãos contra Muçulmanos, para garantir os interesses dos primeiros, continuar a manter as ilegítimas tiranias liberais/maçónicas nos Países Europeus vassalos da OTAN, e espalhar o caos, violência, e morte, nas sociedades Europeias.
O comunismo é um desfilar de boas intenções e justas causas. Mas, á conta dessas boas intenções e justas causas, encheu cemitérios e valas comuns por esse mundo fora...
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ResponderEliminarAinda não vi o balio a protestar contra as milicias de esquerda que fazem violência em Portugal e fora e ofendem todos os que não são de esquerda.
ResponderEliminarAliás não deixa de ser mais um Baliospeak o balio defender uma religião não ser ofendida mas laicos poderem ser.
ResponderEliminarOlá, outra vez
ResponderEliminarBoa tarde, Balio
ResponderEliminarSe a prática contradiz a teoria, é a prática que tem que ser condenada e combatida, não a teoria.
Zé Onofre
Até ao Principe Real.
ResponderEliminar1) Não disse em lado nenhuma que a ideologia nada vale;
ResponderEliminar2) Não disse em lado nenhum que as duas ideologias eram iguais, apenas que as duas são inimigas da democracia liberal por se oporem a direitos individuais fundamentais.
ResponderEliminarSei que gosta de provocar e também que diz muitos disparates.
Quando se combate o pecador é porque a cultura não é cristã.
Os romanos discordam.
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ResponderEliminarEsta cultura é materializada na Confissão
A confissão é um sacramento especificamente católico. Não é uma caraterística do cristianismo em geral. Muitos ramos do cristianismo não têm tal procedimento.
Confession (religion) - Wikipedia
ResponderEliminarAbsolutamente de acordo.
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ResponderEliminar"Posso não concordar com o que diz, mas defenderei até à morte o seu direito de o dizer." (Voltaire, alegadamente)
ResponderEliminarEste é para mim um princípio fundamental, revelador de um verdadeiro espírito democrático. Com as excepções elencadas no CP, nomeadamente injúrias, ofensas à honra e ao bom nome e incitamento à violência, se não me falha a memória.
O "discurso de ódio" é uma invenção conveniente do wokismo destinada a colocar uma mordaça indiscriminada nas vozes discordantes, porque nele tudo cabe.
Uma mordaça cujo aproveitamento político já se encontra instituído nalguns países do mundo ocidental, que já o criminalizaram, duvidando eu, por aquilo que conheço, que determinadas oposições políticas e movimentos sociais de contestação considerados inconvenientes não venham a ser simplesmente eliminados em consequência.
Exemplos já os há e constituem mais uma prova da decadência das democracias. Mas essa é a natureza da besta, como dizia alguém.
Boa noite
ResponderEliminarAgradeço o esclarecimento que me prestou.
O que não deixa de ser verdade é que Comunismo e Nazi-fascismo são inimigos das Democracias Liberais por motivos diferentes. Por isso não podem ser tratados pela mesma bitola.
Zé Onofre
Boa tarde,
ResponderEliminarO comunismo defende a igualdade entre todos os homens e o fim das classes sociais.
"
Boa noite, RR
ResponderEliminarO Comunismo não pode ser posto em causa devido aos governantes que se afastaram, na prática, dos seus princípios.
Se fôssemos a julgar o Cristianismo pelos Crimes cometidos pelo Catolicismo e também pelos Evangélicos dos EUAN que defendem a supremacia Branca, creio que já não haveria Cristãos. Felizmente, para o Cristianismo, as más práticas não põem em causa os seus princípios.
Agora quanto " verdadeiros americanos pelos colonos europeus) a 1ª e a 2ª guerras mundiais, as guerras napoleónicas, a guerra franco-prussiana, a guerra Rússia - Ucrânia (guerra entre capitalismos que usam como palco a Ucrânia), guerra Israel - Palestina, e outras tantas . . .
Como dizia Jesus Cristo quem nunca prevaricou (se desviou dos princípios que atire a primeira pedra.
Boa semana,
Zé Onofre
ResponderEliminarEvidente, caro Albino.
Em algumas culturas os casamento de menores é aceite e incentivado, porém alguns atrasados acham que isso é pedofilia. Há que aceitar as diferenças culturais e deixar as mulheres de 14 anos fazerem aquilo para que foram criadas.
ResponderEliminarSe eu me ofender com qualquer coisa, como é?
Fico ofendido ao ver um homem de vestido ou com maquilhagem, deve ser proibido que andem em espaços públicos onde se possam cruzar comigo?
ResponderEliminarSe eu me ofender com qualquer coisa, como é?
Claro, tem que haver entendimentos comuns, mais ou menos consensualizados, para aquilo que constitui uma ofensa.
Esses entendimentos comuns vão variando com o tempo.
Para questões como essas é que existem os tribunais, os quais julgam as coisas e decidem se certas coisas caem sob a alçada da lei, ou não.
Se uma mulher fizer topless numa praia portuguesa, quase de certeza que não há problema nenhum. Se o fizer numa praia dos EUA ou da Índia, a reação seria totalmente diferente e a mulher certamente que iria responder em tribunal pelo facto.