sábado, 27 de janeiro de 2024

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As notícias sobre o envolvimento de doze funcionários da ONU no massacre do Hamas em 7 de Outubro são matéria noticiosa muito relevante (muito mais que a não decisão do tribunal internacional sobre a queixa de genocídio).


Primeiro, o contexto, para saber o que significam 12 pessoas nesta estrutura da ONU.


Esta agência, que é uma originalidade no contexto da ONU, foi criada em 1948 para dar apoio aos cerca de 750 mil refugiados palestinianos que resultaram da guerra de 1948 e hoje dá apoio a mais de cinco milhões, uma história de insucesso notável, visto que o objectivo seria integrar os 750 mil refugiados na sociedade, apoiando-os na sua natural busca por autonomia e uma vida digna.


A agência tem hoje cerca de 30 mil funcionários e "At least 150 UNRWA employees, out of 13,000 in the Gaza Strip, have been killed since October 7".


Só ontem, mais de três meses depois do ataque a Israel por parte do Hamas é que a ONU informou que despediu os ditos doze funcionários e vai agora fazer uma investigação aprofundada sobre o seu envolvimento em actos terroristas.


Note-se que isto apenas acontece porque Israel forneceu provas sólidas do envolvimento destas pessoas no ataque de 7 de Outubro.


Resumindo, 12 pessoas numa estrutura de 30 mil não é muito, e continua a não parecer muito mesmo que em vez dos 30 mil se usem apenas os 13 mil funcionários desta agência que existem em Gaza. E é um décimo dos que terão morrido nas acções militares que Israel e o Hamas desenvolvem em Gaza desde 7 de Outubro.


A questão mais difícil para a ONU é que as acusações de infiltração da agência por elementos do Hamas são muito antigas e a opção da ONU tem sido bastante clara:  "in 2004 UNRWA head Peter Hansen stated to the Canadian Broadcasting Company: "Oh, I am sure that there are Hamas members on the UNRWA payroll, and I don't see that as a crime. Hamas as a political organization does not mean that every member is a militant, and we do not do political vetting and exclude people from one persuasion as against another".


Esta notícia sobre 12 funcionários desta agência estarem envolvidos no ataque de 7 de Outubro leva a acusação para outro nível, não apenas o de que a agência está cheia de gente do Hamas, mas que a ONU não tem mecanismos de controlo eficientes sobre o abuso que o Hamas faz do estatuto de funcionário da ONU e da cobertura que a agência pode dar às actividades terroristas do Hamas.


Da próxima vez que um responsável qualquer da ONU se queixar dos ataques a instalações suas, ou a funcionários seus, talvez fosse útil ter jornalistas a perguntar que garantias pode dar a ONU de que isso não resulta da forma ligeira como a ONU tem encarado a infiltração das suas agências por terroristas e outros extremistas.

32 comentários:

  1. esta é a única guerra  contra guerrilheiros onde estes não morrem.
    Haia com propaganda anti Judaica?

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  2. Parece a Carmo Afonso às avessas.

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  3. A declaração de Peter Hansen, afirmando que ser membro do Hamas não significa que seja militante, é absolutamente fantástica...
    Um pouco como se eu, sendo sócio do Belenenses, fosse apoiar o Benfica, num jogo no Restelo, contra o Belém...

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  4. Matar crianças ou deixa las a fome, e maior exemplo de humanismo do Estado Religioso de Israel

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  5. falta saber quantos infiltrados da mossad haverá.

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  6. A sua hipótese só reforça o que está escrito no post: não se pode confiar nos mecanismos de verificação da ONU

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  7. Hmmm. O último parágrafo do post quererá dizer o quê? Que, pelo facto de numa agência trabalharem algumas pessoas que, paralelamente, desenvolvem uma atividade terrorista, totalmente independente do seu trabalho nessa agência, então essa agência se torna um alvo legítimo para ataques à bomba oude outra forma?
    Sendo que o Hamas não é somente uma força armada que perpetra atos de terrorismo, ele é também uma organização de apoio social à população.

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  8. No passado não muito longínquo, na Europa houve muito terrorismo. Pessoas mortas à bomba e à pistola, raptos e sequestros, etc.
    Eu questiono, os terroristas que perpetraram esses atos faziam o quê, quando não estavam a fazer terrorismo? Quiçá seriam empregados bancários, de bombas de gasolina ou de restaurantes.
    Será que todas essas agências bancárias, bombas de gasolina e restaurantes eram culpados por dar emprego a pessoas que, nas suas horas vagas, se dedicavam ao terrorismo?
    A UNRWA emprega em Gaza, diz o Henrique, 13 mil pessoas. É obrigada a investigar em detalhe o que é que essas 13 mil pessoas fazem nas suas horas vagas, ou de que partidos políticos - o Hamas é, essencialmente, uma força política - elas são membros ou, sendo membros de algum partido ou grupo, qual a natureza das suas atividades no seio desse partido ou grupo?
    A mim parece-me sinistra esta ideia do Henrique, de pretender culpabilizar uma organização pelas atividades paralelas dos seus membros individuais.

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  9. O HAMAS não é religioso, não senhor ... 

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  10. Em Gaza existem gazeanos 100 % Hamaz, indubitável. 
    Mas será possível conviverem em Gaza gazeanos 50 % Hamas?. 25 %?. Zero  %?... durante anos a construirem o bem conhecido metro de Gaza, estrutura com óbvia intenção militar?.

    Organizações como a UNRWA ao fim de 50 anos de subsídios ganham uma vida própria, tipo auto-conservação, visto que se cumprissem o seu desígio original...perdiam o seu proveitoso emprego. Netos dos originais funcionários da ONU que por ali exercem o seu digno mister, nunca terão percebido a vasta componente militar em que o Hamaz se, e os envolvia?. Em que pensavam esses cavalheiros?. Fanatismos simplórios?.

    Consta que o Sr. Guterres já tentou mexer no vespeiro.... :-)

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  11. Vê-se mais uma vez que ninguém lê nada sobre a UNRWA.
    A UNRWA existe em Gaza para abastecer o Hamas, nada mais. Com a UNRWA o Hamas não tem de gastar recursos com os civis em Gaza e até ajuda abastecer o Hamas de alimentação, materiais e equipamento . É esse o objectivo.

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  12. Quem mata as crianças é o Hamas.

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  13. "As notícias sobre o envolvimento de doze funcionários da ONU no massacre do Hamas em 7 de Outubro são matéria noticiosa muito relevante (muito mais que a não decisão do tribunal internacional sobre a queixa de genocídio)." (HPS)


    Um primeiro parágrafo que apenas engana os incautos deformados pelas massivas campanhas de propaganda e distorção da realidade, com especial destaque para aquilo que figura entre parêntesis e que configura um verdadeiro atentado à inteligência daqueles que realmente leram a decisão preliminar do TIJ (vd. https://icj-cij.org/sites/default/files/case-related/192/192-20240126-ord-01-00-en.pdf) e que passo a citar.


    «12. At the end of its oral observations, Israel requested the Court to
    “(1) [r]eject the request for the indication of provisional measures submitted by South Africa; and
    (2) [r]emove the case from the General List”»


    Contudo, o TIJ rejeitou o pedido de Israel o que, para o autor do post, constituirá talvez a grande "não decisão". Mas vejamos outras "não decisões"
    do TIJ.


    «75. The Court concludes on the basis of the above considerations that the conditions required by its Statute for it to indicate provisional measures are met. It is therefore necessary, pending its final decision, for the Court to indicate certain measures in order to protect the rights claimed by South Africa that the Court has found to be plausible (see paragraph 54 above).»


    «78. The Court considers that, with regard to the situation described above, Israel must, in accordance with its obligations under the Genocide Convention, in relation to Palestinians in Gaza, take all measures within its power to prevent the commission of all acts within the scope of Article II of this Convention, in particular: (a) killing members of the group; (b) causing serious bodily or mental harm to members of the group; (c) deliberately inflicting on the group conditions of life calculated to bring about its physical destruction in whole or in part; and (d) imposing measures intended to prevent births within the group.


    79. The Court is also of the view that Israel must take all measures within its power to prevent and punish the direct and public incitement to commit genocide in relation to members of the Palestinian group in the Gaza Strip.



    80. The Court further considers that Israel must take immediate and effective measures to enable the provision of urgently needed basic services and humanitarian assistance to address the adverse conditions of life faced by Palestinians in the Gaza Strip.



    (continua)

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  14. Precisamente, a ONU é cúmplice e apoia o controlo do Hamas sobre Gaza.

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  15. Claro que é obrigada a investigar em detalhe. Tal como qualquer outra instituição. Mas a UNRWA é cúmplice porque é constituida por pessoas
    que vêm da esquerda mundial e apoiam a destruição de Israel.
    Ainda mais bizarro é comparar grupos terroristas com dezenas de elementos , logo um ou duas pessoas num emprego não se notam com o Hamas uma força militar superior a vários países Europeus, para começar Portugal.
    O Hamas tem como missão destruir Israel, logo é um instituição militar primeiro. Por isso é que tem centenas de km de tuneis dedicados a operações militares.

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  16. Claro que ser membro não significa ser militante. Uma pessoa pode ser membro de um partido político no sentido de somente pagar as quotas. Não milita, na medida em que não participa ativamente nas ações levadas a cabo pelo partido.

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  17. Verificação? Mas verificar o quê? Um empregador é suposto andar a verificar de que partido político os seus empregados são ou deixam de ser membros, e que atividades eles desenvolvem nos seus tempos livres?
    A ONU tem é que se preocupar que os seus trabalhadores trabalhem bem e cumpram as suas obrigações laborais. Não tem nada que andar a verificar as suas adesões partidárias, religiosas ou outras.

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  18. Obrigado por demonstrar o que eu disse: a África do Sul pretendia condenar Israel por genocídio e, sobre essa questão central, o tribunal aos costumes disse nada.

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  19. Algo completamente diferente, no que ao Hamas diz respeito, ali não há adesões platónicas, muito menos em quem desempenha cargos como os que o Henrique Pereira dos Santos referiu

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  20. Não, foi uma decisão interina, digamos, providência cautelar. O acórdão mesmo pode levar anos.

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  21. Se e o Hamas  então podem mata las todas, que os israelitas não tem culpa nenhuma....ao ponto que chegou a insanidade

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  22. Que interessa que o juiz seja casado com o réu? Que interessa o que ele faz fora do tribunal? Ou que interessa que numa guerra a parte que devia ser neutra seja constiuida por militantes de uma das partes? Você balio é de uma estupidez épica. 

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  23. Eu fico enternecido com a candura do bailio. "(..) 

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  24. Os wokes só lêem o que lhes dá jeito. O resto ignoram ou distorcem. Importante é terem razão. Porque sem isso toda a sua existência deixa de fazer sentido.

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  25. Entre as ocupações laborais constam o rapto violação e doutrina hamas?

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  26. No fundo, o que todos estes idiotas defendem é a extinção de Israel, e já agora, também dos judeus. Pensam que desta forma, todo o Médio Oriente regressa ao paraíso e à paz do Senhor. Estão muito bem acompanhados. O Sr. Hitler também convenceu os alemães dos anos 30 que os judeus eram a causa das suas agruras... e foi o que se viu.

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  27. Fico na dúvida se terá lido os parágrafos que citei das medidas cautelares decretadas pelo TIJ - para seu esclarecimento, a única coisa que o tribunal pode fazer nesta fase do processo. Ou isso, ou julgar improcedente o pedido de tais medidas e/ou as alegações da AS, o que Israel pretendia. Com vista ao seu cabal esclarecimento, volto a repetir os parágrafos 12. e 86. da Ordem do TIJ:






    Espero que tenha ficado esclarecido. Em todo o caso, pode sempre ler a Ordem do tribunal na íntegra no link que deixei acima.

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  28. Um outro esclarecimento importante: o massacre largamente difundido pela propaganda afinal terá sido cometido pelos próprios israelitas que, numa reacção exagerada (ou propositadamente ordenada?), terão disparado contra tudo o que se movia e contra edifícios suspeitos/confirmados de abrigarem elementos das milícias, sem ter em consideração a existência de outras pessoas no interior, dando assim cumprimento à “Directiva Hannibal”- é preferível um israelita morto a um refém, em termos simples. 


    Os testemunhos, as investigações e a opinião de ex-militar israelita apontam nesse sentido:


    "October 7 testimonies reveal Israel’s military ‘shelling’ Israeli citizens with tanks, missiles"
    (https://thegrayzone.com/2023/10/27/israels-military-shelled-burning-tanks-helicopters/) 


    “Israeli forces shot their own civilians, kibbutz survivor says”
    (https://electronicintifada.net/content/israeli-forces-shot-their-own-civilians-kibbutz-survivor-says/38861)


    “What really happened on 7th October?”
    (https://thecradle.co/articles/what-really-happened-on-7th-october)


    “A growing number of reports indicate Israeli forces responsible for Israeli civilian and military deaths following October 7 attack”
    (https://mondoweiss.net/2023/10/a-growing-number-of-reports-indicate-israeli-forces-responsible-for-israeli-civilian-and-military-deaths-following-october-7-attack/)




    «Speaking in Hebrew about the airstrikes, Colonel Nof Erez told a Haaretz podcast in November, that “the Hannibal Directive was apparently applied” and that 7 October “was a mass Hannibal.”»
    (https://electronicintifada.net/blogs/asa-winstanley/we-blew-israeli-houses-7-october-says-israeli-colonel)

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  29. Adesões "platónicas"?! O que é isso?
    Quando uma pessoa é membro de um partido e anualmente paga uma quota para ele (é o meu caso), isso não é nada platónico, é mesmo pôr o seu dinheiro onde está a sua boca!

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  30. que numa guerra a parte que devia ser neutra seja constiuida por militantes de uma das partes


    Os trabalhadores da UNRWA não estão em missão de paz numa guerra. A sua função é apoiar em termos sociais a população.
    Concordo plenamente que a UNRWA não deva dar emprego a militantes do Hamas. No entanto, não concordo que seja função da UNRWA andar a espiar cada uma dos milhares de pessoas que contrata, para saber se são ou não militantes do Hamas e se, sendo-o, se participam em atividades terroristas do Hamas ou somente em atividades pacíficas do Hamas (ou se nem sequer participam em quaisquer atividades do partido).
    A função de um empregador não é andar a espiar os seus trabalhadores.

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  31. Ora aí está, ninguém é membro do Hamas só por diletantismo, é-se militante e empenhado, no que bem se viu a 7 de Outubro.

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