domingo, 10 de dezembro de 2023

Nota para a Iniciativa Liberal para as próximas eleições

Não é segredo que, salvo algum percalço até às eleições, tenderei a votar na Iniciativa Liberal (para as legislativas, nas europeias subsequentes tenho dúvidas).


Faço-o porque voto num concelho suficientemente grande para ter a possibilidade de eleger deputados da Iniciativa Liberal, portanto serve o objectivo principal de ter menos deputados do PS.


Tendo a concordar com a ideia de que os partidos devem ir a votos separadamente quando as suas propostas eleitorais são suficientemente distintas, portanto não faço parte dos que criticam a Iniciativa Liberal por recusar coligações.


Questão diferente é a de apresentar candidaturas em círculos em que nem nos melhores sonhos há qualquer possibilidade da Iniciativa Liberal eleger deputados, isto é, todos os que não sejam Lisboa, Porto, Braga, Setúbal e Aveiro.


Nesses círculos a Iniciativa Liberal apresentar candidaturas é uma decisão estritamente do interesse partidário pelo que deveria abster-se de o fazer, se possível, negociando o apoio ao PSD com o compromisso de alterar o sistema eleitoral para criar um círculo eleitoral de compensação que em futuras eleições permita aos eleitores dos pequenos partidos da Europa, Fora Europa, Portalegre, Beja, Bragança, Évora e Guarda (para só citar os círculos que apenas elegem dois ou três deputados, deitando ao lixo todos os votos que não sejam nos dois maiores partidos) sentir-se representados.

31 comentários:

  1. o maior interesse será sempre tirar deputados ao ps.
    chega de miséria em tidos os sentidos.

    ResponderEliminar
  2. Os nomes dos partidos políticos neste país são uma extravagância de diversão. Melhor só mesmo um partido comunisfa estalinista da Geórgia, defensor do capitalismo.
    Nem falo do defunto CDS, centrista, com as bolinhas apontadas para o meio, depositário sociológico do Estado Novo.
    Temos também o Partido Socialista, que de socialismo e mesmo de social democracia só tem o nome. Enfim, lá tiraram o punho e o vermelho e ficou uma rosa, bem pink.
    Temos também o PPD, que virou PSD, que começou por tomar o comboio dis liberais europeus para depois mudar para os democratas-cristãos/conservadores do PP.
    Nem sei se estes dois ainda têm programa ou se têm apenas uns princípios e programa eleitoral. Não interessa. O que conta é lá chegar e ver a nomeação publicada em Diário da República. 
    Rsstam o BE e o PCP. Este, coitado, não mudou de nome e continua a sonhar com Outubro de 1917; resultado, 3% nas sondagens. Fica o ramalhete do Bloco, em melhor posição, que tenta esconder o ideário revolucionário com o manto do progresso e das reformas. 
    De Ventura nem vale a pena perder tempo. O partido é o homem e o homem é o partido. Resulta enquanto for do contra.
    Temos agora a IL, nascida de blogs como o Insurgente e até do Blasfémias. Ora olhando para os nomes e o que escrevem, só por bondade se pode afirmar que são liberais. São sim conservadores, burguesia que está farta de impostos e direitos sociais. São também os herdeiros sociológicos do velho CDS, só que de um outro tempo, a bem falar, das novas morais; divorciados, lgbti e coisas que tais. Não me surpreenderia nada que um dia destes dessem uma guinada à Ventura. O liberalismo - fora os negócios de cama - é apenas o pretexto. Não é por acaso que quase todo o discurso deles gira em torno do liberalismo económico, o liberalismo político é coisa que fica atrás.

    ResponderEliminar
  3. O sistema político cá no Rectângulo (e no Ocidente) é uma fachada ou um palco que esconde os verdadeiros poderes por trás do cenário.

    ResponderEliminar
  4. Como sempre, em todo o tempo e em todo o lado.


    Mais engraçado é a comparação com os partidos da monarquia liberal. Fico com a ideia de que os regeneradores passaram a psd e os progressistas a ps. Fora isso, pouco tempo passou da Revolução de 1910 para fecharem as portas e ninguém mais querer saber deles. 
    E tudo se esquece. No dia 5 de Outubro foram a casa do chefe dos progressistas, Luciano de Castro, e obrigaram-no a remodelar a casa. Foi tudo pelo  ar. Passado um século é uma figura ínclita na terra dele, Águeda, creio, com direito ao hospital com nome dele.

    ResponderEliminar
  5. O Henrique está a partir do princípio de que os potenciais votantes na IL obedecerão sempre àquilo que o partido lhes recomende. Que votarão no PSD se o partido lhes pedir que o façam, ou que votarão na IL caso contrário.
    Mas não é assim que as coisas se passam. Os potenciais votantes na IL poderão sempre, se o quiserem, votar no PSD. Ou absterem-se. Não é o facto de a IL se aliar ao PSD que altera esta possibilidade.
    Quanto a fazer um acordo com o PSD para que este altere o sistema eleitoral, não tenho quaisquer dúvidas de que o PSD acabaria por violar tal acordo. Note-se por exemplo aquilo que já estão a fazer com o acordo quanto à localização do novo aeroporto... ou note-se o que fizeram com o acordo com a IL que lhes permitiu governar nos Açores... o PSD não é um partido fiável.

    ResponderEliminar
  6. Que mania tens tu de me explicar o que eu penso.
    Não penso nada do que dizes que penso, eu limito-me a achar que a IL não deve concorrer onde não tem hipóteses de eleger deputados, e os eleitores façam o que quiserem com isso.

    ResponderEliminar
  7. Como na minha longa carreira apenas 2 vezes consegui eleger um deputado (e esses 2 partidos, coitados, não receberão mais votos), é-me indiferente. Ficarei pelo voto racista, ou voto de protesto no POUS, caso ainda exista.
    O resto é um degredo, votar contra A para um B inútil vencer é demasiado pirrico para esta altura do torneio

    ResponderEliminar
  8. Gostaria de deixar umas notas

    Não é descabido pensar que venham a ser eleitos deputados em Coimbra, Leiria ou Faro.







    ResponderEliminar
  9. 1) Quanto ao primeiro comentário, é uma questão de opinião, a mim parece-me muito difícil, mas admito que se juntem esses círculos aos primeiros;
    2) O financiamento de um partido é um interesse estritamente partidário;
    3) Queria escrever e pensei que tinha escrito, dois ou três deputados, já corrigi (obrigado)

    ResponderEliminar
  10. Sobre o ponto 1, não é uma questão de opinião e sim de aritmética eleitoral.


    A título de exemplo vejamos o caso de Leiria, que elege 10 deputados.
    Nas eleições de 2022, a IL teve 5,3% no distrito de Leiria (mais do que a média nacional que foi de 4,9%, portanto esse é um distrito onde a IL é relativamente forte).
    Basta que a IL consiga mais de um quarto do PS ou do PSD e tem a eleição de um deputado garantida, à custa do quarto deputado de um dos dois maiores partidos. Ora, segundo a média das últimas cinco sondagens a IL terá uns 7,2% no país. Admitindo que Leiria volta a ficar acima da média nacional e que consegue por exemplo 7,5% no distrito e se PS ou PSD (um deles) não conseguir os 30% no distrito, então esse partido só elege 3 deputados, o outro elege 4; quanto aos deputados que faltam um vai para a IL outro para o Chega e o que sobra pode ir para o Chega também (se fizer mais de 15) ou eventualmente para o BE.

    ResponderEliminar

  11. Votar na IL que  acabou de se abster na entrada de rapazes nas casas de banho de raparigas e vice versa?! 


    O importante é impedir o PS e PSD de terem maioria de 2/3 para mudar a Constituição e dar mais poder ao Estado como já declararam querer fazer.

    ResponderEliminar
  12. "...serve o objectivo principal de ter menos deputados do PS."
    Ora aqui está o exemplo de uma votação séria e perfeitamente esclarecida.
    Se por um absurdo toda a gente votasse no mesmo partido da treta, lá iríamos ter um governo representativo para totós. 
    Não será um bocadinho mais inteligente, se não gostamos do PS, ou não votamos ou votamos em branco ou votamos nulo?
    Realmente, votar num partido que não tem quadros à altura só porque embirramos com PS denota realmente uma grande inteligência. 

    ResponderEliminar
  13. Voto em mudanças.Quero o PS fora do governo.
    O Chega tem os mais objectivos deputados no parlamento. Basta ouvi-los.
    Lembro o Tiririca " com o Tiririca pior não fica".

    ResponderEliminar
  14. Coimbra duvido. Os rosas vão passar para cdu e bloco,  dificilmente caem à direita. A eleger um, cairá para o Chega...
    E não,  as autárquicas valem pevide, o PS teria ganho caso não tivesse insistido no inenarrável Manel Rotundas.

    ResponderEliminar
  15. Em Évora para roubar deputados ao PS só há duas opções. PCP ou Chega. A diferença entre eles não é muita e a base eleitoral é quase a mesma...

    ResponderEliminar
  16. Pois em Évora a distribuição de mandatos foi assim:
    2022 - PS, PS, PSD
    2019 - PS, PS, CDU
    2015 - PS, PSD/CDS, CDU
    2011 - PS, PSD, CDU
    2009 - PS, PSD, CDU
    2005 - PS, PS, CDU
    1999 - PS, PS, PSD, CDU (nesta altura ainda metia 4)
    1995 - PS, PS, PSD, CDU



    Para que a CDU ou o Chega elejam um deputado, é necessário que tenham pelo menos metade dos votos do PS.
    Temos aqui estes cenários:
    - se nenhum deles conseguir metade dos votos do PS, então o PS leva 2 deputados
    - se apenas a CDU conseguir metade dos votos do PS, a CDU elege um deputado
    - se apenas ao Chega conseguir metade dos votos do PS, o Chega elege um deputado

    - se tanto a CDU como o Chega conseguirem metade dos votos do PS, aquele dos dois que tiver mais votos elege um deputado



    Isto é tudo aritmética eleitoral.

    ResponderEliminar
  17. Gonçalo, a aritmética que descreves é puramente opinativa: achas que é possível a IL eleger um deputado.
    Em qualquer caso, já disse acima que se quiserem juntar esses três aos outros, nada contra, o que me interessa é a ideia de que onde não há qualquer possibilidade de eleger candidatos que retirem deputados ao PS, os partidos (neste caso, a Iniciativa Liberal) deveriam simplesmente abster-se de ir a votos (quer porque pode ser que isso ajude outros partidos, quaisquer que sejam, a evitar a eleição de um deputado do PS, quer como forma de protesto por um sistema eleitoral que se está nas tintas para o voto de milhares de pessoas que têm o azar de estar nos círculos eleitorais errados).

    ResponderEliminar

  18. Caro Henrique,


    A sua teoria vai ser posta à prova esta sexta, 15 de Dezembro. A pedido da IL vai ser debatido na AR, o tal círculo de compensação. Vejamos o que dizem os deputados do PSD sobre este projecto. Eu, vivendo no círculo da Europa, estou esperançoso que o PSD seja favorável.

    ResponderEliminar

  19. os partidos deveriam simplesmente abster-se de ir a votos


    Não. Os eleitores é que podem, se o desejarem, abster-se ou votar num partido que não o seu preferido. Os eleitores devem ter o direito de optarem por aquilo que querem. Já hoje os eleitores têm o direito de, num distrito qualquer em que a IL não tenha a possibilidade de eleger deputados, votar num outro partido qualquer que tenha tal possibilidade. Não é preciso para nada a IL deixar de se apresentar.

    ResponderEliminar

  20. acabou de se abster na entrada de rapazes nas casas de banho de raparigas e vice versa


    Que eu saiba, não há tal determinação na lei.


    Tenho a impressão de que está a espalhar fake news.

    ResponderEliminar
  21. Não era a CDU que metia 4. O círculo eleitoral de Évora é que metia 4.

    ResponderEliminar

  22. Existe uma representatividade distorcida na Assembleia da República por via do método de D'Hondt. 
    A virtuosa estabilidade governativa assim obtida, ao fim de 50 anos, não se mostrou capaz de obter grandes resultados: permanente dívida do País em relação à UE e um índice comparado de pobreza que deveria envergonhar a classe política, essa a que surgiu e presiste via estabilidade D'Hondt. 
    Não envergonha, nem mesmo quando a abstenção demonstra o que uma grande parte dos cidadãos eleitores pensa desta -tão criteriosamente selecionada- classe política e da sua capacidade de bem servir a causa pública.

    ResponderEliminar
  23. Impressão?


    projeto de lei do PS (https://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063484d364c793968636d356c6443397a6158526c63793959566b786c5a79394562324e31625756756447397a5357357059326c6864476c32595338344e445a6c4e5759305969307a4d6a63334c54526d4d7a51744f44497a4f53316c593259785a5755794d6d5578595441755a47396a65413d3d&fich=846e5f4b-3277-4f34-8239-ecf1ee22e1a0.docx&Inline=true)


    ResponderEliminar

  24. E?
    Nada nessa determinação diz que os rapazes são autorizados a entrar na casa e banho das raparigas.
    Diz que se deve ter em conta a vontade da criança, mas não se diz de que forma é que, em cada caso particular, ela será tida em conta. Diz também que se deve ter em conta a privacidade e intimidade da criança, o que implicitamente implica que a privacidade e intimidade das restantes crianças também devem ser tidas em conta. Portanto, de acordo com esta lei é perfeitamente natural que se continue a impedir as meninas de entrar nas casas de banho dos meninos (nas quais geralmente os urinóis estão à vista de todos), embora eventualmente se possa consentir que os meninos entrem na casa de banho das meninas (nas quais as sanitas em princípio se encontram dentro de cubículos fechados). Tudo dependerá de cada caso particular.

    ResponderEliminar








  25. Não implicita nada disso. 

    ResponderEliminar
  26. Faz sentido os emigrantes terem círculo eleitoral para elegerem deputados?

    ResponderEliminar

  27. Devolvo-lhe a pergunta: faz sentido existirem consulados ? Se as pessoas emigram, que a façam a vida deles nos países de acolhimento em vez de gastarem dinheiro dos residentes em lojas do cidadão espalhadas pelo mundo. Ou não ?

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...