terça-feira, 10 de outubro de 2023

Um retrato da redacção do Observador

O Observador é o jornal que conheço que mais espaço dedica à saúde mental.


Acho muito natural que assim seja, dado que a esquizofrenia é o que melhor o caracteriza, com comentadores e uma rádio de opinião maioritariamente liberal ou de direita, e uma redacção tão esquerdista e woke como a do Público ou a de qualquer outro orgão de informação relevante.


Um bom exemplo é a forma como o contra-corrente trata as marionetes de Camargo, a que a redacção responde imediatamente com uma entrevista a Francisco Ferreira, seguida, dias mais tarde, de uma peça de fundo sobre o facto das exigências da Climáximo até serem no sentido certo, mas talvez um bocado irrealista, sempre com apoio do mesmo Francisco Ferreira, o único especialista em alterações climáticas que a redacção do Observador conhece e igualmente especialista em branqueamentos sortidos.


Outro bom exemplo começa a ser a da cobertura do conflito do médio-oriente, com jornalistas a preferir escrever que "os elementos militares do Hamas estão integrados com a população" a dizer que o Hamas tem uma longuíssima tradição de uso da população civil como escudo humano, uma prática que é um crime de guerra, ao mesmo tempo que o comentário e opinião é, geralmente, bastante menos benevolente com os métodos usados pelo Hamas.


Na mesma linha, a jornalista informa que "Israel retirou-se de Gaza em 2005 e, desde o ano seguinte, o local passou a ser controlado pelo Hamas, que venceu eleições naquele território.", mas esquece-se de informar que foram as únicas eleições legislativas em que o Hamas participou, acabando com esse hábito burguês desde então e fazendo um golpe de Estado para eliminar a Autoridade Palestiniana da faixa de Gaza.


Cada vez estou mais de acordo com José Manuel Fernandes, a quem já ouvi defender a extinção das escolas de jornalismo tal como existem, concentrando a oferta de formação de jornalistas em pós graduações, depois de aprenderem outra coisa qualquer antes.


Não resolve tudo, claro, basta ver que a jornalista que faz a peça a branquear a actuação da Cimáximo até é bióloga de formação, não é um produto típico das escolas de jornalismo.

29 comentários:


  1. uso da população civil como escudo humano, uma prática que é um crime de guerra


    Bem, atualmente os quartéis militares, e os edifícios dos Estados-Maiores Generais de muitos exércitos do mundo, estão geralmente situados dentro de cidades ou na sua vizinhança muito próxima. Será isso usar a população civil como escudo humano?

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  2. Isso é verdade, mas o mesmo foi feito pela Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. Há já um ror de anos que se evita realizar eleições para essa Autoridade. Não é só o Hamas que não é democrático - a Autoridade Palestiniana também não o é.

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  3. concentrando a oferta de formação de jornalistas em pós graduações, depois de aprenderem outra coisa qualquer antes


    Isso significaria que um indivíduo para ser jornalista teria que estudar ainda mais dois ou três anos, e só entrar na profissão lá para os 25 anos de idade, no mínimo. Até essa idade, viveria à custa dos pais, presume-se.


    Isso de adiar a entrada no mundo laboral é um boa receita para estourar com a Segurança Social (seja na sua atual versão pública, seja numa versão privada), e para garantir que as pessoas só se autonomizam lá para os vinte e muitos, e só têm filhos lá para os trinta e muitos.

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  4. o zero e o infinito só existem no livro de 


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  5. – Qui es-tu ? dit le roi. – Un homme, répondit l’autre. – D’où viens-tu ? – De là-bas. – Où vas-tu ? – À côté de mon ombre.

    não passamos disto

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  6. Hoje não há jornalismo. Existem propagandistas que se intitulam de jornalistas mas não passam de marionetas de ideologias que invadiram e infestaram redacções. A esquerda e principalmente a extrema esquerda woke têm hoje um peso muito grande nessas redacções. Não informan, doutrinam. Veja-se o recente caso com o terrorismo palestiniano, o "passar pano" nas atrocidades bestiais cometidas. Todos os dias emporcalham o código deontológico a que estão sujeitos. E como classe ultra corporativa que são, desculpam-se entre eles. Depois admiram-se de a maior parte dos meios de comunicação estar na falência. Já ninguém acredita neles.

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  7. Não é uma pergunta estúpida. É sem dúvida verdade que o Hamas se acoita no ambiente densamente urbanizado de Gaza. Mas também é verdade que o Quartel-General do exército israelita se situa em Tel Aviv. Protegido de ataques pela população civil dessa cidade. Se o Hamas tentasse atacá-lo, sem dúvida que seria acusado de estar a atacar uma cidade civil.

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  8. Tentares-me convencer de que o Estado Maior israelita está localizado em edifícios residenciais de Telavive, misturando voluntariamente funções militares e residenciais no mesmo edifício, é ainda mais estúpido.

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  9. Se a Terra parar de rodar o tempo também deixa de "correr".

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  10. Claro que não está em edifícios residenciais. Mas está perto de edifícios residenciais. Qualquer míssil não excessivamente preciso que alguém tentasse lançar contra o Quartel General atingiria (também) edifícios civis nas suas proximidades.

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  11. Como eu sei que sabes perfeitamente isto "O Hamas não tem escrúpulos. Coloca deliberadamente aparelhos militares por baixo de creches, converte edifícios residenciais em sede de operações, interfoliando apartamentos familiares com centrais de comando, e usa rotineiramente escudos humanos de crianças palestinianas para poderem conduzir as suas ofensivas. Na melhor das hipóteses, o IDF pensa duas vezes antes de atirar. Na pior (o costume) diz-se que se tornam mártires..." e que isto não tem qualquer relação com a estupidez que continuas a repetir, este é o meu último comentário sobre o assunto.

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  12. Tem toda a razão. Só não acabaram porque o Costa usou o nosso dinheiro para não falirem!

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  13. Na melhor das hipóteses, o IDF pensa duas vezes antes de atirar.


    O que o IDF costuma fazer é avisar com alguma antecedência os habitantes de Gaza de que vai alvejar um determinado edifício. Dessa forma, os habitantes desse edifício evacuam-no antes de ele ser destruído.


    Por exemplo, ontem ou anteontem o IDF destruiu (a destruição foi filmada e passada nas televisões de todo o mundo) um grande arranha-céus em Gaza. A nuvem de pó foi imensa, mas ninguém morreu, porque os habitantes tinham antecipadamente evacuado a zona.


    Também, o Hamas avisou ontem, ao que se diz, que executaria um refém por cada edifício que fosse alvejado sem aviso prévio - que é precisamente aquilo que o IDF não costuma fazer - mas ontem fez, excecionalmente (esperemos).

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  14. E o que tem o teu último comentário com a estupidez moralmente abjecta da equivalência moral que tens procurado estabelecer entre os métodos do Hamas e o mundo civilizado?

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  15. O meu último comentário não tem muito a ver com os anteriores, de facto.


    Eu não procurei estabelecer nenhuma equivalência moral entre nada.

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  16. É responsabilidade do Palestinianos que armas usar.


    Israel também pode deixar de investir na precisão das suas armas e passar a  investir na sua quantidade.

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  17. As eleições não foram Democráticas. 

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  18. Ninguém é informado pelo jornalismo, mas ver o comportamento dos jornalistas é educativo para ver para onde andamos e a intolerância que têm demonstrado pela sua monocultura  assegura o fim das democracia liberais.


    Como já disse várias vezes a democracia portuguesa acabou por volta de 2004-2005. Nenhum governo de direita será permito pelo jornalistas governar com um program de direita. São os jornalistas pelo seu controlo da linguagem que justificam ou não violência politica e intimidação e é isso que acontecerá a qualquer governo de direita que não siga a esquerda em tudo o que é essencial


    O jornalismo depois do comportamento  vergonhoso no covid ficou mais uma vez na vergonha por nenhum jornal ter colocado em primeira página um massacre de 200 pessoas desarmadas num festival de música em Israel.

    Não haverá ainda declarações de "artistas", organisações feministas e humanitárias ...


    Faço ainda notar que o Observador é o jornal onde os comentadores têm de dar incómodas notícias para a esquerda porque a redacção não as dá.
    Valha-nos isso, os outros jornais são piores.

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  19. E o facto de quase todos pensarem o mesmo sobre quase tudo , demonstra a intolerância dos jornalistas.

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  20. Ouvi dizer que hoje era o dia mental da saúde mundial. Não sei se é verdade. 

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  21. E com a cumplicidade do inquilino de Belém-cascais. 

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  22. Como é que explica que os jornalistas dos jornais politicos pensem praticamente o mesmo sobre tudo? 
    Dizendo o mesmo de outra maneira porque é que os jornalistas não são representativos das opiniões dos portugueses?

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  23. por isso divulgaram o OE24 que enriquece o outro mundo

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  24. só existe o que a CS permite

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  25. Porque os jornalistas hoje em dia vivem numa estreita dependência e simbiose com a política e, principalmente, com o governo.
    São o governo e a política quem fornece aos jornalistas material para eles noticiarem, dia após dia. Logo, os jornalistas necessitam dos políticos e do governo - se não tiverem boas relações com eles, não receberão material noticioso. O inverso também é verdade - os políticos e o governo necessitam dos jornalistas para divulgar aquilo que fazem. Logo, há uma relação de simbiose.
    Cada vez mais, os jornalistas transformam-se também, eles próprios, em políticos.
    Isto não é um fenómeno exclusivamente português, claro. Encontra-se amplamente estudado, por exemplo em obras (já antigas) de Noam Chomsky.

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  26. Mas vários  politicos pensam diferente,em Portugal qual o equivalente jornalista do Chega? qual o equivalente jornalista da IL?  

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  27. a sua lógica é impecável , a lógica de alguém que diz " entre os métodos do Hamas e o mundo civilizado?" assumindo que é  civilizado fazer colonatos no territórios de outros é que é um bocado esquisita.
    o balio faz -me lembrar o sheldon , da teoria do big bang  , que adoro.
    e sim , instalar unidades militares  no meio de cidades é usar civis como escudos.  a técnica do passivo agressivo é típica de alguns povos.

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  28. O Observador pretendia-se um "jornal de direita".

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