domingo, 29 de outubro de 2023

Havia cessar fogo a 6 de Outubro, cara Ana Sá Lopes

Ana Sá Lopes escreve hoje uma crónica no Público que é excelente como resumo da posição da esquerda fofinha sobre o conflito na Palestina, começando logo no título "A vingança até ao extermínio do último palestiniano" (na tal parte do mundo que tem a sétima taxa de crescimento populacional mais alta do mundo).


De maneira geral essa posição da esquerda fofinha usa palavras fortes como "extermínio", para falar de uma realidade complexa sem qualquer relação com essas palavras, o que a mim me parece truque para evitar as discussões dificeis.


Comecemos então pelo que não está nem nesse artigo, nem em lado nenhum que eu tenha visto (estará com certeza em algum lado, eu é que não vi), a proposta de alteração proposta pelo Canadá à resolução das Nações Unidas aprovada recentemente, e que foi proposta pela Jordânia.


O Canadá propôs uma alteração ao texto da Jordânia: " “Protecção dos civis e cumprimento das obrigações legais e humanitárias” (documento A/ES-10/ L.26), proposta pelo Canadá. Além de rejeitar e condenar inequivocamente os ataques terroristas do Hamas ocorridos em Israel a partir de 7 de outubro de 2023, a alteração rejeitada também teria condenado a tomada de reféns e teria exigido a segurança, o bem-estar e o tratamento humano desses reféns (entre aspas, primeiro o título da alteração e depois a proposta do Canadá, nas palavras de Liliana Reis, que segue fielmente o texto da proposta de alteração)".


Isto é, a Assembleia Geral da ONU votou contra a inclusão desta referência numa resolução sobre o cessar fogo na Palestina, o que deixa absolutamente claro o que está em causa.


Em segundo lugar, gostaria de fazer notar esta frase (a ideia já a tenho ouvido a vários intelectuais de esquerda): "Biden não pode fazer grande coisa se quer vencer as próximas eleições americanas e já está a ser alvo da acusação de "anti-semita", que mata qualquer candidato presidencial nos Estados Unidos".


Isto é a mera actualização das teorias de conspiração sobre o poder oculto dos judeus, que mandam no mundo, teorias essas que estiveram na base da generalidade das perseguições aos judeus. Que intelectuais de esquerda com obrigação de saber onde conduziram patetices destas achem normal repeti-las, é para mim um mistério.


Ana Sá Lopes e a generalidade da esquerda fofinha, sempre, sempre ao lado dos oprimidos, mas nunca no meio deles, repetem à exaustão uma argumentação que não tem qualquer relação com a realidade: 1) "O número de resoluções da ONU que Israel nunca cumpriu", sem que se interroguem por que razão é a única democracia da região que concentra condenações de dois terços das resoluções da ONU sobre a região, ao mesmo tempo que a ONU ignora grosseiríssimas violações das ditaduras envolventes, incluindo a conivência com o poder despótico do Hamas em Gaza, há mais de 15 anos; 2) "o facto de manter um Estado com cidadãos de primeira e cidadãos de segunda", uma acusação que é permanentemente feita a Israel, o único Estado da região que, para além de ser uma democracia, tem um quinto da população árabe, incluindo palestinianos, claro, com plenos direitos de cidadania, ao contrário do que acontece no Líbano, Jordânia e Egipto em que os refugiados palestinianos, mesmo nascidos nesses países, estão legalmente impedidos de exercer um conjunto alargado de profissões, de comprar terra e outras coisas que tais, como o acesso aos direitos cívicos que consideramos básicos; 3) "manter Gaza como uma prisão a Céu aberto", a acusação mais estúpida que tenho visto repetida, quando é a própria ONU que diz que antes de 7 de Outubro entravam diariamente 500 camiões de ajuda humanitária, desde 7 de Outubro se lançam sobre civis israelitas rockets que entraram na tal prisão a Céu aberto, operados por profissionais da guerra que saíram para serem treinados no Irão e voltaram, coisa estranha para o que se considera uma prisão a Céu aberto.


Estas três coisas existiam antes do Hamas ter quebrado o cessar fogo, em 7 de Outubro, diz Ana Sá Lopes, inviamente justificando a agressão do Hamas a 7 de Outubro.


"um país que tem sido sistematicamente invasor do território de outros", escreve Ana Sá Lopes sobre Israel, provavelmente sem saber que nenhuma das guerras que levaram à alteração das fronteiras de Israel foi começada por Israel, pelo contrário, foi Israel que foi sempre invadido pelos seus vizinhos, com o objectivo concreto de liquidar o Estado de Israel.


Não admira a conclusão final: "O Ocidente tem um problema moral a resolver: a invocação permanente dos direitos humanos começa a ser conversa de chacha", calculo que os outros, os que votaram contra a alteração proposta pelo Canadá, não tenham problema moral nenhum com a invocação dos direitos humanos, começando pelo governo do Hamas que governou a Faixa de Gaza nos últimos quinze anos, liquidando sumariamente adversários, embebendo a sua estrutura militar no meio da população civil, ignorando os direitos das mulheres e homossexuais, etc., etc., etc..


Depois da quebra de cessar fogo a 7 de Outubro pelo Hamas, parece que o certo seria darmos todos as mãos, cantar o Kumbaya, e trocar reféns civis ilegitimamente capturados por bandidos por outros bandidos legitimamente detidos por um Estado democrático que respeita o Estado de direito, incluindo os direitos de defesa dos acusados, com o argumento de que não pode haver mortes de civis e é preciso evitar uma catástrofe humanitária.


Sim, há uma catástrofe humanitária em curso, sim, na medida do possível é preciso limitar a sua extensão e poupar o mais possível os civis, mas não parece que o futuro seja grande coisa se os que quebraram o cessar-fogo a 7 de Outubro tiverem sucesso na sua estratégia de atacar civis, capturarem reféns e reforçarem o seu exército com mais seis mil pessoas vindas das cadeias de Israel, usando como escudo o seu próprio povo e uma propaganda agressiva a que é sensível esta esquerda fofinha.


Não faço ideia de como se sai desta situação poupando todos os civis, mas parece-me que ceder à chantagem de hoje não abre nenhuma perspectiva para um futuro melhor amanhã.


"O que vinga é o "olho por olho, dente por dente" e é o que estamos a assistir no contra-ataque de Israel a Gaza, depois do atentado terrorista de 7 de Outubro", diz Ana Sá Lopes, como se dizer à população que se afaste é o mesmo que atacá-la de surpresa, como se violar pessoas seja o dia a dia do exército israelita, como se houvesse qualquer notícia credível de atrocidades do exército israelita em Gaza, como se Israel estivesse a fazer reféns para negociar ganhos de causa com o Irão, etc..


Sim, há vítimas inocentes, sim, há danos colaterais, em extensões que não sabemos qual seja porque não há informação independente vinda de Gaza, sim, era bom que fosse possível evitar isso, mas não consigo perceber como raio se pode Israel defender de um grupo de selvagens que se esconde no meio das pessoas de bem, sem que haja danos colaterais.


Ou melhor, até sei, era os selvagens não terem quebrado o cessar fogo que vigorava a seis de Outubro.

76 comentários:

  1. Nunca me iludi: esta gente é profundamente antissemita, racista e tem um ódio desproporcional aos judeus.
    Por detrás da capa do fingido humanismo, o que querem é simples: acabar com os judeus. Por hipocrisia, cobardia ou dissimulação não o dizem abertamente, mas pensam.
    É sempre curioso que só se lembram dos direitos humanos quando Israel se defende dos bárbaros: não vi esta gente preocupada com os direitos das mulheres, dos homossexuais na faixa de Gaza, onde são tratados com pessoas de 2 classe ou criminosos. Os 1400 assassinados apenas por serem cidadãos de Israel ou porque estavam no local errado na hora errada, não comovem estas alminhas. É o grupelho alargado do "condeno, mas..." onde o "mas" esconde o ódio que têm. 
    Eles não lamentam nada. Nós é que lamentamos que estas alminhas vomitem ódio antissemita mais ou menos disfarçado. É a luta das democracias e da liberdade vontra a barbárie. E esta gente está no lado da barbárie. Por conveniência ou convicção.
    Se fizessemos 1 minuto de silêncio por cada vítima do Holocausto,ficávamos calados durante 11 anos e meio. Isto esquece muito a esta malta do "bem" mas só para um lado. Em roda livre, eram simpatizantes do que o Sr Adolfo fez.

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  2. a desinformação acaba por ser contraditória. Parece que a resolução não era vinculativa. Como em todas as guerras, esquecidas ou não, Guterres releva 'estar à altura' do lugar que ocupa.
    « 

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  3. Existe uma versão em português: “Ana, Magana, Rebeca, Susana. Lázaro, Ramos, Na Páscoa estamos”

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  4. (1) O facto de Israel ser uma democracia não lhe confere imunidade a críticas. Não é pelo facto de ser democrático que, automaticamente, se deve considerar que cumpre tudo aquilo que deveria cumprir. Os Estados democráticos têm tanta obrigação quanto os não-democráticos de obedecer às regras do direito internacional.


    (2) Violações, exatamente, de quê? A ONU não existe para avaliar os procedimentos internos de cada país, se cada país respeita ou não os direitos humanos, se cada país é ou não é democrático. Uma ditadura, pelo facto de o ser, não viola necessariamente algo que seja da conta da ONU. Por exemplo, a Síria, que é uma brutal ditadura, não tem nada que ser criticada pela ONU, uma vez que não agride nenhum outro país. O mesmo se diga do Irão, do Egito, etc.

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  5. VOLTAIRE (PSEUD. DE FRANÇOIS MARIE AROUET) NOVA TRAGÉDIA INTITULADA MAFOMA OU FANATISMO (1775/1795)

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  6. A direita evangélica permite tudo ao povo da Torah...até lhe dão o direito de roubar os outros povos...

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  7. Continuo a crer que esta gente não é antissemita mas sim anti-democrática e que detesta visceralmente o chamado "mundo livre" encabeçado pelos EUA daí que, se reparar,  basta ouvirem falar em americanos e logo ficam de cabelos em pé - paradoxalmente gozam de todos os direitos e luxos do chamado "mundo livre" e ocidental de quem tanto mal falam mas enfim, este tipo de hipócritas sempre existiu e sempre há-de existir. Ora como este conflito põe diretamente em oposição a civilização ocidental democrática vs a civilização dos ditadores e das verdades absolutas (no fundo eles queriam era viver numa nação dessas onde o seu modo de pensar fosse a lei porque não toleram a opinião dos outros e se julgam os reis da boa moral e donos da verdade) e, ainda por cima com o apoio direto e sem rodeios dos EUA (ao contrário de outros que fazem de conta que não patrocinam o Hamas), estes rapazitos só podem vir despejar fel e mais fel contra Israel. Esta gente está-se a cag@* completamente para os palestinianos e israelitas, o que esta gente quer é abrir o maior número de brechas possível no seio da civilização ocidental de modo a destrui-la e assim tentar, em pleno caos, impor a sua vontade a todos os outros, seja a bem ou a mal. Estes patetas nem conseguem perceber que, se o ocidente entrar em ebulição, dada a desindustrialização das últimas décadas e consequente perda de peso a nível global, será engulido pelos outros e eles continuarão a xuxar no dedo mas como serviçais de chineses e companhia. Uma fratura profunda do ocidente não irá trazer nada mais do que a sua subjugação a potências externas com agendas muito duvidosas, portanto, só uns enormes patetas podem crer uma coisa destas mas, infelizmente, são cada vez mais.

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  8. Não há esquerda fofinha alguma. 
    É extrema esquerda que defende a estratégia do Hamas. Pura e dura.


    Se estivessem na segunda guerra mundial noticiariam o conflito sobre a perspectiva dos civis alemães.

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  9. Definição de propaganda, de acordo com Edward Bernays, autor de "Propaganda" publicado em 1928:


    “A consistent, enduring effort to create or shape events to influence the relations of the public to an enterprise, idea or group.”



    Que nos diz Bernays nesse seu seu livro?


    “The conscious and intelligent manipulation of the organized habits and opinions of the masses is an important element in democratic society. Those who manipulate this unseen mechanism of society constitute an invisible government which is the true ruling power of our country."

    E continua.



    it dominated by the relatively small number of persons—
    social patterns of the masses. It is they who pull the 



    manipulate this unseen mechanism of society" e  "constitute an invisible government which is the true ruling power". 


    Como quem se encosta demasiado à árvore deixa de ver a floresta, passe-se a matéria de facto com algumas citações de distintos israelitas ilustrativas do seu pensamento e linha de acção.

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  10. “Let us not ignore the truth among ourselves…politically we are the aggressors and they defend themselves… The country is theirs, because they inhabit it, whereas we want to come here and settle down, and in their view we want to take away from them their country.” Speech by David Ben-Gurion, 1938, quoted in Zionism and the Palestinians by Simha Flapan, 1979.


    É Ben-Gurion, que viria a ser o primeiro PM israelita, que o afirma peremptoriamente: "

    "Jewish villages were built in the place of Arab villages. You do not even know the names of these Arab villages, and I do not blame you because geography books no longer exist. Not only do the books not exist, the Arab villages are not there either. Nahlal arose in the place of Mahlul; Kibbutz Gvat in the place of Jibta; Kibbutz Sarid in the place of Huneifis; and Kefar Yehushua in the place of Tal al-Shuman. There is not a single place built in this country that did not have a former Arab population." Moshe Dayan, address to the Technion, Haifa, reported in Haaretz, April 4, 1969.



    "It is the duty of Israeli leaders to explain to public opinion, clearly and courageously, a certain number of facts that are forgotten with time. The first of these is that there is no Zionism, colonization or Jewish State without the eviction of the Arabs and the expropriation of their lands." Yoram Bar Porath, Yediot Aahronot, of 14 July 1972.



    I don't mind if after the job is done you put me in front of a Nuremberg Trial and then jail me for life. Hang me if you want, as a war criminal. What you don't understand is that the dirty work of Zionism is not finished yet, far from it. Ariel Sharon to Amos Oz, editor of Davar, Dec. 17, 1982.



    "We must use terror, assassination, intimidation, land confiscation, and the cutting of all social services to rid the Galilee of its Arab population." Israel Koenig, "The Koenig Memorandum". 



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  11. "As early as December 1948, the UN General Assembly called for refugee return, property restitution and compensation (resolution 194 (II)).  However, 75 years later, despite countless UN resolutions, the rights of the Palestinians 
    continue to be denied. According to the UN Relief and Works Agency for Palestine Refugees (UNRWA) more than 5 million Palestine refugees are scattered throughout the Middle East. Today, Palestinians continue to be 
    dispossessed and displaced by Israeli settlements, evictions, land confiscation and home demolitions." 



    A seguinte lista de ataques israelitas - invasões - ao ghetto de Gaza, se dúvidas houver, demonstra bem o nível da agressão.




    Baixas desde 2000, dados actualizados a 5 deste mês,https://israelpalestinetimeline.org/charts/ :









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  12. Violações exactamente de quê, perguntas tu sobre a Síria, o Irão, a Turquia, etc., etc., etc.?
    Achas com certeza que a questão dos curdos, dos druzos, das invasões de Israel, de financiamento do terrorismo internacional, etc., são meras questões internas desses países, certo?

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  13. Quem invadiu Israel no dia seguinte ao da sua criação, violando as decisões da ONU, foram os cinco estados árabes confinantes, e não foi com pedras nem fisgas.

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  14. Podemos discutir toda a historia da região até ai imperio romano mas não adianta nada. Hoje temos Israel rodeado de inimigos por todo o lado. E Israel não vai desparecer do mapa  . Habituem-se os palestinos encartados que por aí andam. Continuem com o ódio e os pogroms e a narrativa do genocidio.  Boa sorte isso.

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  15. Cada um tem a Fé de que necessita.

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  16. E os Outros, não dizem o mesmo? 
    Não é a mesma mentalidade «inversa, opositiva, isomorficamente simétrica»?
    O "Novo Testamento" não nos manda abandonar essa lógica da lei do talião ("olho por olho, dente por dente")?

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  17. Resumindo, Israel não existia, mas invadiu, é isso?

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  18. Portanto, não podemos receber emigrantes na Europa, certo? A terra é nossa...é esta a conclusão que se pode tirar do seu texto...

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  19. Quem é de esquerda é anti democrata por definição. Não se pode ser de esquerda e defender a liberdade. Só tenho 40 anos e acredito que ainda vou ver a malta de esquerda a ser contra a emigração na Europa (que a esquerda sempre recusou).

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  20. Quem diria que um blog de filhos, netos, bisnetos, devotos, sonhadores e carpideiras do Estado Novo, do Integralismo Lusitano, do Nacional Sindicalismo e de genealogistas dos quatro costados de sangue limpo, seria hoje tão defensor de Israel, Estado, que tanto quanto me recordo, só foi reconhecido pelo então PM Mário Soares (vade retro Satanás maçónico).


    Esta sim é uma conversão no caminho de Damasco, de Saulo para Paulo.

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  21. Estes 'esquerralhos', na ânsia de quererem pregar moral aos outros, mas surdos ao que eles próprios dizem, fintam, fintam e tanto fintam, que acabam por fintar-se a eles próprios.

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  22. A conclusão, é, de que, num mundo cada vez mais multi-étnico e multi-cultural, nos temos dar bem com os nossos vizinhos, que são diferentes de nós. Para que não nos matemos todos uns aos outros, e desapareçam estas guerras e conflitos, que nos fazem sofrer a todos.

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  23. Caro Henrique, como li hoje num artigo de um Sr Coronel Comando no "Observador", para esta malta Israel tem direito a se defender...desde que não o faça.
    Há uma letra de Bob Dylan que caracteriza estas alminhas antissemitas e o que ela adorariam que acontecesse e vale a pena atentar na sua lírica:
    “…His enemies say he’s on their land
    They got him outnumbered about a million to one
    He got no place to escape to, no place to run
    … he just lives to survive,
    He’s criticized and condemned for being alive
    He’s not supposed to fight back, …
    He’s supposed to lay down and die when his door is kicked in…”

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  24. "foram expulsos da Terra Prometida"
    Então eles estavam na Terra Prometida (lugar físico) e foram expulsos, logo existiam como povo e ocupavam um espaço físico ou não?

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  25. Concordo basicamente com o seu comentário. Os anti-democráticos (anti-capitalistas, anti-EUA) serão a maioria e escondem-se atrás do anti-sionismo. Mas atrás do mesmo anti-sionismo, também se escondem alguns anti-semitas, que ainda os há.
    Já a divisão da Europa está politicamente consumada de facto. Na moção da ONU a Europa dividiu-se em votos a favor, votos contra e abstenções. Sobretudo para asiáticos, sensíveis ao que parece, ao perder a face, etc., a Europa deixou de existir diplomaticamente nas grandes questões. Vergonhosa a votação portuguesa, que Paulo Portas tentou branquear explicando-a com a vontade de não alienar o bloco árabe na candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança.

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  26. Sim, que a direita das seitas envagelicas venera todos os actos do povo da Torah...até que roube a cidade de Jerusalem

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  27. E para nos darmos bem com os nossos vizinhos instigamos e defendemos a sua aniquilação. Você há-de cá ser um otimo vizinho

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  28. Não percebi qual é a relação disso com o facto de haver um cessar fogo no dia 6 de Outubro

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  29. Foi-lhes Prometida, desde que eles cumprissem.

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  30. Talvez seja um erro diminuirmo-nos.
    Não nos diminuamos.
    Porque, não somos tão maus como nos dizemos, nem tão bons como acreditamos.

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  31. Um conselho: NUNCA se perde tempo com idiotas mentirosos...

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  32. Caro Sr Henrique, o comentário da criatura é consequência do estado de coma do SNS: arrastam-se por aí sem medicação.

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  33. O seu raciocínio é um bocado tonto, porque os anti-semitas europeus queriam muito, mas mesmo muito, um lar para o povo judeu - ou seja, eram pró-Israel, onde quer que ele fosse - Madagáscar, Uganda, Birobidzhan, Palestina -  desde que fosse longe da Europa. E também denota alguma falta de leituras, porque o anti-semitismo era (é?) partilhado entre a direita tradicionalista e a esquerda maçónica. Eu sei que a história de Portugal é o que a viúva quer, mas sugiro a leitura do ilustre irmão Bazilio Telles (agora Basílio Teles), que, como não podia deixar de ser, tem nome de rua ali no Rego e que é muito mais anti-semita do que qualquer integralista lusitano (mas tente lá encontrar isso no artigo da Wikipedia) - sugiro as fls. 51 a 54 do folheto "A Inglaterra Pacifista", que pedem meças a um Alfred Rosenberg.

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  34. Muito explícito, mas não suficiente para fanáticos incultos. Se o Irão ganhar(?) e por ali criar um "Estado Palestina" recomenda-se às manifestantes "pró-palestinianos", naturais ou descendentes da diáspora até à "quinta geração", burguezitas ignorantes, comprem já as suas burcas e aprendam a esconder o cabelo. Boa sorte e cuidado com o que pedem.

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  35. Cessar fogo a 6 de outubro!!!??? Mas não havia o cessar de roubar terras palestinianas...muito pelo contrario

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  36. Eu solicitava ao Henrique que afastasse de vez este user, é só copy&paste, deve ter uma cartilha que segue religiosamente. Obrigado.

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  37. Estamos portanto de acordo em que havia um cessar fogo a 6 de Outubro e portanto um cessar fogo agora não resolvia problema nenhum, porque há uns quantos que não estão interessados em cessar fogo para coisa nenhuma que não seja preparar a próxima quebra desse cessar fogo

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  38. Nem sei como isso se faz, eu limito-me a escrever o que me dá na telha, tudo o resto não sei como se faz

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  39. "Isto é, a Assembleia Geral da ONU votou contra a inclusão desta referência numa resolução sobre o cessar fogo na Palestina, o que deixa absolutamente claro o que está em causa." (HPS)


    Errado e mais uma vez a presumir. Uma das técnicas usadas pela propaganda é a omissão, parcial ou total, de tudo o que não convém aos seus propósitos. Na íntegra, o texto da proposta de alteração do Canadá  (vd. https://www.un.org/unispal/wp-content/uploads/2023/10/N2332257.pdf), diz o seguinte: 


    "Unequivocally rejects and condemns the terrorist attacks by Hamas that took
    place in Israel starting on 7 October 2023 and the taking of hostages, demands the safety, well-being and humane treatment of the hostages in compliance with
    international law, and calls for their immediate and unconditional release;".


    Ao que o embaixador do Paquistão na ONU respondeu, numa intervenção que terá merecido extensa aclamação:


    «If Canada was being fair in its amendment, he said, it should as well agree to name Israel as well as Hamas. “We all know who started this. It is 50 years of Israeli occupation and the killing of Palestinians with impunity,” Akram argued, therefore, not naming either side was the best choice.»
    (https://www.indianpunchline.com/indias-solidarity-with-israel-is-untenable/)


    Mas há mais sobre essa resolução da AG da ONU. Tudo cuidadosamente omitido pela propaganda como é habitual, a começar pelo título (


    "The document clearly spells out the need for a sustainable truce with a further cessation of hostilities, the establishment of humanitarian access to all those in need in the Gaza Strip, the release of civilians, as well as the rejection of the forced displacement of the population of the enclave, the creation of a special mechanism for the protection of Palestinians and the settlement of the conflict on a two-state basis. On October 27, the resolution "Protection of civilians and compliance with legal and humanitarian obligations" was adopted by the majority of UN member states (120 states).


    The United States and Israel, Austria, Hungary, Croatia, the Czech Republic, as well as Guatemala, the Marshall Islands, Micronesia, Nauru, Papua New Guinea, Paraguay, Tonga and Fiji opposed it."


    Sobre vetos dos EUA no CS da ONU favoráveis a Israel, não disponho de dados actualizados. Contudo, há algum tempo atrás, do total de  83 vetos dos EUA, 42 tinham sido favoráveis a Israel. 

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  40. E o novo (agora também ele velho) Testamento é reconhecido pelos judeus ? Consta que não. 

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  41. Em que ano, estiveram lá?

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  42. Há muito mais para além disso. Como sempre, trata-se de um jogo de xadrez jogado no " The Grand Chessboard" que é o tabuleiro do Mundo. Anti-semitismo, sionismo, esquerda, direita, maçonaria, etc. são apenas instrumentais e muitas vezes não passam de justificações das jogadas para consumo público, pouco ou nada tendo a ver com os objectivos geo-estratégicos do jogo. 


    Se ler o artigo da autoria de Steven P. Meyer intitulado "How British Imperialists

    "They were instruments of Lord Alfred Milner and Leo Stennet Amery, the final authors of the Balfour Declaration, who craftily used them to secure British rule over Palestine as part of the 1916 Sykes-Picot agreements."

    (...)
    "In 1838, an Arab revolt took place in Greater Syria, run by Muhammad Ali, the Ottoman viceroy of Egypt. British Foreign Secretary Palmerston offered the Sultan of Turkey British help in putting down the revolt, and in return, Britain was given the right to establish a vice-consulate in Jerusalem. Once this beachhead for the Empire was secured, the British decided to use a fledgling Zionist movement as their proxy, to increase their presence in the Holy Land."



    https://larouchepub.com/other/2009/3603brit-imps_created_jabotinsky.html

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  43. Tal como fazem os chineses aos uigures e tibetanos ou como fazem os indianos aos paquistaneses (e vice-versa), ou como fazem os sudaneses do norte com os do sul (e vice-versa), ou os indonésios aos timorenses, os turcos aos curdos, os azeris aos arménios, os rapazes do boko haram islamita aos cristãos nigerianos.... tudo boa e pacata vizinhança, ainda bem que vossa excelência só conseguiu falar dos europeus, assim ao menos demontra logo ao que vem e, não é certamente pela justiça no mundo mas sim contra os europeus (se fosse pela justiça condenava todos e não apenas uns).
    Sobre Israel, ainda antes da II guerra já havia uma % muito significativa de judeus naquela região, portanto, é falso classifica-los (pelo menos a todos) como invasores sendo que, por sua vez, a própria palestina também não existia enquanto estado independente pelo menos desde o séc XVI devido à anexação/conquista levada a cabo pelo império otomano. Depois ainda antes de 1947, os britânicos propuseram uma divisão na qual Israel seria muito mais pequeno que os territórios palestinos (procure por comissão Peel) e sabe que mais? Os palestinianos logo a rejeitaram assim como rejeitaram desde sempre a existência de 2 estados tendo sempre escolhido a via da guerra que depois sempre perderam, portanto, estão muito mas mesmo muito longe de serem as pobres vítimas que hoje se tentam pintar. Os árabes nunca quiseram nem querem 2 estados (a ideia de que podem querer é falsa) e os israelitas já lá tinham muitas centenas de milhar de cidadãos bem antes de 1947 e da própria guerra mundial (II), pelo que a retórica da invasão destes por um lado, e da justiça da expulsão dos mesmos pelos palestinianos por outro é absolutamente falsa! A solução tem de passar pela criação de 2 estados mas houve sempre uma das facções que rejeitou tudo e mais um par de botas e não, para sua surpresa (julgo eu), não foram os israelitas os quais (repito) nem tinham assim tantos territórios antes dos árabes se armarem em espertalhões e os atacarem - quando você ataca alguém e perde, já sabe que você é que fica mal, sempre assim foi e sempre assim será! Vá agora pode voltar para o seu altar anti-ocidente rasgar mais umas bandeiras dos EUA e cantar umas internacionais com o retrato do Lenine ao fundo, que aqui a propaganda mentirosa não cola!

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  44. 2-
    ...e parece que o mantra do Direito Internacional se tornou viral e eu diria orwelliano !!! continuando...
    [Israel] 


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  45. Resumindo, numa resolução que só fala de um dos lados, o Canadá propõe uma alteração que refere o outro lado, e o senhor do Paquistão (já resolveu a questão de Caxemira, ou só às disputas territoriais dos outros é que aplica a sua sabedoria?) contesta dizendo que a proposta de alteração do Canadá só fala do lado ausente do resto da resolução?
    De resto, o seu extenso comentário, apesar de começar por me chamar mentiroso, diz exactamente o mesmo que eu disse, na substância, confirmando o que eu escrevi.

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  46. Daqui:
    https://observador.pt/opiniao/se-isto-e-um-povo/

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  47. Israel estava a cumprir integralmente as resoluções da ONU quando declarou a independência nos exactos termos definidos pela ONU, incluindo a definição de fronteiras.
    Foram os países árabes e a liga árabe que, no dia seguinte, resolveram pôr tudo em causa, invadindo Israel, para o destruir o Estado judaico.
    Eu sei que jamais deixará que os factos influenciem as suas ideias, mas também sei que há gente de boa fé que, por não ter tempo ou disponibilidade para ir verificar factos básicos de comentários como o seu, podem pensar que está a dizer alguma coisa com um mínimo de aderência à realidade.
    Desde 1948 que todas as guerras na Palestina foram iniciadas pelos Árabes, todas, e sempre com o objectivo explícito de destruir o Estado de Israel, nunca com o objectivo de repor a situação nos exactos termos das resoluções da ONU.

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  48. como conta Bernard Lewis em The Jews of Islam, um velho fenómeno


    Basta olhar para a wikipedia para ficarmos a saber que Bernard Lewis não é propriamente a fonte mais independente. Para começar é judeu, o que não o desqualifica (há excelentes judeus) mas permite levantar suspeitas. Mas depois vê-se os debates que teve contra Edward Said, o apoio que deu à invasão do Iraque e o apoio que deu aos neoconservadores, e fica-se com uma imagem completa.

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  49. E os Povos Palestinos que viviam lá, foram ouvidos, ou fizeram parte dessa "Resolução" feita por estrangeiros?

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  50. Não é por estar sempre a repetir uma mentira que ela passa a ser verdade: Israel, desde sempre, aceitou a solução dos dois Estados, foram os países árabes vizinhos que a inviabilizaram pelas armas e se alguns desses países hoje aceitam a solução dos dois Estados, países como o Irão e as organizações terroristas como o Hamas que eles apoiam é que são contra a solução dos dois Estados.

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  51. E, isto agora, no séc. XXI, é por aquilo que a fé, a religião, e as fantasias de cada qual, quer e reconhece?

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  52. Está a dizer que Israel aceitou dois Estados?
    Com o mesmo estatuto de soberania (condições de vida, exército, economia, direitos e deveres, etc.) ao de Israel?

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  53. Sim, estou a dizer que Israel sempre aceitou a solução dos dois Estados, sempre.
    Não é Israel que recusa essa solução (Israel até retirou unilateralmente de Gaza, que há mais de 15 anos é governada pelo Hamas), foram todos os países árabes no início, e a maioria, actualmente.
    Israel nunca começou nenhuma das guerras da Palestina e na primeira delas, começada no dia seguinte à declaração de independência pelos vizinhos árabes, defendeu-se com armamento cedido pela Checolováquia.
    Se estudar um bocadinho fica muito menos susceptível a acreditar em qualquer coisa que lhe apareça pela frente: a informação reforça o sentido crítico.

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  54. Maximilien Robespierre31 de outubro de 2023 às 14:04

    Mas qual cessar fogo???
    Foram mortos centenas de palestinianos até dia 7/10 desde o princípio do ano, pelas forças israelitas

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  55. O direito â defesa dos Palestinianos é igual á dos Israelitas.

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  56. Não faltou aí um cessar-fogo?
    Podia revezar com ocupação, também é um termo bonito.


    Mas tem razão, muita gente não deseja um cessar-fogo. O Yitzhak Rabin era um defensor, mas alguns israelitas discordavam. Um até protestou de modo veeemente, enfiando uns balázios no dito.

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  57. o Henrique Pereira dos Santos meteu o caxecol e foi ver o jogo. Quanto está?

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  58. Pois... em 1945 colocou-se a hipótese de um estado judaico na Alemanha, mas por razões políticas tal solução foi recusada.

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  59. Por coincidência, os únicos a votar contra foram os países vizinhos. Se calhar deviam ser ouvidos de modo a ter direito de veto... mas as potências imperiais, perdão, a ONU, decidiram, está decidido.
    Já agora, isso da ONU e das suas decisões, quando tem legitimidade? É que existem bastantes resoluções das NU que são ignoradas por países, sem que nada se passe.

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