terça-feira, 24 de outubro de 2023

A propósito do momento

Ao ler um artigo sobre a guerra na Palestina, lembrei-me desta música de Frank Zappa:



Em 1979, quando o disco foi lançado (o disco mais vendido de Zappa, que os puristas fanáticos de Zappa desdenham), já havia guerra na Palestina.


Esta música foi, naturalmente, criticada por organizações judias (outras músicas deste disco foram inclusivamente proibidas nas rádios americanas, como o fabuloso Bobby Brown), e Zappa negou-se a pedir desculpas pelo que quer que seja, apesar da letra evidentemente ofensiva, como geralmente são os textos que retratam estereótipos.


E pronto, o assunto morreu, depois de umas discussões (veja-se este vídeo de um debate em que Zappa, lucidamente, traça uma linha divisória clara entre palavras e actos, que hoje pareceria uma argumentação de alguém caído de Marte), não tendo eu ideia de que grandes campanhas para cancelar Zappa (sempre foi bastante contestado, mas isso é o normal de quem decide viver na margem).


Por vezes pergunto-me se não decidimos ir por atalhos, quando achámos que a realidade se alterava por mudarmos a linguagem, por contraposição à ideia clássica de que a linguagem retrata a realidade, não a define.


É que, aparentemente, a única realidade que muda quando se define o que se pode e não pode dizer é a que diz respeito à liberdade de expressão.

8 comentários:

  1. Efectivamente e completamente. Mas não exactamente.

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  2. O próprio egípcio Y. Arafat, megalómano, ambicioso -fortemente apoiado por russos, apenas com o fito de provocar problemas a Inglêses e Norte Americanos- criou uma organização: PLO Palestine Liberation Organization. 
    Não se atreveu a criar uma: "Palestinian" Liberation Organization, de "palestinos", pois bem sabia de tal impossibilidade no que refere à multitude de tribos heterogéneas, berberes, que o domínio turco deixára naquelas paragens, desertas. 
    Excepção, desde início, Jerusalém.



    Lembremo-nos, quem tentou destruir o recém criado Estado de Israel, em benefício próprio!, foram países islâmicos. 
    O factor religioso.

    Não foram populações ditas palestinianas, algumas delas cristãs, a re-envidicar militarmente nada. Estas são apenas  joguetes nesta questão. Se Israel desaparecer (voluntariamente ou à força) elas continuarão sem país dito "Palestina". 
    A região terá outros donos. Palestina é uma expressão Geográfica sem possível conversão em população homogénia. 

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  3. Dê-se então a palavra a distintos israelitas, alguns antes mesmo de o serem.

    "We must use terror, assassination, intimidation, land confiscation, and the cutting of all social services to rid 

    “Let us not ignore the truth among ourselves…politically we are the aggressors and they defend themselves… The 

    "Between ourselves it must be clear that there is no room for both people in this country…there is no other way 

    “The most spectacular event in the contemporary history of Palestine - more spectacular in a sense than the 

    "I vow that if I was just an Israeli civilian and I met a Palestinian I would burn him and I would make him suffer 

    "We shall reduce the Arab population to a community of woodcutters and waiters." Rabin's description of the 

    "Jewish villages were built in the place of Arab villages. You do not even know the names of these Arab villages, 
    (continua)

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  4. (continuação)
    "It is the duty of Israeli leaders to explain to public opinion, clearly and courageously, a certain number of 

    I don't mind if after the job is done you put me in front of a Nuremberg Trial and then jail me for life. Hang me 

    "When we have settled the land, all the Arabs will be able to do about it will be to scurry around like drugged 

    "We have to kill all the Palestinians unless they are resigned to live here as slaves." Chairman Heilbrun of the 


    https://francesleader.substack.com/p/i-dont-argue-with-israeli-propaganda)

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  5. "Instead of the wholescale massacre of civilians claimed by Israel, incomplete figures published by the Hebrew 
    (https://new.thecradle.co/articles/what-really-happened-on-7th-october)


    "Nevertheless, there is clear evidence that Israeli soldiers and civilians, including children, were murdered during Hamas raids, mostly by gunfire and hand grenades. Unfortunately, some Israeli civilians and hostages appear to have been killed not by Hamas militants, but by friendly fire during shootouts between Hamas militants and approaching Israeli police and military forces.


    (Update: American-Jewish website Mondoweiss highlights new reports according to which a substantial number of military and civilian deaths were caused not by Hamas militants, but by the IDF counterattack with tanks and even airstrikes against Hamas militants and their hostages.)"

    (https://swprs.org/propaganda-pandemic-palestine/)


    Propaganda? Sem dúvida, mesmo antes de Edward Bernays ter publicado o "Propaganda" em 1928. Mas, depois disso. o mundo nunca mais foi o mesmo. Goebbels e Hitler foram mestres e outros vieram posteriormente juntar-se-lhes. Hoje, a propaganda é como o ar que respiramos: estamos imersos nela e não a vemos. Algumas citações para se perceber como se faz.







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  6. Nota: isto é a continuação/conclusão do meu comentário anterior que só agora tenho oportunidade de submeter.


    Acresce ainda que, e aqui socorro-me de algo publicado por Einstein em 1949, o capital privado “tends to become 


    Do que resulta, conjugando o poder da propaganda com o controlo da indústria noticiosa, onde a propaganda é 



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