sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Sobre a mesquinhez

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Curioso foi verificar ultimamente, ao cruzarmo-nos com certos bas fonds das redes sociais e caixas de comentários, algumas reacções em matilha, verdadeiramente alarves, a uma ou outra notícia do Casamento Real em Mafra no próximo dia 7 de Outubro. O fenómeno demonstra duas coisas: a primeira é, como todos já sabemos, que a conjugação do conforto do sofá com o anonimato, favorece o surgimento de destemidos revolucionários de teclado, a expelir excrescências biliares, convencidos que arremessam cocktails molotov - antes assim. A segunda coisa é uma particularidade portuguesa bem trágica, herança da escola jacobina francesa: o ressabiamento social, cultivado com afincada raiva no início do XX, que deixou um rasto de sangue e que a nossa extrema-esquerda utiliza com perícia. Curioso é como, enquanto na maior parte do ocidental civilizado se discutiam e se confrontavam as ideias liberais com as fascistas e comunistas, neste jardim à beira-mar plantado, a fractura política dominante tinha como tema, sempre acirrado, o regime de Chefia de Estado, que tudo nos iria resolver e a Pátria iria resgatar em “amanhãs que cantam”. Não cantaram.


Naquele tempo como hoje, permanece na nossa frágil democracia o veneno duma pequena minoria ruidosa e ressentida. Sinal dum grande atraso civilizacional.

19 comentários:





  1. São os (poucos) monárquicos quem, atualmente, mantém essa discussão. Para a generalidade da população essa fratura política é inexistente. A generalidade da população não discute essa questão, está perfeitamente bem com a república.

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  2. “Of course, we are fado. We are bacalhau. We are caldo verde. We are cozido à portuguesa.”


    É verdade e, como tal, eis os pregões republicanos da moda!

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  3. 'o Sol brilhará para todos nós', mas somente o Sol.
    o país (ml) está de rastos e o interior foi estripado.

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  4. Eu conjugo o desprezo e desconhecimento pelo evento, e pelas reacções nas redes sociais 

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  5. atraso civilizacional é dar alguma importância a esse evento ou similar...exceptuando os casamentos do nosso circulo próximo, que é que isso nos pode acrescentar? nada.
     e dar importância  é tanto dizer mal como admirar.

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  6. Se julga que são grande coisa, grande é a ilusão. 


    Esta conversa, em francês, ouvi eu no aeroporto de Lisboa, entre três mulheres, no dia seguinte a um "casamento real" que por cá houve. A velhota era a chilena, anterior condessa de Paris. As outras duas não sei quem eram. Uma delas, alta, espadaúda, com um cabelo à loura de Hollywood e um vestido às riscas de lantejoulas douradas, ia-me induzindo em erro. No início tomei-a por um travesti.


    Perguntava a condessa de Paris se ainda tinham alguma coisa. Uma respondeu que tinham o chateau junto ao lago, a outra respondeu que tinham uma grande propriedade no Var. Encore, perguntou surpreendida a chilena. E cada uma seguiu para seu lado.
    Por alguma razão a menina vai casar com quem vai. 

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  7. É a liberdade que tem de dar ou reduzir imprtância. Eu aproveito a minha liberdade de dar importância ao que considero um simbolo a preservar - a Família Real Portuguesa. Não prejudica ninguém.

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  8. Ter ou não ter, é essa a questão? Coisa mesquinha mesmo. O último paragrafo perfiro não tentar perceber...

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  9. Os neo jacobinos revolucionários de hoje são como os camarões: vermelhos e... com isso mesmo na cabeça. 
    Lembro-me sempre que na infância das meninas, os pais contavam histórias para adormecer as mesmas que começavam invariavelmente no célebre "era uma vez uma princesa".
    Não dava muito resultado como é evidente porque a criança, além de não adormecer, ficava deveras interessada na história. Lembro-me de sugerir aos meus amigos que se queixavam disso mesmo para começar a história com "era uma vez a filha de um presidente da República", tárica que comecaram a usar e que, invariavelmente resultava, pois aos fim de brevíssimos minutos a criança caía nos braços de Morfeu.
    É como disse caro Sr João Távora , uma pequena minoria ruidosa e ressentida que merece tanto crédito como um tigre a falar dos beneficios do veganismo.
    Os cães ladram e a caravana(real) passa. Para desgosto deles

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  10. Em Portugal há gente muito vulgarzinha; gente que a qualidade que mais cultiva é a inveja. É devido a nunca se terem realizado na vida...- ordenado pequeno, rendas altas, pagam muito nos hospitais, nunca conseguem ir ao Ramiro comer umas ameijoas, mas olham com raiva para as filas à porta ; pagam o carro velho a prestações, trabalham muitas horas, e depois ficam ressabiados, quase esquizofrénicos, vermelhos de inveja, quando vêm alguém feliz! Seja de sangue azul , seja de sangue vermelho!!

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  11. Subscrevo, JoãoTávora. Deixe, que enquanto isso a caravana passa...

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  12. Não vá por aí, caro anónimo, porque é lamentável que essas pessoas vivam neste país deprimente que nada tem para lhes oferecer a não ser as condições de vida lamentáveis que apontou descreve. A consequência de todo esse cenário  que acaba de descrever conduz à desesperança (e não à inveja) e à descrença num futuro que os possa arrancar das suas vidas medíocres e de miséria. Este é o  país que "encravou", onde tudo está avariado, e o elevador social deixou de funcionar. Tudo acaba por ter consequências: a  falta de instrução, de cultura são algumas. Quem vive  num estado de semi-analfabetismo e de ignorância crónica, dificilmente pode valorizar ou prezar a sua História. Mas não é por culpa própria. Uma vida a "fuçar" e a esquadrinhar como há-de sobreviver, certamente não proporciona tempo para o ócio. Por isso as tv's os intoxicam com football a toda a hora para os entrter.
     

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  13. E we are gelados santinhos ,e pastéis de Belém-cascais. Siga a fantochada. 

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  14. Caro Balio,
    Quais são os estudos, as sondagens, o que lhe diz que existem poucos monárquicos?
    Eu nunca vi um rei a apreciar as mamas de uma adolescente e a dizer uma coisa do género: "ainda se constipa, com esse decote ainda se constipa". Numa sociedade que se preocupa mais com um beijo entre um homem e uma mulher que com uma alarvidade destas, estamos conversados, é o "republicanismo" no seu melhor.
    Altere-se a constituição, permita-me um referendo e logo veremos.
    Será que o Balio é contra um referendo?
    Monarquia (como na Suécia, na Holanda, na Dinamarca) ou repúblicas como no Irão, no Brasil [de Lula] ou na república portuguesa de Marcelo?
    Será que poderemos escolher?

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  15. Boa Pedro Oliveira!
    Chutos assim só o Pote (quando jogava no Famalicão)
    Abraço.

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  16. Os estudos, as sondagens, em Portugal valem muito pouco. Quer dizer, valem para os comentadores profissionais, mas teimam em chocar com a realidade.
    Não vejo em Portugal grandes movimentos mona´rquicos. Se calhar existem, mas a comunicação social republicana esconde-os.
    Mas a realidade é que para o português dito normal, tanto vale estar lá o D. Marcelo como o Carlos III, todos apoiariam o Tiririca, com esse pior não fica. O que não tem acontecido cá pelo jardim.

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  17. Falta de instrução? 12 anos na escola. 

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