Na sequência do forró de indignações ao meu post anterior nas redes sociais, insisto em explicar-me: o que eu queria dizer, é que pior do que ter uma filha beijada sem sua autorização por um "superior hierárquico" na euforia duma conquista difícil e loucamante desejada pela equipa, seria ter um filho condenado sem apelo nem agravo, à moda medieval, por uma turquemada em matilha, insaciável de "justiça popular" feita na rua das redes sociais a interpetarem intenções por imagens - aparências subjectivas.
Quantas vezes o tribunal da inquisição surgiu para evitar o linchamento dalgum maldito... Este parvo do treinador espanhol - que podia ser meu filho - nem a isso tem direito.
Desconfio que toda esta polémica à volta do beijo maldito fosse impossível nos anos setenta. Nessa altura os problemas do mundo resolviam-se com um beijo. De resto, nunca vi tantos reaccionários e progressistas reunidos pela mesma causa...
João Tavora, a inquisição da idade medieval ao pé destes torquemadas destes tempos modernaços eram mais tolerantes tendo em conta as épocas. Hoje a malta acende logo a fogueira e toca de queimar os hereges, mesmo sem julgamento prévio.
ResponderEliminarNão é uma questão de condenar.
ResponderEliminarÉ uma questão de achar que uma pessoa que não tem o mínimo controlo sobre os seus impulsos devia deixar o cargo de liderança que tem. Liderar é, também, controlar.
Querer que deixe o cargo não é linchá-lo.
Com o que diz consigo concordar. Mas infelizmente não é isso que está na base da polémica
ResponderEliminarÉ normal no futebol jogadores, treinadores E dirigentes terem em campo (ou no balneário) comportamentos... dúbios. Futebol é futebol, calor do momento, coração ao pé da boca, tudo serve para desculpar ou desculpabilizar.
ResponderEliminarNeste caso é fogo à peça.
Não deixa de ser curioso que depois do assédio andaram todo/as a comemorar, e só dias depois houve tomadas de posição por parte das jogadoras.
Não esquecer que a selecção já tinha problemas prévios, com diversas jogadoras a mostrarem-se indisponíveis para jogar. Certamente há outras jogadas no tabuleiro.
ResponderEliminarnunca pensei que não se importasse que a sua mulher fosse beijada na boca pelo patrão , sei lá , a desejar-lhe boas festas ou assim.
ou então , a bola dá mesmo a volta à pouca cabeça masculina , uma nódoa que pelos vistos , cai até nos melhores panos.