terça-feira, 8 de agosto de 2023

"Nós não queremos que arda uma única árvore"

António Nunes, economista com uma longa carreira na alta burocracia do Estado, é o representante dos patrões dos bombeiros, dito de outra maneira, é o Presidente da Liga dos Bombeiros de Portugal.


Apesar da sua formação em economia, António Nunes assegura que "temos vindo a dizer que nós também temos que olhar para a floresta do ponto de vista ambiental, em primeiro lugar, do ponto de vista ambiental, e não do ponto de vista económico da rentabilidade da , e por isso precisamos que os nossos bombeiros tenham capacidade para actuar de imediato, assim que há uma ignição, para que não haja áreas ardidas".


Sempre que vou começar a irritar-me por ouvir o representante dos patrões dos bombeiros dizer barbaridades destas (o que inclui a citação que dá título ao post) lembro-me de onde reencontrei um antigo professor de história do ensino secundário, que conheci como autarca há muitos anos e que deve saber tanto de fogos como eu sei de lagares de azeite: era o director da escola nacional de bombeiros que a Liga dos Bombeiros de Portugal gere com o dinheiro dos contribuintes.


E o mundo recompõem-se e volta a fazer sentido.

15 comentários:

  1. Sr Henrique , ouviu e viu o que afirmou  aquele sr( engenheiro ? ) especialista  climatologista? O problema  ´e tão simples como isto : limpeza da floresta ao nível do solo.

    ResponderEliminar
  2. Então o ministro com ar de sonsa não disse muitas vezes que estávamos preparados com todo o material e pessoal?
    Vê-se!

    ResponderEliminar
  3. E eles, os ambientalistas achistas, continuam a achar que roçar o mato é o mesmo que roçar no mato. Ide em frente, comecem pela Lousã que é coisa pequenina!

    ResponderEliminar
  4. Ouvi as declarações do ministro da Administração Interna a esse respeito, e gostei. Ouvi as declarações do representante dos bombeiros e não gostei: o senhor parece que tem o rei na barriga. 

    ResponderEliminar
  5. Este biltre quando era responsável pela ASAE, após a proibição legal de fumar em restaurantes fê-lo num situado num casino. Alegou impunidade pelo facto de estar num casino e não num restaurante. Convém que não esqueçamos!

    ResponderEliminar
  6. Ao ler este post, imagino o estado de nervos em que ficou com o artigo do Observador de hoje. Se até eu, que não sou do ramo florestal, mas tenho uma ideia do que produz a LPM. fico irritado com os “incêndios de 6-a geração”…

    ResponderEliminar
  7. Sao precisas cabras sapadoras, e drones. Os bodes ficam em casa.

    ResponderEliminar
  8. Recorda muito bem e muito a tempo. Mais um filho da pita.

    ResponderEliminar
  9. Vá fazer as contas a quanto custa e quanto demora a limpar a floresta ao nível do solo - em alguns locais do país deverá ter a fazer 2 ou 3 vezes por ano senão mais. Depois ainda temos de falar nos milhões de animais e plantas que seriam mortos.

    ResponderEliminar
  10. Não, não precisa de gerir combustíveis finos mais vezes de uma de quatro em quatro anos e eu já fiz as contas: é muito mais barato que deixar arder como arde nas condições meterorológicas extremas

    ResponderEliminar
  11. Continuo sem perceber o que entende por "




    ResponderEliminar
  12. Gerir combustíveis finos é manter uma quantidade e estrutura de materiais com menos de 2,5 cm num terreno que seja compatível com uma gestão sensata do fogo (tipicamente, cerca de 5 mil metros cúbicos por hectare).
    Fiz as contas como qualquer pessoa faz contas: avaliando quantos hectares é que têm de ser geridos por ano e usando os preços de mercado para as diferentes técnicas, aliás, já fiz vários posts sobre isso, aqui no corta-fitas.

    ResponderEliminar
  13. "












    Conclusão (e repito-me): t

    ResponderEliminar
  14. Sim, ao escrever, faltou-me a palavra diâmetro, são 2,5 cm de diâmetro, embora o mais importante sejam os materiais até 6 mm de diâmetro.
    Quanto ao resto, não confunda a sua ignorância e falta de interesse num assunto com a ignorância de terceiros.
    Se quiser saber alguma coisa sobre quantidade e estrutura dos combustíveis e sua influência no fogo, leia o artigo de Paulo Fernandes "
    Quanto ao resto, leia o que já escrevi, incluindo as ligações para dois outros artigos do corta-fitas, e perceba que anda aqui com ideias vagas não sou eu.
    Levar a sério propostas estranhas - Corta-fitas (sapo.pt)

    ResponderEliminar

  15. Um incêndio, qualquer que seja a sua natureza, é um fenómeno físico-químico que envolve combustão, libertação de 




    Assim sendo, no que se refere a incêndios florestais, não me venham falar em algo que não é mensurável, tal como 



    Como o HPS não será madeireiro e não comprará batatas ao litro, talvez devesse respeitar um mínimo de rigor em 


    E por falar em ideias vagas, vou aqui fazer umas contas rápidas para se ficar com uma ideia do que significará ter
    1 ha = 10000 m2
    5000 m3/ha = 0,5 m3/m2,
    o que equivale a ter-se uma manta de bio-massa com 0,5 m de espessura média no terreno, admitindo que "1 m3 é mesmo 
    admitamos um poder calorífico inferior médio da bio-massa = 14 MJ/kg;
    admitamos uma massa específica da bio-massa = 90 kg/m3,
    um valor que julgo caracterizará razoavelmente bio-massa lenhosa com baixo teor de humidade ("The bulk density of 
    logo
    carga térmica/m2 = 0,5 m3/m2 x 90 kg/m3 x 14 MJ/kg = 630 MJ/m2
    carga térmica/ha =  6 300 000 MJ/ha


    Convertam-se agora estes valores para os equivalentes em litros de gasóleo
    1 kWh = 3,6 MJ
    1 m3 = 1000 l
    poder calorífico inferior gasóleo = 10 150 kWh/m3 = 36 540 MJ/m3 = 36,5 MJ/l 
    logo
    carga térmica/m2 = 630 MJ/m2 = 17,2 l de gasóleo/m2
    carga térmica/ha = 6 300 000 MJ/ha = 172 414 l de gasóleo/ha


    Conclusões: 
    - a hipótese "1 m3 é mesmo um metro cúbico" é falsa, devendo ser os tais 5000 metros cúbicos extraordinariamente 
    - impossível converter "5000 m3 de biomassa por hectare" numa carga térmica de valor razoável e ninguém saberá com 
    - resultado previsível de ideias vagas, tão vagas que se fica sem saber, ou se sabem, do que estão a falar. 


    PS - Ainda não li, mas pretendo ler o artigo que mencionou e tenciono voltar aqui para tecer comentários.

    ResponderEliminar

Domingo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O reino dos Céus é semelhante a ...