António Nunes, economista com uma longa carreira na alta burocracia do Estado, é o representante dos patrões dos bombeiros, dito de outra maneira, é o Presidente da Liga dos Bombeiros de Portugal.
Apesar da sua formação em economia, António Nunes assegura que "temos vindo a dizer que nós também temos que olhar para a floresta do ponto de vista ambiental, em primeiro lugar, do ponto de vista ambiental, e não do ponto de vista económico da rentabilidade da , e por isso precisamos que os nossos bombeiros tenham capacidade para actuar de imediato, assim que há uma ignição, para que não haja áreas ardidas".
Sempre que vou começar a irritar-me por ouvir o representante dos patrões dos bombeiros dizer barbaridades destas (o que inclui a citação que dá título ao post) lembro-me de onde reencontrei um antigo professor de história do ensino secundário, que conheci como autarca há muitos anos e que deve saber tanto de fogos como eu sei de lagares de azeite: era o director da escola nacional de bombeiros que a Liga dos Bombeiros de Portugal gere com o dinheiro dos contribuintes.
E o mundo recompõem-se e volta a fazer sentido.
Sr Henrique , ouviu e viu o que afirmou aquele sr( engenheiro ? ) especialista climatologista? O problema ´e tão simples como isto : limpeza da floresta ao nível do solo.
ResponderEliminarEntão o ministro com ar de sonsa não disse muitas vezes que estávamos preparados com todo o material e pessoal?
ResponderEliminarVê-se!
E eles, os ambientalistas achistas, continuam a achar que roçar o mato é o mesmo que roçar no mato. Ide em frente, comecem pela Lousã que é coisa pequenina!
ResponderEliminarOuvi as declarações do ministro da Administração Interna a esse respeito, e gostei. Ouvi as declarações do representante dos bombeiros e não gostei: o senhor parece que tem o rei na barriga.
ResponderEliminarEste biltre quando era responsável pela ASAE, após a proibição legal de fumar em restaurantes fê-lo num situado num casino. Alegou impunidade pelo facto de estar num casino e não num restaurante. Convém que não esqueçamos!
ResponderEliminarAo ler este post, imagino o estado de nervos em que ficou com o artigo do Observador de hoje. Se até eu, que não sou do ramo florestal, mas tenho uma ideia do que produz a LPM. fico irritado com os “incêndios de 6-a geração”…
ResponderEliminarSao precisas cabras sapadoras, e drones. Os bodes ficam em casa.
ResponderEliminarRecorda muito bem e muito a tempo. Mais um filho da pita.
ResponderEliminarVá fazer as contas a quanto custa e quanto demora a limpar a floresta ao nível do solo - em alguns locais do país deverá ter a fazer 2 ou 3 vezes por ano senão mais. Depois ainda temos de falar nos milhões de animais e plantas que seriam mortos.
ResponderEliminarNão, não precisa de gerir combustíveis finos mais vezes de uma de quatro em quatro anos e eu já fiz as contas: é muito mais barato que deixar arder como arde nas condições meterorológicas extremas
ResponderEliminarContinuo sem perceber o que entende por "
ResponderEliminarGerir combustíveis finos é manter uma quantidade e estrutura de materiais com menos de 2,5 cm num terreno que seja compatível com uma gestão sensata do fogo (tipicamente, cerca de 5 mil metros cúbicos por hectare).
ResponderEliminarFiz as contas como qualquer pessoa faz contas: avaliando quantos hectares é que têm de ser geridos por ano e usando os preços de mercado para as diferentes técnicas, aliás, já fiz vários posts sobre isso, aqui no corta-fitas.
"
ResponderEliminarConclusão (e repito-me): t
Sim, ao escrever, faltou-me a palavra diâmetro, são 2,5 cm de diâmetro, embora o mais importante sejam os materiais até 6 mm de diâmetro.
ResponderEliminarQuanto ao resto, não confunda a sua ignorância e falta de interesse num assunto com a ignorância de terceiros.
Se quiser saber alguma coisa sobre quantidade e estrutura dos combustíveis e sua influência no fogo, leia o artigo de Paulo Fernandes "
Quanto ao resto, leia o que já escrevi, incluindo as ligações para dois outros artigos do corta-fitas, e perceba que anda aqui com ideias vagas não sou eu.
Levar a sério propostas estranhas - Corta-fitas (sapo.pt)
ResponderEliminarUm incêndio, qualquer que seja a sua natureza, é um fenómeno físico-químico que envolve combustão, libertação de
Assim sendo, no que se refere a incêndios florestais, não me venham falar em algo que não é mensurável, tal como
Como o HPS não será madeireiro e não comprará batatas ao litro, talvez devesse respeitar um mínimo de rigor em
E por falar em ideias vagas, vou aqui fazer umas contas rápidas para se ficar com uma ideia do que significará ter
1 ha = 10000 m2
5000 m3/ha = 0,5 m3/m2,
o que equivale a ter-se uma manta de bio-massa com 0,5 m de espessura média no terreno, admitindo que "1 m3 é mesmo
admitamos um poder calorífico inferior médio da bio-massa = 14 MJ/kg;
admitamos uma massa específica da bio-massa = 90 kg/m3,
um valor que julgo caracterizará razoavelmente bio-massa lenhosa com baixo teor de humidade ("The bulk density of
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carga térmica/m2 = 0,5 m3/m2 x 90 kg/m3 x 14 MJ/kg = 630 MJ/m2
carga térmica/ha = 6 300 000 MJ/ha
Convertam-se agora estes valores para os equivalentes em litros de gasóleo
1 kWh = 3,6 MJ
1 m3 = 1000 l
poder calorífico inferior gasóleo = 10 150 kWh/m3 = 36 540 MJ/m3 = 36,5 MJ/l
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carga térmica/m2 = 630 MJ/m2 = 17,2 l de gasóleo/m2
carga térmica/ha = 6 300 000 MJ/ha = 172 414 l de gasóleo/ha
Conclusões:
- a hipótese "1 m3 é mesmo um metro cúbico" é falsa, devendo ser os tais 5000 metros cúbicos extraordinariamente
- impossível converter "5000 m3 de biomassa por hectare" numa carga térmica de valor razoável e ninguém saberá com
- resultado previsível de ideias vagas, tão vagas que se fica sem saber, ou se sabem, do que estão a falar.
PS - Ainda não li, mas pretendo ler o artigo que mencionou e tenciono voltar aqui para tecer comentários.