Dizem-nos: a diversidade é uma coisa boa. Sim, uma população com origens e culturas diversas não é necessariamente um problema, e pode ter vantagens. Mas desde que seja possível combinar diversidade com integração social. De outro modo, não teremos uma sociedade, mas uma aglomeração de comunidades divididas. Ora, as nossas democracias e Estados sociais pressupõem uma sociedade coesa, e não, como os impérios, populações separadas. Dispõe a Europa ocidental dos meios para integrar os migrantes e seus descendentes? Têm as sociedades europeias uma cultura suficientemente consensual e nítida para dar aos seus novos residentes referências comuns, as quais eles possam tomar como as regras do jogo de um convívio pacífico, ou então perfilhar como valores pessoais e assim identificarem-se com a sociedade de acolhimento? Não: o wokismo que infesta escolas, imprensa e associações subsidiadas pelo Estado ensina aos migrantes e seus descendentes que a sociedade em que vivem é “racista” e a devem tratar como inimiga, a começar pela lei e pelos seus representantes. São as economias europeias suficientemente abertas e dinâmicas para dar à maioria dos recém-chegados, não apenas os iniciais empregos de salários baixos, mas expectativas de ascensão social? Não: o estatismo limita os empreendedores que poderiam criar empregos mais qualificados, e condena a maior parte dos migrantes e seus descendentes à condição de mão-de-obra barata e à dependência de subsídios. Tudo isto só pode ter um resultado: guetos cuja explosão, no caso de França, está à distância de um incidente.
Rui Ramos a ler na integra hoje no Observador
A palavra "racismo" é a senha que todos têm no coldre e da qual puxam para disparar à minima situação. Ela serve apenas para assustar e ameaçar o interlocutor para obtenção de proveito indevido. Seja na farmácia, no hospital, restaurante, finanças, segurança social etc . Já não querem ser tratados como iguais perante a lei mas acima dos outros. E quem não satisfizer os seus desejos ou caprichos é pq é racista.
ResponderEliminarEste artigo é um bom exemplo daquilo que escrevi num comentário neste blogue há bem poucos dias: que a direita moderada se alia com muita facilidade à extrema-direita, copiando-lhe os temas.
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ResponderEliminarIsto nada tem a haver com migração. Como João Távora tem o cuidado de nos por a par do Evangelho, aos Domingos, escrevo isto sobre a 1a. leitura de hoje.
ResponderEliminarEu gostaria de saber exatamente o que é essa coisa que designam por "integração social". Como se mede isso? Como se pode saber, com exatidão, se é grande ou pequena?
Eu às vezes faço compras na mercearia de uma família nepalesa, imigrantes relativamente recentes (talvez cinco anos). Outras, faço compras na mercearia de uma família chinesa, imigrantes mais antigos (talvez quinze anos). E também almoço muitas vezes no restaurante de uns nepaleses. Pergunto-me a mim mesmo se esses indivíduos todos terão muita ou pouco "integração social".
Eu também já vivi na Alemanha e na Pensilvânia. Questiono-me se nesses países eu teria muita ou pouca "integração social". Tenho a vaga impressão de que não tinha lá muita, mas não estou bem certo. Felizmente por lá nunca me chatearam por não ter suficiente "integração social".
É curioso como a direita, que umas vezes fala em liberdade, outras vezes vira o disco e diz que afinal as pessoas não são livres, elas têm forçosamente que ter "integração social", seja lá o que isso fôr, seja lá como fôr que a possam arranjar (se calhar não podem).
Este texto é um bom exemplo de como a esquerda moderada se alia à extrema esquerda. Aliás o balio farta-se de aliar à extrema esquerda.
ResponderEliminarTodos os imigrantes pretendem manter a sua identidade e os seus costumes. Sejam eles quais forem, morais, sociais ou religiosos. O problema é quando estes chocam com outros valores, nomeadamente os da tolerância. A questão das mulheres muçulmanas é um dos problemas que ninguém quer pegar, nem sequer as feministas da pesada.
ResponderEliminarAs bandeiras dos direitos das minorias foram cooptadas para fins ideológicos e subversivos nos países ocidentais https://novomundo111.blogs.sapo.pt/o-mundo-moderno-do-seculo-21-2737
ResponderEliminarIntegração = cumprir a lei e respeitar os outros
ResponderEliminar« integração social".
ResponderEliminar(cont.)
ResponderEliminarNão! Não acho que devem manter os seus valores, dessa forma absoluta e radical. Com a experiência dos outros devia aprender-se alguma coisa. Condeno, por isso, a tolerância e o laxismo excessivos que têm sido a prática comum. Quem emigra está num país que não é o seu, que tem Leis que cumprir e procurar integrar-se nos hábitos locais. Se começam, desde logo, pela língua, moeda, regras de trânsito, etc. porque não hão-de cumprir também as outras regras? (Por exemplo a forma de vestir). Aceita-se que mantenham práticas do foro mais íntimo e pessoal, deve ficar circunscrito ao espaço familiar ou doméstico mais restritos e certos costumes não devem ser exibidos ostensivamente em lugares públicos. Quem não gosta assim, nem quer aceitar, não emigra e não entra no país.
ResponderEliminarA tolerância excessiva não é um valor absoluto, pois confunde-se com laxismo: há práticas que não devemos tolerar porque colidem com o nosso modo de viver e entram em choque com a nossa cultura e mentalidade às quais não se deve ceder (excisão feminina, a poligamia, a desigualdade entre homens e mulheres, etc.) Não tenho dúvidas que foi o laxismo que conduziu alguns países da Europa ao que se vê!
... ninguém é forçado a viver ,entre nós. Mas desde o momento em que alguém opte por fazê-lo voluntariamente, sujeita-se às regras. Quem não as aceita e não cumpre, é devolvido à procedência. Tão simples quanto isto...
ResponderEliminarExactamente, e obviamente até pela quantidade enorme de gente de várias origens(uns mais complicados devido à religiião) que têm entrado.
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ResponderEliminarEu acho bem essa ideia das regras claras, desde que elas tambám se apliquem aos nacionais do país.
Eu o que mais vejo em Portugal são regras pouco claras, ou então que são frequentemente violadas pelos portugueses.
Quase todos os dias quando venho para o trabalho vejo bosta pelas ruas. Não estou em crer que quem a deixa lá sejam imigrantes. Este fim de semana vi não poucos cães em praias. Os donos desses cães não semelhavam ser imigrantes.
ResponderEliminarA questão das mulheres muçulmanas
Porquê somente muçulmanas?
As mulheres são maltratadas de diferentes formas em diferentes partes do mundo. As hindus estão talvez entre os piores casos. As mulheres judias não estarão melhor do que as muçulmanas. Não percebo porque se singulariza as mulheres muçulmanas como sendo especialmente maltratadas. Em muitos países muçulmanos (exemplos: Marrocos, Irão) há mais mulheres na universidade do que homens, tal como em Portugal mas ao contrário de, por exemplo, a Alemanha.
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ResponderEliminara priori
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ResponderEliminar(Não deixa de ser curioso ver um português exigir que estrangeiros cumpram a lei e respeitem os outros, quando os portugueses se distinguem, por entre todos os povos, pelo seu desrespeito da lei e dos outros.)
Vejamos os seguintes três exemplos, que se podem observar nesta época numa qualquer praia bem perto da capital:
- um português leva o seu cão para a praia;
- um brasileiro leva para a praia um rádio, que coloca a tocar músicas a um nível de som bem audível a cinco metros de distância;
- uma paquistanesa está na praia toda vestida, e vai tomar banho também toda vestida.
Em qual ou quais destes três casos é a lei violada e são os outros desrespeitados?
ResponderEliminarQual é o grande mal? Talvez os franceses lhe expliquem melhor do que eu.
ResponderEliminarQuanto ao grande remédio", à bon entendeur...
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