Se as televisões fossem alertadas a tempo de acorrerem a transmitir a tragédia dum barco furtivo repleto de migrantes a afundar-se (o que caracteriza o tráfico humano - esse sim um crime hediondo com demasiados adeptos no ocidente - é ser escondido, oculto, facto que dificulta o socorro nos casos de naufrágios), alguém acredita que os canais de notícias não nos ofereceriam um drama em directo para gáudio milhões de espectadores? E que desse modo surgiriam todos os meios civis e militares para um virtuoso resgate em directo? É difícil perceber porquê o caso do submarino, cuja expedição foi pública e propagandeada é diferente?
Quanto ao mais, considero uma virtuosa qualidade humana as pessoas ambicionarem superar-se, correr riscos, ir à Lua, subir aos cume dos Himalaias, ou às profundezas duma gruta. Às vezes corre mal, mas tiram-se ilações, corrigem-se procedimentos e aprumam-se tecnologias. O Homem em geral e o Ocidente em particular desenvolveu-se assim. Saímos das cavernas. Deixemo-nos de moralismos de pacotilha.
Não podia concordar mais, em particular com o segundo paragrafo. Quanto à cobertura dos media, este é mais um tema que daqui a uma semana está arquivado, quanto aos migrantes, não tarda estão de volta.
ResponderEliminarMais interessante é ouvir as declarações do CEO da empresa do sub sobre o facto de ter deixado de contratar homens brancos com mais de 50 anos para pilotar o submarino, optando por jovens mais inspiradores. O wokismo é doentio.
ResponderEliminarcom este social-fascismo estamos de regresso às cavernas
ResponderEliminare à bola em Buda-Peste
Este mundo (uma espécie de "civilização pós civilizicional") está cada vez mais vibrante. Atenção,declaração de última hora: "Não sejam chonéfobos se faz favor" diz o sr inquilino de Belém-cascais na ida aos gelados (do outro lado do buraco na calçada na esquina do palácio). Entretanto dizem as más linguas que viram o dito sr com um balde e uma escova no padrão dos des-cobrimentos a limpar mais um graffiti/ vandalismo.
ResponderEliminarExiste assim tanta diferença entre este "desastre" e a morte de não sei quantos que tentaram escalar o Everest, chegar aos Pólos ou fazer viagens de circum-navegação?
ResponderEliminarMas as televisões foram alertadas, ainda decorrem buscas pelos corpos dos migrantes desaparecidos. Simplesmente consideram a notícia do submarino de turismo mais rentável.
ResponderEliminarSaímos das cavernas, o que é bom, mas também inventámos a bomba atómica, a exploração desenfreada de seres humanos e o despredício de recursos em passeios de ricaços para verem barcos afundados, o que já não parece tão heróico.
Se parte dos recursos que se utilizaram tão prontamente para socorrer o submarino tivessem sido usados a procurar vítimas do naufrágio no Mediterrâneo teriam-se salvo mais vidas. Mas era gente pobre q'horror!!
A peste não está lá, está cá. Chama-se monho-peste.
ResponderEliminarNunca pensei que Marx pudesse ter praticado whataboutismo. Já ouvi que o homem tinha muitos defeitos (era machista até mais não), mas que praticasse whataboutismo, não.
ResponderEliminarPouca diferença.
ResponderEliminarParece-me um absurdo o que está a dizer. O que caracteriza o tráfico humano - esse sim um crime ediondo com demasiados adeptos no ocidente é ser escondido, oculto, facto que dificulta o socorro nos casos de naufrágios.
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ResponderEliminaro tráfico humano - esse sim um crime ediondo
Segundo creio, o tráfico humano consiste em ajudar seres humanos a atravessar uma fronteira que eles querem atravessar. (É aquilo a que dantes se chamava um "contrabandista de pessoas".) Ou seja, é um "crime" que, literalmente, não prejudica ninguém. Portanto, se bem entendo, não é crime nenhum. Muito menos é um crime hediondo (nem "ediondo").
Entre marxismo e Marx há uma diferença que o "balio" não consegue superar. Marx nem sequer é referido no postal nem no título.
ResponderEliminarTambém pode ser uma manifestação de "whataboutismo". Falou-se de alhos mas "whatabout" bugalhos.
P.S. - Engravidar a criada quando a mulher estava grávida não me parece apenas machismo mas bem pior.
ResponderEliminarSim, o tráfico humano costuma ser associado a transporte involuntário (forçado) de pessoas, o que não é o caso destas travessias de barco.
Porém...
Não esquecer que muitas destas migrações são feitas sob falsos pretextos (expõem certas condições, e a realidade é diferente), e não é propriamente um negócio em que se faz queixa à deco e se obtém reembolso. A própria travessia é feita em condições perigosas e degradantes, pelo que isso do "não prejudica ninguém" não está muito correcto...
Boa tarde.
ResponderEliminarConcordando com o que o senhor disse, permita-me uma pequena nota: "hediondo" tem um H.
ResponderEliminarmuitas destas migrações são feitas sob falsos pretextos
Talvez, mas isso não tranforma a migração num crime. E, mesmo que seja crime, é crime de quem o pratica - o migrante - e não de quem o ajuda - o fornecedor do barco no qual ele faz a travessia.
não é propriamente um negócio em que se faz queixa à deco e se obtém reembolso
Nem em todos os negócios se pode fazer queixa à deco e obter um reembolso, mas isso não implica que o negócio seja um crime.
De qualquer forma, se neste negócio não se pode fazer queixa à deco e obter um reembolso, isso é culpa do Estado, que proíbe o negócio, e não de quem realiza o negócio.
Toda a gente é livre de se expôr voluntariamente a condições perigosas e degradantes. O facto de a travessia ser feita em tais condições não significa que quem a vende nem quem a compra seja um criminoso.
Em suma, reitero, não há crime de "tráfico humano" nenhum. Há somente pessoas que querem fazer uma viagem. sabendo perfeitamente que ela é muito arriscada, e pessoas que lhes vendem essa viagem. Trata-se de um negócio perfeitamente voluntário.
Caro Luís,
ResponderEliminarNão é ajudar, é traficar pois é cobrado ao imigrante o custo da chegada à costa para entrar nas barcaças (e ainda estou para perceber quem financia as ONG's que andam no mar a fazer trafico de pessoas).
A ideia que não prejudica ninguém é errada. Quando Portugal recebeu imensos dentistas brasileiros, os dentistas portugueses criaram barreiras à sua entrada no mercado porque estavam a sentir-se prejudicados. Os médicos ainda hoje fazem isso, barrando a entrada médicos estrangeiros. Os vistos gold fazem subir o preço do imobiliário mas os imigrantes dos barcos não? E se nas barcaças vierem investigadores em física certificados para leccionar e ocupar cátedras no IST provavelmente os seus colegas e você tb se vão sentir prejudicados e clamar pela qualidade do ensino. Como quem são afectados são jardineiros e mulheres a dias e esses não existem mediaticamente, podem vir todos. Sim, todos queremos mulheres a dias e cantoneiros baratos.
Nunca vi um Marxista preocupado com o mais de 1 milhão de refugiados de Cuba dos quais uma dezenas de milhares morreram afogados.
ResponderEliminarEntretanto, em outras notícias de que ninguém ouviu falar ...
ResponderEliminar"Mission accomplished".
Gostava de ter a capacidade para escrever com o humor e ironia do balio.
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ResponderEliminarCorrigido
ResponderEliminarA ASAE discordaria
ResponderEliminarNão sejam chonéfobos se faz favor. Lol
ResponderEliminarJá nem sei que Vos diga https://imagenssem.blogs.sapo.pt/ja-nem-sei-que-vos-diga-48210
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