
Primeiro este selo apareceu nas redes sociais divulgado pela mão da esquerda chic para salientar o mau gosto do logótipo das Jornadas Mundiais da Juventude, sem quererem saber que não se trata dum logótipo, mas de um selo emitido pelos correios da Cidade do Vaticano – o logótipo, de que não gosto particularmente por ser pouco versátil aparece no canto superior esquerdo. Além disso estou em crer que o boneco é desenhado por alguém que estará longe de conhecer o Modernismo do Estado Novo e Cottinelli Telmo em particular. Quanto à técnica usada na ilustração, andará próxima do estilo da linha clara que reinou na banda desenhada da Europa do pós-guerra, nomeadamente a franco-belga. Mas a crítica mais disparatada que circula nas redes foi a classificação do boneco como “fascizóide”. Pode-se gostar ou não gostar do resultado que para mim só peca por ser demasiado óbvio – não gosto particularmente da saliência da bandeira verde-rubra, cá por coisas. Mas classificar o desenho de fascizóide (O Papa Francisco em pose no lugar do Infante D. Henrique guiando um conjunto diverso de jovens às JMJ em Lisboa) desautoriza qualquer crítica. Eu percebo o jeito que dá às vidas indolentes e aburguesadas alimentar fantasmas, mas já era tempo de certa malta da minha geração comprar umas sessões de psicanálise para “matar de vez o pai”. É que com a idade a coisa (preconceitos e obsessões) piora. Quanto à opinião do Bispo D. Carlos Azevedo, o que nos vale é que o bom ou mau gosto não são matéria doutrinária ou dogma de fé na Igreja.
Que raio de disparate, andar a discutir um selo. Não têm mais nada que fazer nas redes sociais?
ResponderEliminarA moralidade é uma faca de dois legumes, a da esquerda é romba.
ResponderEliminarNão há dúvida, há pessoas que conseguem pôr maldade em tudo, até num selo. Eu já não me admiro com nada, na Florida até proíbem livros com bonecos a tomar banho.
ResponderEliminarOu foi da palermia ou foi das vacinas, ficou tudo louco, só pode.
'o que interessa é enganar a malta'
ResponderEliminar'' o que faz falta'' é um país minimamente civilizado
ResponderEliminarhttps://observador.pt/2023/05/15/mais-um-livro-censurado-na-florida-agora-foi-a-vez-de-um-livro-infantil-que-mostra-personagem-a-tomar-banho/
ResponderEliminarTal como era de prever, trata-se de «fake news»...
ResponderEliminarhttps://www.abc.net.au/news/2023-05-17/mem-fox-book-guess-what-not-banned-us-county-says/102355360
... o que não é de estranhar, já que a origem é o Guardian. Infelizmente, o Observador parece querer seguir o (mau) exemplo daquele.
Neo jornalismo não obriga a confirmar factos antes de publicar.
ResponderEliminarÉ escrever e andar.
Os bonecos que se "informam" e "fazem pesquisa" na Internet e redes sociais (que são os que realmente pagam as tech, com o constante tráfego que geram) precisam de combustível, incompatível com os devaneios de só publicar algo depois de confirmação de factos , verificação de fontes, etc...
Tem a certeza? Já ouviu falar dos leitores de sensibilidade?
ResponderEliminarSe calhar é melhor rever os seus conceitos de "fake news ".