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A azafama em que andei nos últimos dias por causa da morte da Rainha Isabel II impediu-me de vir aqui escrever atempadamente uma nota. Tudo e mais alguma coisa já foi dito nas rádios e televisões sobre o assunto, que continuará a ser escalpelizado durante os próximos dias, pelo que duvido que aqui viesse trazer algo de verdadeiramente original. Além de grande admiração que nutro pela rainha e pela coroa inglesa, que no mundo se mantém estandarte dos valores ocidentais judaico-cristãos como a liberdade e a democracia liberal com que me identifico incondicionalmente, como monárquico tem sido para mim particularmente reconfortante assistir ao enorme consenso sobre a qualidade e pertinência duma instituição real na velha Europa civilizada – porque não tiram daí os jornalistas, comentadores e políticos as ilações é para mim um mistério. Ou talvez não, que a luta pela vida é dura.
Curioso é como o Reino Unido, enfrentando trágicos desafios e tormentas nos últimos 70 anos, se por um lado perdeu um império, afirmou-se como uma potência cultural no mundo inteiro, muito desproporcional ao seu peso geopolítico. E a mensagem subjacente, nas artes, na literatura, no desporto, na música popular, no audiovisual, vem sendo genuinamente boa: é de civilização. O reinado de Isabel II, a Rainha global, deixa ao planeta inteiro esse legado. O Rei Carlos III tem todas condições para contribuir como uma rocha para que o Reino Unido enfrente as tempestades que se perfilam adiante daquela complexa realidade multinacional e multicultural. Coitadas das republiquetas revolucionárias do sul da Europa. Coitados de nós.
ontem apareceu na cnn. como vi as últimas imagens fiquei sem saber se era o de cara magra.
ResponderEliminara Rainha resistiu a tudo. estava em Coimbra quando subiu ao Trono. fui vê-la a Pedras Rubras em 57 onde pisou a capa dum Anarca e Pedreiro-livre, por dirigir a Maçonaria por interposta pessoa. tive documentos da Casa de Hanóver e da GLI sobre o tio
Ninguém quer que se sinta mal na republiqueta onde teve o "azar" de nascer.
ResponderEliminarEm vez de de denegrir o sistema governativo do pais onde nasceu ... rume ao seu idolatrado Reino Unido, nada pior que um cidadão insatisfeito e contrariado.
Então por cá só devem ficar os contentes?? Democrata "a la page"!
ResponderEliminarAviso prévio: sou monárquico e enorme admirador de Isabel II. Posto isto, dois apontamentos.
ResponderEliminar- Curiosamente a Inglaterra é legalmente uma teocracia. A Rainha, com o título de Defensora da Fé chefiava a igreja anglicana. Além de outras curiosidades, é-me quase estranho, para não dizer pior, ver Carlos como Defensor da Fé.
Mais perturbador é o facto do rei de Inglaterra não poder ser católico. Aliás, a desaprovação geral a Camilla foi mais por ser católica do que por ser divorciada. Pergunto-me se a proibição não é extensiva a Rainhas-consortes, se Carlos III terá de alterar a lei ou se toda agente, igreja Anglicana etc., irá optar pela habilidade bem portuguesa de assobiar para o lado.
- Isabel II, ao contrário do que parece, em nada ajudou a militância monárquica, antes pelo contrário. O ideal que um monárquico tenta passar é que a instituição é superior, independentemente de quem ocupa o trono. O rei pode ser banal, ou menos do que isso como Juan Carlos mas a preparação que teve permitiu-lhe a resolver "ab initio" a tentativa de golpe de que Tejero de Molina foi apenas a face visível. Depois perdeu-se por uma estrangeira - sempre foi um rabo-de-saia - e entrou em esquemas financeiros escusos mas a instituição funcionou e fê-lo dar um passo para o lado, e o filho logo avançou. Sem milhões gastos, sem o país político adiado um mês ou mais, sem as divisões e tribalismos que uma eleição presidencial provoca.
Isabel II deu aos republicanos e aos agnósticos o argumento de que a monarquia inglesa funcionou porque a Rainha era excepcional. Não ajudou os monárquicos..
ResponderEliminarSem dúvida Sua Majestade a Raínha Elizabeth II prestigiou a instituição Monarquia.
No fundo trata-se de uma caso de "The singer, not the song", tal como ocorre em variadas Repúblicas.
As características do Sistema Político e o desenho Parlamentar em vigor no Reino Unido ajudaram.
Por cá nada mudaría -qualquer que fosse o formato de ingresso ao Palácio de Belém- continuando a Assembleia da República a ser preenchida como actualmente é.
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ResponderEliminarPelo menos estou certo que não teríamos o inquilino de Belém a exibir-se em cuecas em tudo o que é de língua portuguesa.
ResponderEliminarClaro não! Mas de preferência que fiquem os educados, senão temos os diplomados em educação "a la page".
ResponderEliminarTalvez, enfim, a esperança é sempre a ultima a morrer, tenha percebido que não sou partidário das monarquias mas não me passa pela cabeça atribuir-lhes uma designação tipo "republiqueta".
Como tal, reitero, quem não está bem e demionstra o seu desacordo por essa via, que se mude.