
Nem vou perder tempo a discutir se controlamos ou não epidemias proibindo pessoas de dançar em sítios específicos, o meu comentário (por uma vez curto) vai noutro sentido:
Só alguém muito, muito estúpido pode achar que proibir discotecas vai impedir as pessoas de se juntarem para dançar.
A questão central é que não se deve subestimar, nunca, o poder destrutivo da mistura da estupidez com o poder excessivo.
Como a estupidez é uma coisa natural que não podemos evitar, e de que todos beneficiamos em algum momento, a única hipótese parece ser mesmo a de evitar o poder excessivo que, esse sim, podemos limitar.
Que bem dito!
ResponderEliminarLimitar o poder excessivo? Não sei se não será já tarde demais. Com a classe média a definhar (claramente um alvo a abater, depois, evidentemente, de espremido em impostos o último euro que se lhe possa arrancar) e uma população crescentemente dependente do estado, do subsídio, do abono, da isenção, do programa especial para isto e aquilo, a ignorar a armadilha que isso esconde, a gostar claramente dessa dependência e a pretender ainda mais - dependência laboriosamente acarinhada pelo poder -, temo que o ponto de não retorno esteja já para trás de nós.
ResponderEliminarComo "cunhou" o Grande Ausente :" Biblicamente estupidos"...
ResponderEliminarjsp
Eu por acaso não concordo nada contigo. Acho que a grande maioria da miudagem (e não só) deixou de dançar com o encerramento das discotecas ou festas populares. Escrevi sobre isso à atrasado afirmando que as consequências do confinamento serão incalculáveis.
ResponderEliminarSei que é fora do tópico, mas ... olhe, divirta-se! (ainda não parei de rir).
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ResponderEliminarUma grande verdade sobre o que se está a passar em Portugal!
Receio que muitos dos meus concidadãos não se apercebam de tal, ou finjam não perceber. É pena.
Não me parece que as duas coisas sejam incompatíveis: por causa da lei seca, muita gente deixou de beber, mas as pessoas não deixaram de beber.
ResponderEliminarSe houvesse dúvidas, as notícias sobre a repressão de festas ilegais são constantes e não demonstram que temos um sistema repressivo eficaz (a maioria até é por denúncia) mas sim que há muita gente a dançar por aí.
ResponderEliminar"...a única hipótese parece ser mesmo a de evitar o poder excessivo que, esse sim, podemos limitar.".
Com esta Constituição, com uma AR cheia de deputados que aceitam ser atentos e venerandos funcionários dos seus partidos, não vai ser nada fácil.
Simplesmente: o poder político em Portugal não está sujeito a "checks and balances".
Deve ter tido a conta hackeada por hackers russos (a explicação oficial nestes casos...).
ResponderEliminarA outra hipótese implica uma montanha de estupidez natural tão elevada que provocaria AVCs a eito nos leitores.
E como ainda estamos aqui...
Inteiramente de acordo. Embora esse dia seja de 2020 e suspeitoso.
ResponderEliminarAs pessoas continuarão a juntar-se para dançar, mas provavelmente em menor número de cada vez, mais raramente, e quiçá em sítios (casas particulares, etc) potencialmente mais bem arejados, em vez de em antros completamente fechados. Tudo isso pode fazer diminuir a contaminação.
ResponderEliminarAs estâncias de esqui alpino, nas quais se passa o (longo) serão em tipo discoteca, foram dos maiores disseminadores do vírus.
Sim, eu sei que essa é a argumentação, só tem um problema: nunca foi demonstrada em lado nenhum.
ResponderEliminarA menos que me expliquem que nos lares aquilo são raves todas as noites, seria estranho que fossem as estâncias de sky alpino as responsáveis por 40% da mortalidade que ocorreu em lares.