domingo, 1 de agosto de 2021

Nunca subestimar

227582373_10224911581486953_6016204023628976168_n.


Nem vou perder tempo a discutir se controlamos ou não epidemias proibindo pessoas de dançar em sítios específicos, o meu comentário (por uma vez curto) vai noutro sentido:


Só alguém muito, muito estúpido pode achar que proibir discotecas vai impedir as pessoas de se juntarem para dançar.


A questão central é que não se deve subestimar, nunca, o poder destrutivo da mistura da estupidez com o poder excessivo.


Como a estupidez é uma coisa natural que não podemos evitar, e de que todos beneficiamos em algum momento, a única hipótese parece ser mesmo a de evitar o poder excessivo que, esse sim, podemos limitar.

12 comentários:

  1. Limitar o poder excessivo? Não sei se não será já tarde demais. Com a classe média a definhar (claramente um alvo a abater, depois, evidentemente, de espremido em impostos o último euro que se lhe possa arrancar) e uma população crescentemente dependente do estado, do subsídio, do abono, da isenção, do programa especial para isto e aquilo, a ignorar a armadilha que isso esconde, a gostar claramente dessa dependência e a pretender ainda mais - dependência laboriosamente acarinhada pelo poder -, temo que o ponto de não retorno esteja já para trás de nós.

    ResponderEliminar
  2. Como "cunhou" o Grande Ausente :" Biblicamente estupidos"...


    jsp

    ResponderEliminar
  3. Eu por acaso não concordo nada contigo. Acho que a grande maioria da miudagem (e não só) deixou de dançar com o encerramento das discotecas ou festas populares. Escrevi sobre isso à atrasado afirmando que as consequências do confinamento serão incalculáveis. 

    ResponderEliminar
  4. Sei que é fora do tópico, mas ... olhe, divirta-se! (ainda não parei de rir).

    ResponderEliminar

  5. Uma grande verdade sobre o que se está a passar em Portugal!
    Receio que muitos dos meus concidadãos não se apercebam de tal, ou finjam não perceber. É pena.

    ResponderEliminar
  6. Não me parece que as duas coisas sejam incompatíveis: por causa da lei seca, muita gente deixou de beber, mas as pessoas não deixaram de beber.
    Se houvesse dúvidas, as notícias sobre a repressão de festas ilegais são constantes e não demonstram que temos um sistema repressivo eficaz (a maioria até é por denúncia) mas sim que há muita gente a dançar por aí.

    ResponderEliminar

  7. "...a única hipótese parece ser mesmo a de evitar o poder excessivo que, esse sim, podemos limitar.".
    Com esta Constituição, com uma AR cheia de deputados que aceitam ser atentos e venerandos funcionários dos seus partidos, não vai ser nada fácil.

    Simplesmente: o poder político em Portugal não está sujeito a "checks and balances".

    ResponderEliminar
  8. Deve ter tido a conta hackeada por hackers russos (a explicação oficial nestes casos...).


    A outra hipótese implica uma montanha de estupidez natural tão elevada que provocaria AVCs a eito nos leitores.


    E como ainda estamos aqui...

    ResponderEliminar
  9. Inteiramente de acordo. Embora esse dia seja de 2020 e suspeitoso.

    ResponderEliminar
  10. As pessoas continuarão a juntar-se para dançar, mas provavelmente em menor número de cada vez, mais raramente, e  quiçá em sítios (casas particulares, etc) potencialmente mais bem arejados, em vez de em antros completamente fechados. Tudo isso pode fazer diminuir a contaminação.
    As estâncias de esqui alpino, nas quais se passa o (longo) serão em tipo discoteca, foram dos maiores disseminadores do vírus.

    ResponderEliminar
  11. Sim, eu sei que essa é a argumentação, só tem um problema: nunca foi demonstrada em lado nenhum.
    A menos que me expliquem que nos lares aquilo são raves todas as noites, seria estranho que fossem as estâncias de sky alpino as responsáveis por 40% da mortalidade que ocorreu em lares.

    ResponderEliminar

O jornalismo que mente

João Miguel Tavares fez uma crónica recente sobre a dificuldade do debate público sério, usando apenas políticos para demonstrar como se dis...