quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Tudo para casa

Acho a opção de interrupção cabal das aulas por duas semanas antecipando férias (mais) um grave erro de cálculo do governo. Como demonstram os números no resto da Europa o confinamento não vai baixar muito os números de infecções - o inverno é o tempo delas - pelo que tenderá a ser de duração indefinida. Desconfio que o Estado não tenha o ensino público preparado para as aulas virtuais e que não queira ser comparado com o privado com esse sistema já muito oleado. Precisa ganhar tempo. Já as vitimas serão sempre os alunos mais desfavorecidos... pelo socialismo também.

5 comentários:

  1. A questão não é o ensino privado estar preparado e o ensino público não estar. A questão é que as aulas virtuais nunca são um bom substituto de aulas presenciais. Sobretudo quando se trata de alunos desfavorecidos, que não têm pais ou explicadores que os possam apoiar muito no estudo e na assistência às aulas.

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  2. Os jovens deste país estão a ser cobaias de uma experiência monstruosa.



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  3. Não sei se é possível, legalmente, o governo impedir as aulas virtuais no ensino privado. Que culpa têm estes alunos (e os pais) da incúria e da incapacidade dum governo acossado que não soube apetrechar as escolas públicas atempadamente? Julgo que não é a melhor forma de se combater as desigualdades, nivelando todos por baixo.
    Muito provavelmente, (e com que sacrifícios) a principal razão para as famílias terem preferência pelo ensino privado será, justamente, para não se sujeitarem a essas deficiências e falta de respostas por parte do governo.  LS

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  4. Os jovens deste país estão a ser cobaias de uma experiência monstruosa.


    É uma grande verdade. Os danos para a sua saúde mental serão grandes e duradouros.

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  5. Não sei se é possível, legalmente, o governo impedir as aulas virtuais no ensino privado.


    Segundo ouvi hoje na rádio, o candidato presidencial Tiago Mayan afirmou essa impossibilidade legal, dizendo que o estado de emergência não permite suprimir a liberdade constitucional de aprender e ensinar.


    Também creio que será difícil impôr tal impedimento, dado que o governo não tem a possibilidade (creio) de suprimir encontros na plataforma zoom.

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