Não sabemos, senhor Primeiro-Ministro.
Lembra-se daquele congresso do PS em que apoiou o então Primeiro Ministro em exercício, com todas as forças que tinha?
Se nessa altura alguém lhe tivesse feito a mesma pergunta, responderia claramente que não, evidentemente. Duvido que hoje não procurasse uma formulação mais cautelosa, do género de dizer que devemos deixar à justiça o que é da justiça e à política o que é da política.
Só que responder que não, convictamente, não seria razão para o nomear para um cargo que, de uma forma ou de outra, pudesse ter de avaliar qualquer acção entretanto tomada pelo governo de que tinha sido Primeiro Ministro.
Exactamente porque não sabemos se algum de nós cometeu algum crime.
Esse é o princípio geral e responder ao evidente conflito de interesses com essa pergunta só está mesmo ao seu alcance.
O que não é propriamente um elogio, é a constatação do que vale a sua palavra.
Eu não vejo conflito de interesses nenhum.
ResponderEliminarO Banco de Portugal não é supervisor do governo. Não lhe cabe julgar a atuação do governo. O Banco de Portugal é o supervisor da banca, ou seja, essencialmente de empresas privadas (muitas delas estrangeiras).
O Banco de Portugal não tem que "avaliar qualquer acção tomada pelo governo", ao contrário daquilo que é dito neste post. O Banco de Portugal somente tem que avaliar as ações tomadas pela banca.
Tem razão, não há qualquer relação entre o Ministério das Finanças e a banca e nunca houve qualquer interferência da regulamentação da actividade da banca e o Ministério das Finanças em tempo algum (o facto do governador do Banco de Portugal ser nomeado pelo Governo, sob proposta do Ministro das Finanças é um pormenor sem qualquer interesse para o assunto, evidentemente).
ResponderEliminarSe não fosse a Europa Costa e Centeno tinha apeado Carlos Costa do Bando de Portugal.
ResponderEliminarOnde está a independência desta gentinha?
Será para esconder alguma coisa?
Parece-me que este artigo deixa uma pergunta muito pertinente:
ResponderEliminarhttps://observador.pt/opiniao/o-que-sabe-centeno-sobre-costa-que-nos-nao-saibamos/
Lembra-se das sucessivas manobras que se íam arrastando no tempo, vergonhosamente e servindo-se de todos os estratagemas de modo a atrasar e a evitar que se tornasse público quem eram os grandes devedores à banca?
ResponderEliminarE das célebres comissões de inquérito cheias de gente desmemoriada, recorda-se?
E como se chegou a tanto? Deve ter sido, precisamente, porque "não cabe" ao BP julgar certas "atuações" de certos governos... e seus apaniguados.
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ResponderEliminarAntes do tratado de maastrischt o banco de Portugal era público e tutelado pelo ministério das finanças. Não lembro se a privatização e passagem para a dependência do bce foi antes ou só quando o euro entrou em função.
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