quinta-feira, 20 de outubro de 2016

E a hipótese de dar o exemplo em vez de dizer aos outros o que fazer?

O Governo aprovou um Plano Nacional para a Coesão Territorial que parte de um diagnóstico absurdo: "1) “a primeira razão para tal assimetria territorial resultará do facto de terem sido sucessivamente implementadas políticas iguais de forma transversal ao todo nacional, no fundo, tratando de forma igual o que é diferente”.


Ou seja, os autores do estudo  acham que o despovoamento do mundo rural e do interior, um fenómeno em todo o mundo desenvolvido, não resulta de profundas alterações económicas, tecnológicas e sociais mas das decisões erradas dos governos anteriores (felizmente, mas os autores não sabem, os governos mandam muito menos do que pensam).


Partindo deste pressuposto errado, apresenta-se um estendal de medidas para finalmente resgatar o interior do país.


Há anos que faço a mesma proposta que, se o Governo quiser, é uma boa oportunidade de realmente demonstrar as virtudes da localização no interior: que mude a sede do governo para Castelo Branco e, a prazo, a capital administrativa de Portugal.


O interior agradece, Lisboa também, e a autoridade moral do governo para sugerir que outros invistam no interior seguramente teria outro lastro.

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