Decapitado. Com as mãos cortadas. Antes estivera sequestrado. Mas não, ninguém se sentiu Carlos Gouveia, era assim que se chamava este português de 42 anos, assassinado e mutilado pelos seus sequestradores. Ninguém escreveu no facebook “Je suis Carlos Gouveia”. Nem sequer o facto de as autoridades da Venezuela, país onde Carlos Gouveia estava emigrado, terem enterrado secretamente o seu cadáver suscitou qualquer indignação ou solidariedade com a sua família. Não houve velas na porta da embaixada da Venezuela, não houve petições, não houve praticamente notícias.
E contudo, nos dias em que acontecia o calvário de Carlos Gouveia, não faltaram indignações e comoções em Portugal. Com gatinhos abandonados. Com o facto de existirem matadouros, touradas e pais que mostram os filhos no Facebook. Ou que não mostram os filhos. Com o machismo, o micromachismo, o problema das casas de banho para os transgender e as máquinas de venda automática de comida. Ler Mais»»»
O texto de autocrítica muito valioso.
ResponderEliminarO jornalista da próxima vez em vez de andar a reboque a comentar as notícias internacionais pode passar a dar as notícias em primeira mão. É para isso que serve os jornalistas, não para se indignarem por os outros não terem feito campanhas.
ResponderEliminarSabemos como a memória da "malta" é selectiva; sabemos como as "causas" da malta não são causas, mas antes fibrilhações mentais.
Por isso, a pergunta é:
E, NÓS, HOMENS ÀS DIREITAS, O QUE FIZEMOS?