quinta-feira, 23 de junho de 2016

Ai mata, mata!

Adrian silva.jpg


Ontem pelo minuto 80 do Hungria vs Portugal ainda fiz sinal do meu sofá para a equipa médica a pedir assistência e substituição. Por isso não sei se estou em condições no próximo sábado para assistir àquilo que se prenuncia um desastre. 


Aquela defesa e meio campo tremem como varas verdes, não há coração. Acontece que na hora certa faltou coragem a Fernando Santos para por a rodar um meio campo entrosado e rotinado a jogar para a frente, como pede o nosso sistema de jogo e os grandes artistas que fazem a diferença no ataque. A insistência em João Moutinho em baixo de forma desautorizou qualquer outra solução perante a restante equipa e ontem na segunda parte notou-se que faltou àquele sector um patrão. Essa autoridade não se confere de um dia para o outro e o que ontem vimos foi um meio campo transformado numa geringonça periclitante, que é o que está a dar. Foi o que aconteceu quando o treinador em desespero colocou um miúdo de dezoito anos a liderar aquele sector nevrálgico. Fernando Santos improvisou mais uma vez e a desconfiança entranhou-se entre os jogadores do meio-campo que parecem estar jogar sobre brasas. Este estado de coisas conjugadas numa eliminatória com a Croácia, uma equipa coesa e determinada, não augura na da de bom. Oxalá eu me engane.  

3 comentários:

  1. Salvo o devido respeito, o que não augura nada de bom é estarmos a criar um clima de "altas pressões" junto daqueles que:
    1. mais que ninguém, querem dar o seu melhor;
    2. mesmo que quiséssemos não podíamos substituir por outros (nesta fase mudar de seleccionador não é possível, ou é?);
    Só quem não faz é que não erra. Para quem está de fora, que é o nosso caso, se errarmos ninguém vai ligar pevide ao que antes dissemos... afinal, quem está sob pressão é Fernando Santos, não é o senhor nem sou eu; se acertarmos, o único gozo que daí podemos tirar é escrever em blogues ou redes sociais aquela famosa tirada "eu bem que avisei!", algo que deve proporcionar torrentes inesgotáveis de prazer perante o desgosto de termos sido eliminados como, aliás, já tínhamos vaticinado. Acha mesmo?
    Já li coisas suas bem mais interessantes. Esta deixa mesmo muito a desejar.
    Termino com uma pergunta: qual das hipóteses seguintes lhe daria maior satisfação, (1) eventualmente que Portugal fosse Campeão Europeu (mesmo que não acredite, faça um esforço de imaginação); ou (2) ter acertado no seu vaticínio?
    Arrisco agora eu um vaticínio: se for a primeira hipótese, nós 2 e mais 10 milhões de portugueses ficaríamos felizes; se for a 2.ª, creio mesmo que só o senhor e mais meia dúzia de pessoas que andam a ter atitudes similares é ficariam felizes (e mesmo assim duvido).
    Cumprimentos

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  2. Deixe estar António Ramalho, que vozes de burro (a minha) não chegam ao céu. Isto é só aqui a gente a falar... 

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  3. Cuidado! Há tanto lagarto por aí :P

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