terça-feira, 17 de maio de 2016

Os extremos tocam-se pela mesma causa

O comércio livre incomodou sempre todos aqueles que beneficiam de rendimentos que só são possíveis por favor do poder político. Em 1840, na Inglaterra, eram os grandes latifundiários. Hoje, por todo o Ocidente, são os lóbis e corporações que vivem do Estado e das suas regulamentações. Desde a crise de 2008, o populismo e o radicalismo esforçam-se por nos convencer dos benefícios do proteccionismo: menos migrantes significariam salários mais altos; menos importações chinesas traduzir-se-iam em mais emprego; menos mobilidade de capitais aumentaria a margem de manobra dos governos para adoptarem políticas sem o risco de o dinheiro fugir do país. O que não mostram é o reverso da medalha: menos circulação de capitais causaria também menos investimento externo e provavelmente mais abusos fiscais; menos importação originaria também uma vida mais cara; menos migração diminuiria a força de trabalho numa sociedade a envelhecer.


 


A revolta contra a globalização - Rui Ramos, a ler na integra aqui

1 comentário:

  1. deu 'o mal murcho' no mundo ocidental
    anda a precisar de viagra para levantar a mural.
    não me venham com a rábula 'todos a comer o mesmo, tudo a saber ao mesmo'

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