A minha sentida homenagem a Lisboa e aos lisboetas, sempre tão injustiçados e tão mal reconhecidos, já está acessível no Jornal i online.
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No centenário da "Revolução Nacional"
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Parabéns pela crónica - que se lê com muito gosto, como tudo o que escreve das suas memórias. Mas venho protestar: pela sua classificação, sou algo como um quasi-lisboeta (actualmente, não praticante): nascido aí, com parte da família daí - e de há muito - , mas a viver eu na "purbíncia" desde pequeno, quando "ia à terra"... ia a Lisboa. Nessas idas à terra, as vitualhas de que matava saudades não eram a couvinha tenra ou o anho no forno, mas do que se comprava na então abençoada Martins & Costa, dos batidos de morango com creme da malograda Ferrari, de uns lanches na Bénard e do movimento do Chiado e do resto da Baixa nos anos 60 - hoje uma desolação. Anos depois, os anos da faculdade - a velha clássica - e depois, o regresso ao exílio, com idas aí, sempre que posso, e onde me sinto em casa.
ResponderEliminarO lisboeta no exílio é um tema que merece ser tratado.
Ora muito bem. Também sou filha, neta e bisneta de Lisboetas.
ResponderEliminarSomos uns "sem-terra" como dizia o MEC.
Já tive esta conversa no 28 com uma mulher típica de Alfama que também sentia bem as raízes da sua cidade.
C d'Órique. Em 1949 morei na F. Borges em frente da moradis Pimentel do Sanitas. Conheci os cantores Luís Guilherme, pai da Teresa; Júlia Barroso; o empresário Zé Miguel que organizava fados e guitarradas no café Latino em frente à falecida Ertilas. A loja do avô do herman ficava ao lado da flçorista frente à Tentadora. Canas ligava por dentro a uma tasca. Frequentava o clube o Académico. Um alemão que andara com Canaris a comprar armas para o Alzamiento Militar de 36
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