A propósito da "conquista enorme da adopção crianças por casais gay", o Bloco de Esquerda engendrou uma paródia de mau gosto com a imagem do Sagrado Coração de Jesus. É perturbador reconhecer que esta estética tem a adesão duma burguesia urbana e niilista (que não sabe que é) profundamente ignorante. No fim como consolo oferecem-lhes a eutanásia. Trata-se de um discurso ancorado no ódio e no preconceito, que visa a fractura social. Acontece que, com uma taxa de divórcios acima dos 70%, um inverno demográfico de consequências incalculáveis, as pequenas comunidades e o modelo de família natural em acelerado processo de extinção, a sociedade caminha para uma atomização sem precedentes. As pessoas isoladas e desprotegidas, sem sólidas pertenças comunitárias, estarão cada vez mais expostas aos caprichos dum monstruoso poder central – menos livres. Este fenómeno não é independente do empenho colocado na laicização da sociedade, da religião sitiada na esfera do privado, e a sua prática na condição de subcultura marginal. Inquietam-me os festejos destes bárbaros alucinados à volta dum incêndio que a cada dia arruína mais os alicerces daquela que se foi tornando a nossa casa comum ao longo dos séculos.
Publicado originalmente no Diário Económico
vivi 10 anos deste séc. na Áustria, com excepção dos invernos.
ResponderEliminaros migrantes têm destruido um país civilizado em todos os aspectos.
o rectângulo vive presentemente um processo de auto-destruição acelerada em todos os campos. votei no entretainer para PR
a curva sinusoidal civilizacional mostra que a uma acção corresponde uma reacção
'enquanto houver alguém com um pão, a revolução continua'
João Távora, a verdade incomoda, as pessoas preferem a ilusão.
ResponderEliminarUm bom artigo! O bloco é um partido muito preconceituoso.
ResponderEliminarO cartaz é de uma extrema falta de gosto. Já o silêncio da hierarquia da igreja católica portuguesa, sobre o assunto do casamento e da adopção gay, é asqueroso.
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