quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Na crista da onda



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As 15 alterações na avaliação dos alunos em 16 anos são um indicador preocupante da falta de uma verdadeira estratégia para o ensino em Portugal, que tenha em conta as nossas especificidades históricas e sociológicas.


É curioso como, pelo menos desde o 5 de Outubro de 1910, o Portugal revolucionário persegue e importa fanaticamente toda a sorte de modas moderninhas com que vem consolidando a sua posição nos últimos lugares entre os países europeus em matéria de desenvolvimento. 






Se, pelo país fora, os portugueses desconfiam de tanta reversão e súbita prosperidade, a criançada anda radiante com a sanha redentora das esquerdas unidas em matéria de exames. Os mais pequenos até acreditam que um dia se vão libertar da repressão da matemática e eu compreendo porquê. Afinal, a aritmética é a base ideológica da austeridade e as contas de multiplicar a ferramenta preferida do capitalismo. Depois, o resultado exacto e indiscutível de uma conta de diminuir pode significar uma violência traumática para o inocente infante.
De resto, o anúncio do fim dos exames do sexto ano, que António Costa afirmara no parlamento serem para manter, contrariam o seu adágio preferido que ainda lhe vai ser cobrado com língua de palmo: “Palavra dada, palavra honrada”.


 


Publicado originalmente no Diário Económico



1 comentário:

  1. um jornalista do pc dizia há quase 40 anos 

    '-o Pichonê é um autarca'.


    na esquerda a estratégia é agit-prop.
    são todos autarcas (autocratas para alguns)


    a 3ª bancarrota desejou assim um bom ano
    '-adeus! até ao meu breve regresso!'

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