terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Size matters



A estereofonia foi de facto um passo decisivo na história da indústria fonográfica e do áudio no caminho para a “Alta-fidelidade” (que era o nome que se dava à reprodução sonora tão próxima da realidade quanto possível). Entre os anos sessenta e os anos oitenta era relativamente comum encontrar em lugar de destaque numa casa de classe média/alta um bom sistema de som – que em abono da verdade nada tem a ver com os actuais artefactos para a criação de efeitos de “cinema em casa”. Pelo contrário, hoje em dia esse culto de perfeição atingiu o ponto mais baixo das últimas décadas: é pouco menos que lamentável a qualidade dos registos sonoros em ficheiros de compressão de áudio usados nos computadores, telemóveis e outras engenhocas tão populares entre as novas gerações.


Mas se é discutível que a desmaterialização do registo sonoro per si compromete a qualidade – nomeadamente quando utilizados ficheiros de compressão sem perda de informação (alta-resolução), a mesma será sempre comprometida pelo lado dos sistemas de reprodução "miniaturizados". O requinte da reprodução sonora exige alguma dimensão dos componentes da aparelhagem, pelo menos nas colunas. 


McIntosh-x-John-Varvatos-Custom-Built-SoHo-Audio-S


Publicado originalmente aqui.

2 comentários:

  1. na década de 30 ouvia grafonola com funil amplficador de som e agulha da grossura dum prego
    e telefonia da marca Telefunken acionada por bateria
    no final dos anos 40 e início de 50 andava 9 km na charneca a pé ou de burra para ouvir gira-discos em casa duma prima que vivia numa aldeia com corrente eléctrica
    nas festas tocavam a banda de Tolosa, a orquestra Ferrugem de Portalegre ou os Canários do Pego

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  2. Nos tríodos e penta há mais,muito mais, tão bons e tão baratos.

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