sábado, 12 de dezembro de 2015

Sinatra, uma criação da industria fonográfica


 


Curioso como as mais variadas homenagens e tributos que por estes dias se fazem a Frank Sinatra não referem um ponto que me parece fundamental. A popularidade desta consagrada estrela mundial norte-americana é inteiramente fruto da poderosa indústria fonográfica que se desenvolveu estrondosamente durante a sua vida. Acontece que Sinatra não se distingue na arte da composição musical ou poesia mas exclusivamente ela sua sólida e aveludada voz barítono, que veio a ser difundida massivamente pelos quatro cantos do mundo através dos discos. Nenhum cantor anterior ao século XX poderia ambicionar tal façanha – vozes tão boas ou melhores não puderam ser registadas e desapareceram na penumbra do passado.


Não sou particularmente fã do estilo “romântico”, “esplendoroso” e “grandiloquente” de Frank Sinatra, e há um conjunto de pelo menos 12 canções que já não aguento ouvir por completa exaustão. Mas o facto de ele ter sido intérprete de eleição das canções mais marcantes e dos compositores mais brilhantes do século XX como o Jimmy Van Heusen,Cole Porter, Sammy Cahn ou George Gershwin torna-o um artista incontornável, imortal diria eu. O primeiro, fruto da tecnologia e indústria fonográfica.  

4 comentários:

  1. depois vieram outros, mas sem o mesmo apoio.
    mafia, rat-pack, whiski?

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  2. Talvez esta não faça parte da sua dúzia


    https://www.youtube.com/watch?v=UVdQ6A0IkDw

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  3. É certo o que diz, mas depois todos gozaram dos mesmos privilégios e ele continua a superar os outros que se vão ouvindo. Foi preciso esperar por Robin Williams para hesitar na comparação. E Frank Sinatra não era bonito, coisa agora imprescindível para o sucesso. 

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  4. Para mim (http://www.imdb.com/name/nm0170713/) continua a ser a referência crooner, apesar de ser um fã da voz, a verdade é que também eu à muito me canse de my ways e fly me to the moons.

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