(...) O Natal tem, no entanto, uma verdade essencial. E essa verdade é tragicamente ilustrativa da condição humana. Se o facto de o Filho de Deus não ter vindo ao mundo num esplendoroso palácio (mas sim na palha de um estábulo) sugere a mais requintada das verdades poéticas, já o massacre dos inocentes ordenado por Herodes faz soar uma nota amargamente realista, visto que genocídios e massacres pautam desde sempre a história da humanidade. Deus decidiu vir ao mundo? Então o mundo é isto: um local de onde um bebé recém-nascido não só não tem abrigo condigno como está na iminência de ser morto à nascença. Mais tarde, nesse Menino já crescido, cuspir-lhe-ão a roupa, fustigá-lo-ão. Este Deus não veio ao mundo para ser recebido como Deus, mas como um marginal, um criminoso, um "pobre de Cristo". Nesta mais extraordinária de todas as ideias (lindíssima, sim) é possível - e preciso - acreditar.
A ler na integra Frederico Lourenço na Revista do Expresso de hoje.
na África do Sul os indianos, na época de Gandhi, eram considerados 'castanhos', ou seja nem brancos nem pretos.
ResponderEliminaractualmente tudo se resume a preto e branco. desapareceram as situações intermédias: ou fascista ou social-fascista.
digo isto porque o Natal de Cristo, não o das compras, pinheiros e iluminações, destina-se a fascistas.
a manjedoura das vacas e burros da política passou a ser o local onde abocanham tudo e todos
onde não se fomenta Leben und Werk ocorre a paupertas mundi