sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Não passarão

A arrogância desta nova esquerda remete-nos para os tempos revolucionários. Sente-se na rua o incómodo das pessoas. Com obscuros golpes palacianos contra a tradição e jurisprudencia da nossa democracia eles meaçam roubar-nos o futuro: a confiança dos mercados, dos empresários, roubar-nos os timidos sinais de retoma, enfim, o trabalho que conquistamos com tanto custo.
Estes tempos são históricos e devem obrigar-nos a sair do sofá. Pelos nossos filhos, como fizeram os nossos pais.

15 comentários:

  1. Só há uma maneira de resolver isto. Só que o senhor doutor Costa, manhoso e trapaceiro, tratou de usar as limitações dos poderes do presidente em fim de mandato para se tentar colocar no poder. Isto ficará na história de Portugal. Isto, ele, e o partido dele, ou lá o que aquilo é agora.

    ResponderEliminar
  2. João Távora, o "incómodo das pessoas" é com o desemprego ou com o emprego mal pago, não é c

    ResponderEliminar
  3. A maior tradição da nossa democracia é precisamente aquela que a direita não quer aceitar: passa o que tem mais votos na assembleia da república. 

    ResponderEliminar
  4. Eu não sinto na rua incómodo nenhum das pessoas, não sei como se sente isso, sequer, é pelos olhares? Deve ser uma ciência oculta.
    São tempos históricos, porque como em qualquer país normal da UE, uma coligação vai governar o país, apesar das diferenças entre os partidos, é normal, o que não é normal é achar que só a direita tem o privilégio de governar.

    ResponderEliminar
  5. Normal normal é governar quem ganhou as eleições. Normal é as coligações fazerem-se antes da votação, tal como aconteceu com a única coligação que houve, pelo menos até agora. Normal é haver controlo orçamental e pagar o que se deve.

    ResponderEliminar

  6. Não, não é! A tradição, ou melhor dizendo, costume da nossa democracia é: forma governo o partido mais votado em eleições legislativas!

    ResponderEliminar
  7. Exactamente Sousa, concordo inteiramente com o primeira parte do seu texto. A segunda nem tanto - já tenho uns aninhos disto. 

    ResponderEliminar
  8. Tudo isso é normal, mas um governo de coligação pós eleitoral liderado pelo 2º partido mais votado, nada tem de anormal, pode é assustar a direita, que como dizia há pouco na rtp3 o Filipe Luís, diretor da Visão, é mais papista que o papa, quando Bruxelas diz mata o PaF diz esfola. Foi assim quatro anos. Basta!

    ResponderEliminar
  9. A maior tradição do nosso sistema parlamentar, após as eleições que constituem as forças parlamentares, a é a da votação em assembleia da república, eleita por suftágio universal, das matérias concernentes ao governo do país, onde se inclui a da autorização de um governo a governar. 


    Todas as demais tradições, com a excepção da do voto livre e universal para eleger a assembleia da república, empalidecem perante esta e dela dependem. 

    ResponderEliminar
  10. O que é normal no nosso sistema não é o que a si lhe parece mas o que está previsto na Constituição e na legislação sobre a matéria em causa. 


    A verdade é que legislação de que se vale o pif para formar governo é a mesma que o pode impedir de o fazer. Portanto não é possível contestar a legitimidade de Costa formar governo sem ao mesmo tempo desautorizar a lei mediante a qual o próprio puf quer persistir no governo.

    ResponderEliminar
  11. Só faltou explicar é que desde quando e já agora porquê é que devia deixar ser o partido mais votado (logo legitimado para isso) a formar Governo, para dar lugar a outro com menor votação, com ou sem coligações pós-eleitorais falsas ou reais e de conveniência. Porque é que havia de ser assim? Porque lhe apetece a si? Por essa brilhante lógica agora já não bastava um partido ou coligação ter a maior votação para formar Governo. refém

    ResponderEliminar
  12. Não contam os anos que tem, conta a experiência de vida e o contacto com os outros. Eu ganho 600 euros e tenho família para sustentar com isto, porque a minha mulher, que era vendedora a recibo verde, não tem agora trabalho. Mas dizem-me que o que eu ganho é uma mais valia para o país, porque baixa os custos de produção. Portanto, como dizia o outro, é para meu bem. 
    Mas adivinhe lá se o meu incómodo é com a tradição e jurisprudência. Se quer que eu seja mais concreto, descendo ainda mais à terra, também pode ser. Eu, no meu meio (no seu não sei como é) não conheço ninguém que esteja incomodado com a quebra da tradição, ninguém, nem sequer vem à conversa. 

    ResponderEliminar
  13. Você pode recorrer ao linguajar xunga o quanto quiser mas nada disso apaga o facto de o sr. aparentemente ignorar as leis que regem estas matérias. Nem eu nem o sistema temos que ceder perante a sua ignorância. 

    ResponderEliminar


  14. ? Incómodo por causa disso da quebra da tradição?
    Qual rua? a do João Távora?

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...