sexta-feira, 14 de agosto de 2015

(In) competência

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Estranhos tempos estes que julgámos interessantes, que ao invés de darem lugar à política revelaram os seus limites: com a soberania hipotecada aos credores e amarrados a uma moeda de país rico, as “alternativas” escondem-se em pequenos detalhes. Assim, para que a corda não quebrasse, o tão proclamado governo “liberal” rendeu-se às evidências e ao tribunal constitucional resolvendo o grosso da questão com um brutal aumento de impostos: o caminho era afinal bem mais estreito, e foi por uma unha negra que a coligação levou a bom porto o tal resgate. Com o exemplo da Grécia, os mercados atrás da porta e uma dívida de quase 130% do PIB, nada disto é irrevogável bem se vê.


Por tudo isto, não passaria de um mero fait divers o caso dos cartazes do PS se as pessoas de bom senso acreditassem que a 4 de Outubro estarão em jogo duas ou mais alternativas de enfrentar o monstro, em vez da gestão dum ajustamento sem precedentes com competência e firmeza. Com os resultados eleitorais em aberto, a incompetência com que os socialistas vêm gerindo a sua campanha deixa-nos a todos muito apreensivos.


 


Publicado originalmente no Diário Económico 

3 comentários:

  1. Este comentário não se destina a ser publicado, apenas a alertar o autor deste post que "faits divers" é plural. O singular, "fait divers", apenas conserva o s na segunda palavra.
    Parabéns pelo vosso blog.

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  2. Ó João, o governo só não é ainda mais neo-liberal porque tem aquele entrave tão chato chamado Constituição da República. Que odeia com todas as forças. Felizmente, nunca terá deputados suficientes para a destruir e lançar o país no caos do neo-liberalismo e da total desregulação laboral, porque existe um partido responsável, que comete erros de campanha, que comete erros de casting, (como, de resto, o PPD-CDS também; apesar de tentar passar entre os pingos da chuva, foi apanhado com a boca no banco de imagens).







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  3. prefiro 'faits d'hiver'
    encontrei casualmente o meu nome na lista dos 'famosos' do Grande Oriente 
    nenhum editor teve a coragem de publicar o meu ''diário', devido ao conteúdo expresso em 3 capítulos: gente séria, pilhas e pulhas, maçonaria a 4 patas ou do olho divino ao trou du cul
    o espólio poderá ser lido no final do século  

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