Este vídeo captado na fronteira da Macedónia e publicado no Youtube a 22 de Agosto passado com centenas de imigrantes vaiarem os soldados e recusarem as caixas de viveres da Cruz Vermelha (alegadamente por causa do seu símbolo remeter para o cristianismo) que eles pretendiam distribuir, mesmo descontando a falta de enquadramento informativo sobre o incidente, não deixa de ser motivo de grande apreensão. Se estou convicto que ao longo da história a civilização ocidental saiu sempre a ganhar quando teve capacidade de acolher e integrar diferentes culturas, também estou certo de que é necessário defender a natureza cultural e religiosa que definiram a marca liberal e democrática da Europa. Como bem refere o Miguel Castelo Branco o Velho Continente não é um hotel ou uma terra de ninguém, e aqueles que de nós esperam solidariedade e tolerância terão que saber retribuir com a mesma moeda respeitando os nossos cânones e os nossos símbolos.
P.S.: Convém ressalvar que os maiores inimigos da Europa e da sua matriz cultural são os europeus laicisados, multiculturalistas e estéreis. Perante isto o “problema” dos refugiados é irrelevante.
ResponderEliminarDava para ver a quilómetros de distância que o enquadramento do vídeo (tal como apareceu no You Tube), era falso. Nas palavras do jornalista que filmou o video E da Cruz Vermelha:
A Cruz Vermelha há muito que coopera com o Crescente Vermelho islâmico, mesmo dentro dos paises islâmicos, e esse problema nunca se colocou. Cuidado com as manipulações, João Távora, já basta o que basta. Também a xenofobia não devia fazer parte do nosso cânone. Há adultos e até crianças refugiadas de paises islâmicos maltratadas na Alemanha e outros paises pela extrema direita e essa sim, deve ser a nossa apreensão. Ao menos que ouça a Merkel.
ResponderEliminarSó posso concluir que o anónimo não leu o meu post. Em lado nenhum pode concluir que eu seja contra a imigração, muito menos contra o socorro de refugiados em aflição.
ResponderEliminarCaro Carlos Duarte: no texto deixo expressa a minha reserva quanto ao video e a consequentes conclusões precipitadas. A minha apreensão não é com os refugiados sem eira nem beira que certamente não dispensam o nosso socorro e solidariedade, é contra os europeus multiculturalistas irresponsáveis.
ResponderEliminarCordeais cumprimentos,
Li sim. A propósito de um vídeo claramente suspeito, faz-nos avisos sobre a intolerância de... quem? Dos que ali são vitimas, não dos fizeram o video. O João Távora não é o manipulador, mas sim o manipulado. Os autores da farsa têm razões para sorrirem.
ResponderEliminarTremenda, a insaciável e cega pulsão masoquista de algum Ocidente e que muito provavelmente custará o descalabro do mundo ocidental e seus valores, no espaço de bem poucas gerações. A desconfiança sempre lançada sobre nós; a culpa sempre nossa; os outros, infinitamente bons e reduzidos à miséria por nossa presumida e dogmática culpa; nós, cristãos - de credo ou formação - e "ocidentais", apriorística e irredimivelmente culpados de tudo o que de mau haja no mundo; eles, intocáveis nos seus valores, crenças e tradições; nós com o dever infinito de ceder em tudo, mesmo em nossa casa, para isso garantir.
ResponderEliminarCosta
ResponderEliminarCosta, pare lá com o choradinho, que já enjoa. Esse vídeo é manipulação.
ResponderEliminarQual vídeo? Nem o vi.
ResponderEliminarNão é preciso. O assunto em questão e a posição de alguma "inteligência" europeia são-lhe bem anteriores. O vídeo, aqui, apenas serviu para que se repetisse o vosso - esse sim - choradinho maniqueísta (que verdadeiramente nem precisa de pretextos; está permanentemente "em fundo", no seu labor prosélito e incansável de lavar e formatar paulatinamente os cérebros) .
A desconsideração liminar do oponente, de quem pense de forma diversa: nega-se-lhe a inteligência, acusa-se de todo o mal, reduz-se o que sustente a "choradinho" (e vá lá que poderia ser bem mais insultuoso...) e arruma-se a questão, faz parte da vossa alegada superioridade moral.
O próprio autor do "post" manifestou reservas quanto ao vídeo e cuidou de tornar claro que a questão que suscita nem se centra nele ou dele necessita como fundamento. Mas que (vos) interessa isso?...
Costa
"Qual video"? Ó homem, esse video que o João Távora colocou no post. O post é sobre um video em que aparecem uns mouros a renegar a cruz. Você comenta este post sem sequer ter reparado que tem um video ? :)
ResponderEliminarÓ homem, vá lá... faça você um esforço. Leia o que eu escrevi e dê-se ao trabalho de pensar um pouco. É evidente que reparei.
ResponderEliminarMas, no contexto da sequência de comentários em que me inclui (você saberá perdoar, espero, essa minha ousadia) não seria necessário ver o vídeo em causa. Por isso escrevi "nem o vi", em lugar de, por exemplo, "não o vi". Deus lhe valha (se o não aceita de outra forma, tome-o como expressão idiomática): é coisa básica...
É que o que está em causa é disponibilidade, ou não, daqueles que a Europa - curiosamente, ou talvez não, é a Europa Ocidental, de matriz cristã, aquela que procuram - acolhe de, uma vez entre nós, se conformarem com a nossa vida, os nossos princípios, a nossa civilização. Se conformarem com e praticá-los, sem prejuízo do respeito que sempre nos devem merecer os credos e tradições dos outros (coisa em que os outros em causa não são, não parecem ser, em vasto número e por estes tempos, referências de tolerância e respeito).
Essa disponibilidade deles e esse nosso direito - para não dizer dever - de, independentemente das questões humanitárias e do respeito que sempre nos deve merecer o sofrimento alheio, não aceitar responsabilidades e culpas históricas ou de princípio que não temos, manifestamente, que aceitar.
Isso e o nosso direito de, mau grado a grandeza em abstracto do princípio, não dar sempre - e sempre, e sempre... - a outra face.
Costa
ResponderEliminarDas palavras faz-se, é sabido, o que se quer. De parte de quem as profere ou escreve e da parte de quem as interpreta. E aqui parece-me poder estar sobretudo em causa a radicalidade, o maior ou menor bom senso de uma interpretação bem extensiva e que leva - levou - a uma presunção francamente ilidível. E susceptível de ofender.
ResponderEliminarNão o escrevo em defesa do autor do "post" - mais não fosse porque dela não precisa para nada, muito menos de um tipo que assina Costa e aparece por aqui, de quando em vez, a deixar uns comentários - mas porque me parece que está aqui em causa o pensamento de tanta gente moderada, prudente, cumpridora e legitimamente preocupada com o seu futuro e o dos seus.
Vamos por partes:
Europeus laicizados. Sim, é verdade, é um potencial - ou já real problema . Não por ser crime ser-se laico, não seguir ou não se ser fervoroso, com absoluto rigor de culto, praticante de uma religião (colocar sequer essa hipótese, na actualidade, entre o mundo de matriz cristã, parece-me um absurdo; já noutros mundos e matrizes...). Mas porque a Europa tem de facto uma matriz cristã (sossegue, porque - permita-me - imagino já por aí um esgar: eu escrevi "cristã" e não necessariamente "católica, apostólica, romana") que transcende em muito a crença e prática religiosas, enformando na verdade, bem mais do que racionalmente detectaremos, a nossa forma de ser. Ora há por esta Europa um evidente abandono, ou mesmo clara rejeição, de valores. Uma verdadeira rebeldia sem causa (tal a "leveza" das causas que em seu lugar se invocam, quando se sequer se invocam). E se se cria um vácuo de ideias, de valores, se se rejeita e destrói por rejeitar e destruir, outras e outros o preencherão. Muito possivelmente não complementares, não evolutivos, não tributários, não modificando-os como decorre do normal decurso do tempo, mas formal e substantivamente antagónicos, irreconciliáveis, intolerantes e a seu tempo dominantes e exclusivos.
Multiculturalistas. Nada contra, em princípio, em acolher o outro e a sua cultura; em dar-lhe o legítimo espaço e em colher dele e da sua cultura, voluntariamente, de livre vontade, o que consideremos de valor para nós. Mas sem o fazer à custa da nossa cultura e valores. O multiculturalismo quando materializado na rejeição do que é nosso, atribuindo-lhe (e a nós) todos os males, todas as culpas e permitindo para lá disso o avanço desregrado, entre nós, em nossa casa, do que na cultura dos outros é claramente antagónico e incompatível com a nossa, é um multiculturalismo perverso. E há por estes dias uma cultura que está em fase de robustíssimo, abusivo, arrogante, proselitismo. Sem esconder intenções que - concretizáveis ou não (e se calhar são-no mais do que nós, com os nossos irónicos trejeitos e encolher de ombros, consideramos) - constituem, pela intolerância propagandeada, pelo anacronismo de conceitos, pela redução da vida (por parte deles, sim, isso acontece ao extremo) à religião, pelo domínio desta sobre o menor aspecto da existência, uma ameaça para os valores da nossa cultura.
(...)
ResponderEliminar"
Os laicizados só são um problema para fanáticos religiosos, para os "Aiatolás" de que religião for que não conseguem viver a sua crença sem ter que a impor sobre os outros através da polícia. A única maneira que existe de eliminar a laicidade, nomedamente a laicidade do Estado na Europa ocidental, é pela violência, pela força, uma vez que nada indica, sequer ao longe, que os povos europeus querem voltar a ter Estados religiosos.
Amigo Costa, foi muito útil essa sua lição da matriz cristã e dos riscos que corre a civilização ocidental. Nenhuma soberba nem arrogância, não senhor. Isso têm os outros. Mas, como dizer-lhe, o post tem um video e foi sobre o conteúdo desse video concreto que o autor do post escreveu. O tal video que, como dizia a outra, "agora não interessa nada", esfumou-se. Não é curioso? Eu não venho aqui comentar as suas opiniões sobre a civilização cristã, desculpe, mas sim a manipulação que é esse video. Posso considerar como um perigo para os MEUS valores europeus essa manipulação? Posso? É que também sou europeu, e até lhe posso mostrar um certificado de europeu até à quinta geração, se fizer muita questão. Ou se eu me interessasse um átomo sobre o seu relambório. Nada pessoal, claro.
ResponderEliminar"(...) uma vez que nada indica, sequer ao longe, que os povos europeus querem voltar a ter Estados religiosos." Completamente de acordo consigo, meu caro.
ResponderEliminarE acrescento eu, já agora: nem quererão decerto (os povos europeus) que se criem condições, nem que seja por mera passividade, para que outros os venham a criar na Europa. Chame-se-lhes Londonistão, Al-Andaluz, qualquer outro nome em França, ou onde que seja.
É que me parece que andamos a levar pouco a sério essas afirmações. E não querer não significa (pela indiferença, ingenuidade, ou que seja) não permitir. E o tempo passa muito depressa.
Costa
Caríssimo, você poderá considerar um perigo para os seus valores o que bem entender. Não diga é que eu lhe dou - ou pretendo dar - lições sobre o que seja. É que não o faço. Limito-me, veja lá..., a considerar, analogamente, como um perigo para os meus valores aquilo que como um tal perigo identifico. Você fará o favor de me conceder esse direito (ou não; é lá consigo).
ResponderEliminarNão se esfumou vídeo algum, asseguro-lhe. Bem pelo contrário. Manipulação que seja, suscita uma questão que lhe é bem anterior e que perdura bem para lá dele. Por isso o vídeo, manipulação ou não, é bem importante! E foi sobre essa questão que eu gastei umas linhas (que você só leu e comentou porque quis).
E não me mostre qualquer certificado. É-me irrelevante qual a sua origem e todas têm a mesma dignidade para mim. Ou toma-me (falando de soberba e arrogância) por um nazi?
Por mim encerro esta nossa troca de opiniões.
Costa
O video é importante? Qual video? Aquele que nem sequer viu? E a minha origem afinal é irrelevante? Olhe que posso ser um sírio que vem destruir os pilares da civilização ocidental. ;) Como é que ficamos, afinal? Vá lá então à sua vida.
ResponderEliminarOlhe que, deixado à solta (e do que me apercebo), você parece ser bem capaz disso. Seja sírio ou portuguesinho de gema.
ResponderEliminarVá também à sua vidinha, meu caro, e que guarde cada um de nós a sua verdade. Ao menos podemos manifestar a nossa divergência de opiniões, discordar com vivacidade e ainda trocar uns gracejos sem recear que nos venham buscar a casa e nos espetem com umas centenas de chicotadas (ou pior). Tudo visto, nada mau. E (mais um) fruto desta malvada civilização ocidental de matriz cristã.
Uma noite tranquila,
Costa
Ps.: a ver se ficamos mesmo por aqui (eu sei que sou eu o faltoso).