sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A propósito, quem é que anda a "brincar com os números"?

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“Eu não estou desempregada desde 2012. Não me podem envolver desta maneira. Aqueles dados, são mentira”, conta ao Observador. Maria João Pinto tem 29 anos.

3 comentários:

  1. A trafulhice no PS é tanta que os socialistas já não sabem a quantas andam. É preciso ajudá-los a terminar a campanha eleitoral com dignidade, para bem da democracia portuguesa, não vá o PS "sirizar-se" ainda mais depois de 4 de Outubro...


    Quanto à coligação, chamava a atenção para que qualquer triunfalismo sobre os números do desemprego é um enorme tiro no pé, pois não há um sentimento de bem-estar na sociedade que leve os portugueses, mesmo aqueles que já vivem melhores dias, a rever-se num discurso desses. 


    Há muito por fazer para que se possa dizer que Portugal ultrapassou finalmente uma crise que não começou em 2011, mas já tem duas décadas, com picos de intensidade em alguns anos, como 2001, 2005 e depois 2011. A economia portuguesa há vinte anos que não converge com a média europeia. O desemprego foi mantido artificialmente baixo pelos socialistas com contratações para a esfera do Estado e das Autarquias, que hoje são impossíveis de manter. Nessa altura, como é óbvio, o PS não reclamava das estatísticas. Quando se fabricam "empregos" não é preciso mexer nos critérios do desemprego.


    Da recuperação de Portugal vai depender que o futuro governo, que eu espero e acho que vai ser da coligação, consiga compatibilizar a reorientação da economia portuguesa para a produção sem deixar cair a população mais desfavorecida, ou seja, criar as condições para que o sector exportador consiga continuar a aumentar a sua percentagem no PIB português, e ao mesmo tempo atender à especificidade portuguesa de ter uma percentagem muito significativa da população que não tem qualificações para a economia dos bens transaccionáveis. É por isso que o apoio social em Portugal, até pela exclusão social que o ensino falhado gerou e continua a gerar, terá de continuar a ter nas décadas mais próximas um peso significativo no orçamento geral do Estado, seja com que governo for, ou o país ficava ingovernável.

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  2. Eles estão  desesperados.

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