quarta-feira, 8 de abril de 2015

A propósito de reformas do sistema político

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 A propósito deste interessante artigo de Manuel Vilaverde Cabral sobre a presidência da república e a reforma do sistema político em Portugal, e no que refere ao embaraço que representa o actual modelo de Chefia de Estado, convém ressalvar que, sendo a democracia pela sua natureza um sistema autofágico que vive do híper mediatizado e permanente conflito de facções e interesses, ela expõe as instituições nacionais a uma sistemática e perigosa erosão. Por isso requer este regime um órgão de soberania acima de todas as questiúnculas, capaz de, no topo da pirâmide, representar e congregar todas as partes da Nação. Uma instituição que, por ser hereditária, não tomou partido por qualquer facção nem depende de interesses políticos ou económicos. Essa instituição é o Rei, que tem a capacidade de consolidar o sistema, como o comprovam os exemplos dos países mais evoluídos e livres da Europa que são monarquias. De resto, Portugal tem o privilégio de uma Nação com quase 900 anos que possui uma incontestada Casa Real com comprovados pergaminhos no que respeita ao que é mais importante – o amor à Pátria.


Publicado originalmente aqui


 

8 comentários:

  1. "... incontestada casa real" 
    Quem disse isso?
    O senhor que está em primeiro plano na gravura não é descendente de um Pedro que quis tirar o trono ao irmão e lançou o reino numa sangrenta guerra civil, foi derrotado e expulso do reino, deserdado de todos os bens e títulos?
    Não foi banido do reino para todo o sempre, ele e os seus descendentes?
     

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  2. ( devolvendo   pano e a nódoa)
    "Por isso requer este regime um órgão de soberania acima de todas as questiúnculas"
    Desculpa lá, mas  tendo lido no ano passado o declínio dos Habsburgos e agora o comportamento da casa real russa em 1812, só me posso sorrir ...

    abraço tipo chuveirinho

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  3. caro Filipe: 
    As instituição real têm mudado ao longo das épocas, adaptando-se e inspirando os valores da sua contemporaneidade, Filipe. 

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  4. Poderia explicar melhor essa parte da História referida a Pedro,ao irmão inominável,a quem foi banido,de quem é descendente a 1ª figura e como 
    pretende ligar a maionese de tudo isso?

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  5. A democracia é um sistema autofágico? Está tudo dito Miguelito.


    Congrega todas as partes da nação? Vão perguntar ao pessoal de esquerda e a uma boa parte da burguesia o que pensa da matéria.


    Incontestada? Como assim? Primo em quinto grau do último soberano, nada mais. É mesmo duque de Bragança ou diz que o é? Na Áustria podia ser mas cá...O papá já esfregava as mãos à herança e o primo afastado cria uma fundação deixando-o de mãos a abanar. Rosna contra Salazar e este é que pede a Dona Amélia para lhe deixar uma parte da herança. A outra veio da viúva, gracias a la vida que até o solar da beira caiu assim. Andaram décadas a sonhar que o homem de Santa comba dão fizesse o mesmo que o vizinho mas ele baldou-se. Ao que consta quando viu a mercadoria percebeu que não dava.


    A quem perceba do assunto: anda por aí na net uma missiva assinada por vários titulares contra Filipe Folque - quero eu lá saber deste - qualificando-o de Ex-duque de Loulé e Ex-nobre. É possível tirar ao dito um título social cujo reconhecimento não pediu? E, pior, a condição de nobre? Guerras de alecrim e manjerona a que ninguém liga.


    E já agora, descendente de Dom Miguel e afim do visconde da ribeira brava. Melhor mesmo só com os Orleães.

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  6. Outra solução, Filipe, é trocares de biblioteca... com a minha não ficavas mal servido. :-)

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  7. Gente doida há por aí aos trambolhões a postar toda a sorte de petições, e comentários na internet, "manuel branco". E a propósito, também a si eu não lhe emprestava nem a minha caneta. 

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  8. Acredito, coitado de mim pobre provinciano, mas espero que lá tenhas a biografia do duque de Palmela ( org de Fátima Bonifácio) que é muito instrutiva sobre  a fibra da nobreza lusa durante as invasões napoleónicas...

    abarço tipo Marinho

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