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quarta-feira, 8 de abril de 2015

A propósito de reformas do sistema político

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 A propósito deste interessante artigo de Manuel Vilaverde Cabral sobre a presidência da república e a reforma do sistema político em Portugal, e no que refere ao embaraço que representa o actual modelo de Chefia de Estado, convém ressalvar que, sendo a democracia pela sua natureza um sistema autofágico que vive do híper mediatizado e permanente conflito de facções e interesses, ela expõe as instituições nacionais a uma sistemática e perigosa erosão. Por isso requer este regime um órgão de soberania acima de todas as questiúnculas, capaz de, no topo da pirâmide, representar e congregar todas as partes da Nação. Uma instituição que, por ser hereditária, não tomou partido por qualquer facção nem depende de interesses políticos ou económicos. Essa instituição é o Rei, que tem a capacidade de consolidar o sistema, como o comprovam os exemplos dos países mais evoluídos e livres da Europa que são monarquias. De resto, Portugal tem o privilégio de uma Nação com quase 900 anos que possui uma incontestada Casa Real com comprovados pergaminhos no que respeita ao que é mais importante – o amor à Pátria.


Publicado originalmente aqui


 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A bem ou a mal

Um ruidoso coro de protestos se levanta vindo dos camarotes regimentais sempre que o é aflorado tema de reforma do Estado e as suas funções sociais. No entanto, uma coisa é certa: durante os próximos anos será impossível evitar uma profunda e dolorosa revolução. De forma ordenada ou caótica, a bem ou a mal.

Telegrama prioritário

Sou do tempo dos telegramas. Aquelas mensagens ditadas pelo telefone, pagas à palavra e enviadas numa emergência, que um estafeta de bicicle...