A propósito da prisão recente de algumas personalidades públicas, hoje num artigo no jornal i o professor de História do Direito Miguel Romão justifica a desigualdade de tratamento nas prisões por estas constituírem afinal um “prolongamento” das desigualdades que existem na sociedade. Não sendo certamente este um assunto de resolução simples, confesso que me choca a indiferença ou consentimento que a sociedade nutre por tão gritante injustiça. Desconfio até que este seja daqueles casos que um dia serão vistos pelas gerações futuras como incompreensíveis aberrações. Sendo a prisão um ambiente artificial, administrado, custa-me a acreditar que não haja falta de vontade política para a promoção de uma orgânica que atenue as diferenças sociais. Tal acontece em muitos sistemas de internato e, não me atrevendo a comparar os casos, nas melhores comunidades terapêuticas experimentam-se soluções com relativo sucesso, até para bem do processo de cura.
Não seja jesuítico. Vá direito ao assunto. Diga que gostaria que pusessem o tal na solitária ou a fazer a limpeza das latrinas.
ResponderEliminarE depois... 'ele' é melhor do que os outros? Não foi ele, afinal, quem afundou o país, levando-o à bancarrota e, pelos vistos, abotoando-se em proveito próprio com uma data de milhões, a bom recato na Suíça, nos seus manhosos esquemas enquanto chefe de governo deste país à beira de um ataque de nervos?
ResponderEliminarEu disse por acaso que ele só devia ser bibliotecário e que não podia andar de balde e esfregona?
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