(...) O Papa disse que o mundo «não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo»: à ciência compete provar a existência das leis que regem o universo; mas só a fé pode afirmar que, como disse Francisco, Deus «cria por amor».
Nunca a Igreja, como tal ou na voz autorizada do seu máximo representante, disse ser verdadeiro algo contrário à ciência, como nada do que é verdadeiramente científico se opõe à verdade revelada. Quando uma teoria científica contradiz uma verdade da fé católica, das duas uma: ou não é uma verdade científica, ou não é um dogma de fé. A verdade é só uma e, embora admita vários níveis de abstracção, não pode haver, nem há, nenhuma contradição entre a verdade científica e a verdade revelada.
Vem a propósito recordar que a teoria do Big Bang, que os ateus e agnósticos gostam de utilizar nas suas diatribes anticlericais, tem um pai e uma mãe. O pai é nada mais nem nada menos do que Georges Henri Édouard Lemaître (1894-1966), padre católico, astrónomo e físico belga, que propôs a «hipótese do átomo primordial», que depois foi vulgarizada como teoria da origem do universo do Big Bang. A mãe é a Igreja católica, talvez a única instituição mundial que se pode orgulhar de ter dado à luz um tão grande número de cientistas.
Padre Gonçalo Portocarrero Almada a ler aqui na integra.
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