terça-feira, 25 de novembro de 2014

Terra queimada

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As posições que vão sendo assumidas pelos principais actores da indústria do comentário político, desvalorizando o facto inédito de um ex primeiro-ministro se encontrar detido em prisão preventiva acusado de crimes graves, missão em que a jornalista Clara Ferreira Alves se assumiu como ponta-de-lança, diz-nos muito sobre o que aí vem no debate politico em anos de eleições. Esse é o chão em que vai correr a narrativa subjacente ao discurso socialista: onde começa e onde acaba a disputa, e se são ou não os políticos todos iguais. E vai ser curioso verificar como a facção daqueles que convenientemente acham que ninguém se destaca da nebulosa podridão, são os mesmos que, reclamando uma justiça incapaz de punir os poderosos, jamais perderam a oportunidade de lançar as mais odiosas suspeitas e assassinatos de carácter sobre os seus opositores. A esses cuja retórica sempre se alimentou do pântano e da insidia, convém agora fazer passar a mensagem de que "somos todos iguais” na política. E ai daquele que se atrever destacar da putrefacção geral. Estranho instinto de sobrevivência que os impele para o suicídio…  

2 comentários:

  1. Essa figura primeira do PS fez parte das entrevistas que transmitiam ao país a ideia de que havia por trás um imensa fortuna do volfrâmio, que pelo que corre não passa de uma história da treta. Seria para justificar o quê? Aliás, não há nenhum sinal conhecido de inteligência na criatura que justifique a sua relevância mediática. Bem pelo contrário, o modo como se agarra ao local da detenção e ao automóvel a passar na noite não são mais do que sinais evidentes de uma manha destinada a atrasados mentais e à satisfação dela própria.

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  2. A coisa' não pode ser vista como «trigo limpo, farinha Amparo»... isto é, ou seja, no meio de políticos não-corruptos poderão sempre existir políticos corruptos - e vice-versa -,... consequentemente, como é óbvio, é MUITO MUITO importante que os políticos não-corruptos se sintam apoiados pelos contribuintes... e, como é óbvio, o Direito ao veto do contribuinte... será uma forma de os contribuintes apoiarem os políticos não-corruptos .
    .
    -» Votar em políticos não é (não pode ser) passar um cheque em branco... isto é, ou seja, os políticos e os lobbys pró-despesa/endividamento poderão discutir à vontade a utilização de dinheiros públicos... só que depois... a 'coisa' terá que passar pelo crivo de quem paga (vulgo contribuinte).
    ---> Leia-se: deve existir o DIREITO AO VETO de quem paga!!!
    [blog 'http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/']
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    P.S.
    Uma opinião um tanto ou quanto semelhante à minha:
    Banalidades - jornal Correio da Manhã:
    - o presidente da TAP disse: "caímos numa situação que é o acompanhar do dia a dia da operação e reportar qualquer coisinha que aconteça".
    - comentário do Banalidades: "é pena que, por exemplo, não tenha acontecido o mesmo no BES".
    .
    P.S.2.
    Não sou nem vou ser político.

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