Concedo que talvez nos tivessemos livrado de muitos problemas para o País tendo sido evitado o último Orçamento de Estado da primeira legislatura de José Sócrates (em 2009, lembram-se da folgança?), mas duvido que seja essa a preocupação dos moralistas que perante a perspectiva duma arriscada sobreposição de eleições agora reclamam a antecipação das legislativas. Não me parece razoável que se mudem as regras do jogo no pressuposto de que os participantes não estejam à altura do desafio. O que é espectável e exigível depois de quarenta anos de democracia é que as instituições funcionem e os intervenientes tenham aprendido com a História e estejam à altura das suas responsabilidades. O caminho que nos resta é estreito e os mercados não deixarão de cobrar com língua de palmo qualquer aventureirismo. Os pressupostos são claros, jogue-se de acordo com as regras então.
domingo, 26 de outubro de 2014
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