Espera-se que esta sinistra invenção revivalista do Partido Democrático Republicano a relembrar-nos o tirânico Afonso Costa não inspire o renascimento de alguma "União Nacional". Esta ideia peregrina de Marinho e Pinto a ser apresentada justamente no dia 5 de Outubro, não sendo pura má-fé, reflecte uma profunda ignorância da história e do significado das suas mais funestas metáforas.
Imagem daqui
Ignorantes... são todos aqueles que falam sobre, sem conhecimento dos pensamentos que envolvem cada ser humano. Na verdade, é bem mais difícil ser honesto do que ser corrupto ou corruptor. É bem mais difícil ser aceite pela verdade do que pela mentira ( vejamos o caso do Dr. Seguro). Assim anda a sociedade... por isso as tragédias da actualidade.
ResponderEliminarA iniciativa da criação do Partido Democrático Republicano deriva da necessidade da existência de um partido em Portugal que defenda com unhas e dentes a luta contra a corrupção, os Job for The Boys, o enriquecimento por vias obscuras com fundos dos contribuintes, etc.. A ideologia do partido visa apenas defender os cidadãos e o futuro do país, dar uma estabilidade na justiça, educação, saúde e solidariedade social. Já chega das jogatanas politico-privadas, queremos ser um partido jovem, idealista, puro, honesto, no fundo uma nova esperança para Portugal e para os Portugueses.
ResponderEliminarse já simpatizava, agora voto mesmo
ResponderEliminarquem chama os bois pelos nomes, merece a nossa confiança.
em frente dr. Marinho
Pelos comentários acima, creio que ninguém percebeu este post.... é assim a vida...
ResponderEliminar“Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”...
Maria Rebelo
Enfim foram preciso 35 anos para aparecer um partido liderado por alguem que ponha esta cambada de corruptos na ordem.
ResponderEliminarLuis pode por favor fornecer aqui algum contacto do partido republicano democratico?
ResponderEliminarEu gostava de conhecer o partido um pouco mais de perto, para ver se encaixa no meu ideal de movimento civico e politico, e potencialmente juntar-me a ele.
Concordo plenamente com o que escreve, pois tudo passa por ciclos e neste momento já está no tempo de se iniciar um ciclo de limpeza.
ResponderEliminarAté ao momento o dinheiro co contribuinte, foi sempre mal utilizado em prol desses "Job for the boys", mas isso tem que acabar, a seu tempo a verdadeira justiça virá.
Pois meus caros,
ResponderEliminarEu tambem me revejo nesses principios e penso que a grande maioria dos Portugueses tambem, a nao ser aqueles que estão acomodados, não são unidos e só pensam nos interesses deles.
Sim apoiarei o Dr Marinho Pinto porque me revejo em muitas das suas ideias e ideais!
Dentro em breve abrirá as fileiras para a integração dos militantes. Assim que se iniciar o processo eu avisarei aqui. Um abraço a todos vós.
ResponderEliminarPara que o projecto de Dr. Marinho e Pinto e os que mais de perto o apoiam não se torne em algo que não desejamos e que poderá repetir a História, a única opção que os cidadãos têm é não esperarem que este senhor e o seu partido monopolizem o civismo e a participação cidadã. Não esperemos que o Dr. Marinho e Pinto ou algum outro, faça o trabalho que é dever de todos - construir uma verdadeira República.
ResponderEliminarBoa noite gostaria de saber onde posso filiar ou fazer parte das assinaturas se necessárias para entregar no tribunal constitucional para a criação do partido.
ResponderEliminarBoas, caso esteja interessado pode me contactar a mim lipy_odm@sapo.pt abraços Luís Agostinho
ResponderEliminarSou um grande admirador do DrºMarinho Pinto. Revejo-me nos seus ideais e finalmente todos os que estão contra a política existente podem e devem fazer a diferença. Podem contar com o meu apoio para limpar Portugal do corruptos. Força Portugal.
ResponderEliminarPartido Democrático Republicano?!
ResponderEliminar1. A denominação tem uma virtude: não contém pontapés na gramática, contrariamente, por exemplo, ao PSD...
2. Já o símbolo, esse, é arrepiante, sinistro...
3. Mas fica uma dúvida existencial: se a coisa é democrática ou republicana, ou se estaremos perante alguma forma de bipolarismo...
:)))
em, sendo assim, é com o mais profundo desgosto que lamento o doloroso dever de lhe revelar um terrível segredo: com todos os defeitos que tivessem, e mau grado as porventura legitimíssimas razões de queixa de alguns, muitos ou poucos, o último Estadista português e os últimos governantes que gostaram verdadeiramente «disto», «deste país», enfim, chamavam-se Marcello Caetano e Vasco Gonçalves. Sem querer, pois, ser demasiado pessimista, ou derrotista, e não deixando de acreditar em milagres - que os há! -, estou em crer que a possibilidade de concretização das suas esperanças... Hummm... JÁ ERA!!!
ResponderEliminarOk. Nesse caso, proponho um critério, tipo «papelinho de tornesol». Uma pedra-de-toque sobre a índole dum partido, de qualquer partido - é a proposta relativa ao sistema eleitoral. Para o nosso tipo de representação, os Alemães já inventaram tudo. Um partido sério, e que conheça o assunto, evidentemente, proporá a instituição do sistema eleitoral alemão, sem mais, poara a Assembleia da República (não digam que a realidade é diferente, patati patatá, blá, blá, que não é verdade), apesar da urticária que a palavra mui justamente suscitava ao saudoso Dr. Busquets de Aguilar (para quem chegou a conhecê-lo). Depois, a representação nacional está coxa, falta-lhe a segunda câmara, de representação orgânica, como no tempo do Sidónio Paes... Que o PDR faça estas propostas. «Não é partido nem é nada», como se dizia na Escola Primária («não é homem nem és nada»)...
ResponderEliminarDesde já saliento que gostei da sua intervenção...e que os desafios propostos, não são desafios mas sim ideias integrantes da ideologia do partido PDR, ou seja já somos "Homens".
ResponderEliminarOutra das ideias partilhadas pelo espírito do partido passa por não prometer nada ao eleitorado, a única promessa que fazemos é seremos nós próprios honestos, independentes da influência dos grandes grupos económicos, defensores dos interesses do povo e da pátria e lutar a corrupção de forma efectiva. Estas premissas contudo causam "urticária" em muitos membros de elevado destaque politico nos outros partidos, nomeadamente os maiores a nível nacional e por esse motivo têm colocado entraves enormes no desenvolvimento do partido, mas como somos "Homens" eles que venham que os comemos ao pequeno-almoço, pois não podemos esquecer que vale sempre a pena lutar pelos nossos princípios, pela Pátria que nos pariu e pelo sangue derramado pelos heróis da Democracia que foram todos os presos políticos torturados nas mãos da pide até se ter dado o 25 de Abril de 1974. Por esse e para esses os cidadãos de honra e compromisso patriótico deveram exercer o seu voto condignamente nas urnas, ao invés de se abster de um direito de cidadania. Votar não é por uma cruz no partido que entende...é um ato de respeito aos mortos em nome da Democracia Portuguesa que o foram nos calabouços da pide.
Caro amigo, o partido de bipolar não tem nada....apenas bebe as ideias melhores das duas correntes filosóficas, a Republicana e Democrática. Se ambas em separado contém algo de substancialmente bom....porque não recolher a ideologia positiva integrante das duas correntes não acha? :)
ResponderEliminarOra bem! Note que a ideia de ver coçar-se com urticária as pessoas que menciona me enche de incomensurável divertimento. Não se trata de sadismo mas de gozo da justiça por, ao menos por uma vez, fazer-lhes sentir a situação fugir debaixo dos pés. É por isso que tanto os incomoda o «populismo» com que catalogam não só o propriamente dito como tudo o que não logram domesticar, enquanto não logram domesticar. Esse divertimento pode até levar muita gente ao voto, eu próprio incluído, num contributo, como quem compra uma rifa na sociedade recreativa, «para ajudar»... E ver-lhes as fronhas na noite eleitoral, a tentar assobiar para o ar e escamotear a derrota, já compensa um bocadinho. Mas importa, para que a coisa se não fique pelo circunstancial e as raízes se desenvolvam, não ficar também pelo demasiado vago. Uma coisa é não prometer coisas ou medidas concretas, mormente no quadro da teia que condiciona a situação em que vivemos; outra diferente é afirmar princípios e horizontes de acção e proposta política. Quando falo de sistema eleitoral alemão, por exemplo, reporto-me a uma representação fiel e autêntica em que os Alemães lograram a alcançar as «regras do jogo» mais limpinhas. Com tais regras e tendo por referência a distribuição de votos das últimas europeias para uma Assembleia da República que tivesse apenas 180 deputados - fiz as contas e deu-me trabalho -, e obtendo o PDR, por hipótese, a votação do MPT, teria o PDR obtido 14 deputados face aos 63 do PS, 56 do PSD/CDS, 25 da CDU, 9 do BE, 4 do Livre, 3 do PAN, 3 do PCTP/MRPP, 1 do PND, 1 do PTP e 1 do PPM. Não era bodo aos pobres, mas representação a sério... Por isso o carácter de «pedra-de-toque» da seriedade dos partidos em vista da postura que assumam face ao sistema eleitoral. Mas não basta a boa vontade e a honestidade proclamada. O liberalismo, quod erat demonstrandum, é essencialmente anti-democrático porque - nisso os comunistas falam verdade - não há liberdade nem democracia sem condições materiais mínimas de dignidade generalizadas que garantam o exercício da liberdade e dos direitos cívicos. Daí que o PDR, em coerência com os propósitos proclamados, não possa deixar de pronunciar-se, em sede de ideário, em defesa intransigente do Estado Social de pendor previdencial e o menos possível assistencial. Estado Social não pode confundir-se com a existência do Ministério e do Ministro da Caridadezinha, nem a Segurança Social pode ser vista sob o prisma do banco alimentar contra fome... O que implica, como consequência última, que o Estado Social, para lá da Saúde e da Educação, e da Justiça, note-se, tem de trazer, sob pena de não ser verdadeiramente social, um olhar e uma actitude diferentes sobre o Trabalho, que não pode ser relegado à condição material de mercadoria nem ser objecto de qualquer transacção incompatível com a dignidade pessoal de quem o presta. Esta é uma questão de regime que implica a ablolição, no nosso léxico, de expressões tão execráveis como mercado de escravos, mercado de trabalho... Também sobre isto importaria que o PDR escrevesse, preto no branco. E, já agora, sobre como vê a extinção do vínculo de nomeação na relação de emprego público, no quadro do respeito pela dignidade da soberania do Estado simbolizada também pela natureza específica do vínculo entre este e os seus servidores.
ResponderEliminarComo vê, isto não será um universo mas quase... Questões de que depende que República e Democracia não sigam sendo conceitos incompatíveis. Guerra Junqueiro pugnava por uma «república para todos os Portugueses». Talvez devesse ser-lhe feita a vontade, cem anos depois... Uma República em que - suspeito - Afonso Costa não se sentiria muito confortável. Pior para ele!
Compreendo a alusão relativa ao Afonso Costa (cruzes! Vade retro!). De todo modo, penso que a ideia não seja reproduzir o fenómeno do Partido Republicano Português, do dito Costa, que, mantendo a denominação original, ficou conhecido como o «Partido Democrático» da I República brrr ! Calafrios...). Na verdade, não sei se a ideia não andará um pouco mais ao lado, o nome sugere-me a intenção de regeneração do Partido Nacional Republicano, de Sidónio Paes, mas «à civil», sem caudilho em uniforme militar, substituindo o «Nacional» pelo «Democrático». Penso que andará por aí. De todo o modo, e àparte o trocadilho meio safado que por aqui deixei relativamente à contradição entre I República e Democracia, o nome, em si mesmo, não me parece mal esgalhado, contrariamente, aliás, ao símbolo, que me fere a vista. Até porque importa reconhecer serenamente que a antinomia monarquia/república, com referência a paises civilizados, deixou de fazer sentido conceptual, nos precisos termos em que é geralmente apresentada. Isto porque nos regimes democráticos europeus que mantêm reis, príncipes ou grão-duques, etc., nas respectivas chefias do Estado, o emprego do vocábulo «monarquia», mais do outra coisa, reveste carácter de delicadeza face ao Chefe do Estado. Na verdade, o termo técnico correcto, juridico-constitucionalmente falando, não seria «monarquia parlamentar», «moarquia constitucional», ou coisa que o valha, mas «república coroada», ou «democracia coroada»...
ResponderEliminarSobre esta questão específica, não pôde deixar de assaltar-me uma lembrança curiosa: é lugar-comum que a Grécia é o berço da Democracia. «Filosofar» a tal propósito será quase redundante, pois que a própria palavra «filosophia» é grega.
ResponderEliminarOcorre entretanto - e isto é que é notável - que na língua grega não existe a palavra «república», que é latina. Na Grécia, onde a Monarquia foi abolida, o Chefe do Estado não é o Presidente da República mas sim, traduzindo à letra, imagine-se o... «Presidente da Democracia Helénica»! Parece indesmentível a consistência potencial daquilo que chama «corrente filosófica democrática». Quanto à «republicana», espero que não seja vinculada à sua expressão propagandística no Portugal dos finais do século XIX...