Rodrigo da Fonseca, o pacificador do liberalismo português
(...) A ilusão democrática – a ilusão representativa – não apenas não desapareceu como adquiriu nova vida, a avaliar pelo constante queixume de que os governos não passam de emanações de partidos que nos enganam com promessas falsas e apenas tratam dos seus interesses. A crítica tem razão de ser, embora não corresponda em absoluto à verdade. Mas falta compreender que a “representação” política é largamente uma ficção, mas uma ficção útil, a melhor ou menos má que se descortinou até hoje para tentar harmonizar os interesses contraditórios que dividem todas as sociedades. É frustrante? Será (para quem tenha ilusões), mas protege-nos da ditadura de “vanguardas” que fatalmente usurpam o poder em regime de democracia directa, e depois tiranizam as maiorias que lhes abriram o caminho e confiaram o mando. Foi assim nas Grandes Revoluções modernas, de Robespierre a Pol-Pot, foi assim na República Espanhola e até, em boa medida, na Iª. República Portuguesa.
A ler na integra a historiadora Maria de Fátima Bonifácio aqui
este déspota, conhecido pela alcunha de raposa, montou uma ditadura em 1851 conjuntamente com outro facínora, saldanha das mil caras. ´
ResponderEliminaraté D. Antónia Ferreira teve de fugir do país.
morava na travessa dos Ladrões, actual rua da Estrela
quando roubou os deputados de outros grupos riu cinicamente e disse:
'são como as casas, é melhor comprá-los feitos do que mandá-los fazer'