domingo, 9 de setembro de 2012

Recortes

 


(...) A I República nasceu de uma revolução, não de um pronunciamento militar como o "25 de Abril". Ou seja, nasceu da violência e dali em diante viveu da violência. Essa violência, como costuma suceder desde 1789, tomou a forma de um terrorismo de massa. Até 1917, e com mais brandura, até 1926, grupos republicanos (ligados directamente ou indirectamente ao partido), à mistura com algumas centenas de adeptos da anarquia e da bomba: mataram, prenderam, torturaram, degredaram, espiaram e ameaçaram o cidadão comum. Milhares de inocentes por discordância ou inadvertência lhes caíram nas mãos. Mas sobretudo a I República, imitando como sempre o radicalismo francês do petit père Combes, perseguiu a Igreja com uma vulgaridade sórdida e brutal. (...)


 


Vasco Pulido Valente no Público

2 comentários:

  1. Então os barcos que bombardearam Lisboa em 5 de Outubro eram civis, os militares da Rotunda já tinham passado à reserva e o Almirante Reis tinha esse nome devido à Avenida.


    Afinal os tipos que apareceram no Largo do Carmo em 25-4-74 eram paisanos.

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  2. Bem, foram uma parte das forças armadas, uma minoria. Pior ainda, o restante ficou-se pelos quartéis, numa arrasadora cobardia que levou ao rasgar dos juramentos feitos, da Carta e à queima da Bandeira Nacional - a verdadeira, não a coisa  que por aó indula - em crepitosa fogueira nos Restauradores. Ainda para agravar mais as coisas, os bonifrates sentaram-se no parlamento, conluiaram-se com o bandido Costa, permitiram-lhe o crime da entrada na guerra a todo o custo, bombardearam a capital sobejas vezes e culminaram com o 28 de Maio, adormeceram capitosamente à sombra do erário público. E por aí fora!

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