sábado, 1 de setembro de 2012

E o desejo, morto à nascença?

São vários os sintomas desta hecatombe. Nas festas, as crianças já nem abrem os presentes que os convidados levam




Os quartos dos nossos filhos não são quartos, são garagens com uma cama lá no meio; são arrecadações onde, por acaso, alguém dorme. É impossível a uma criança organizar uma qualquer brincadeira nestas condições. Por isso, o interesse em brincar morre logo ali à entrada do quarto. (...)


Deixou de ser preciso imaginar e inventar e deixou de existir paciência para o fazer. Pior: tudo o que as crianças podiam imaginar ou inventar está imaginado e inventado e disponível em qualquer loja perto de si. Já não existe o conceito “passar a tarde a brincar”. Onde? Como? Com quê? Com quem? Pois. O melhor é ir ver televisão e não desarrumar nada.




Inês Teotónio Pereira hoje no jornal i

2 comentários:

  1. O Falso Rei das Pampas1 de setembro de 2012 às 19:04

    O modo de vida que dão às vossas criancinhas não me parece lá muito recomendável.

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  2. Ai querida, raalmente! Sabe que mais? É uma pena já não haver crianças pobres! Poderiamos mandar os nossos filhos para a rua brincar com elas - com a supervisão das demoiselles, está claro -, podiam até levar os excessos que lhes atrofiam os quartos para partilhar com elas. Quem sabe inventavam novas brincadeiras... Ai, ai, somos umas eternas sonhadoras!
     
    MARIAAAA... traga-me outro djin, ouviu? Mas não ponha tanta tônica que o último estava muito águado.

    Rais parta a criadagem, querida! Os nossos filhos agora é só ver televisão, elas não têm nada para arrumar, e mesmo assim não aprendem a servir um dgin tônico como deve ser!

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