sábado, 8 de setembro de 2012

De ressaca

 


Passadas as ondas de choque do anúncio de ontem pelo 1º ministro da reposição das medidas de austeridade chumbadas pelo Tribunal Constitucional no âmbito do compromisso de ajustamento financeiro, gostaria de reflectir aqui alguns pontos.
Segundo os especialistas a brutal desvalorização do valor do trabalho prenunciada (e agora reforçada), tendo em conta a competitividade da economia portuguesa é condição fundamental à nossa permanência no euro (acaso a moeda permaneça) .
A aposta numa redução da contribuição para a segurança social por parte das empresas como estimulo ao emprego é uma medida muito arriscada e como tal uma medida tão corajosa que roça a "loucura", e cujos resultados práticos apenas o tempo desvendará.
A fórmula de devolução de um mês de subsídio à função pública em duodécimos é um corajoso sinal dado à economia pelo principal empregador nacional, em favor duma gestão mais racional de tesouraria.
Finalmente o pior dos sinais ou tendência que ontem se vê confirmada: como refere aqui em baixo o José Mendonça da Cruz, o facto é que as grandes reformas do Estado, das suas empresas e parcerias continuam por fazer. O voraz Estadão socialista e suas clientelas continua incólume.

2 comentários:


  1. João,
    Alguém contrata trabalhadores porque agora é mais barato na relação custo de tabalho/custo de produção?...se a economia estivesse em crescimento...percebia-se.

    O TC fez o que lhe competia, fez uma leitura do sistema que temos. Podemos não concordar, mas são desejos nossos, intenções nossas. O Primado da Lei (o Dr. Frasquilho mostrou ontem que não percebe isto) é um bem inestimável. Como aqui já o Disse temos um Direito para um País com crescimento do PNB acima dos 3%... Não se legisla ad hoc...

    Quem aspira a riqueza nacional? O Estado.
    Há diminuição de dinheiros entregues ao Estado? Não.
    O tecido produtivo vive do crédito? Vive. E das exportações? Sim.
    Só que o euro vai valorizar-se, pois tem um novo garante (o bce), e até as exportações vão caír. O desemprego é um dado certo, e crescente. Ninguém contrata quando o dinheiro escorre das mãos...

    O CD"S" venceu. Perdeu o PP.
    É hora de demissões.

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  2. Se é para isto, vale a pena continuarmos no euro? Acho que nos próximos tempos tem que se fazer um referendo sobre a continuação no euro.

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