(...) Não interessa que um historiador de esquerda pudesse ter escrito o que Ramos escreveu. Não interessa sequer o que ele escreveu. À cultura da guerra civil só interessa transformar os adversários em demónios "fascistas", suspeitos, obrigados a autojustificarem-se no altar dos censores morais. Ramos aliás deixou de existir. É a caricatura de um inimigo imaginário que estes órfãos da guerra civil perseguem.
A democracia tem-nos providenciado uma aprendizagem das regras do debate democrático. Mas vivemos tempos perigosos. Se este sectarismo violento e falsificador vencesse na sociedade portuguesa, estaríamos a retroceder em muito do que construímos. Ficaríamos todos vulneráveis perante quem conseguisse fabricar uma "verdade ideológica" independentemente dos factos e da verdade. E aí, de facto, a liberdade seria uma farsa.
Excerto da crónica de Pedro Lomba hoje no Público
Alguém tem acesso à crónica que sobre este assunto escreveu a Filomena Mónica? Dizem que está excelente mas não li ainda
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