O meu pequenote recentemente descobriu e converteu-se pela mão do mítico irmão mais velho (já na faculdade em Coimbra) ao fascínio hipnótico da consola de jogos electrónicos. Um susto; até faz chichi pelas pernas a baixo e nem a oração ao deitar serena aqueles olhos refulgentes de ansiedade.
É verdade, sim: se não querermos todos os dias andar de rabo para o ar a apanhar os molhos de peças de lego e carrinhos espalhados na sala, se não quisermos perder uma preciosa tarde de Sábado no parque de baloiços, em que mal se consegue ler um jornal e muito menos folhear um livro, se não quisermos perder o debate na tv ao serão para fazermos um puzzle a meias ou contar uma história na cabeceira da cama, o Super Mário é uma diabólica tentação.
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