Talvez seja tarde para a inversão da vertiginosa atomização social de que somos testemunhas passivas, mas parece-me que vale a pena um sonoro alerta, na perspectiva dum movimento, de uma revolução para o resgate do conceito de família “compromisso”, muito para além da sua “fracção” nuclear (...) a família como emblema, marca a que aderem livremente os seus membros, a um modelo mais ou menos alargado que promove o sentido de pertença e a auto-estima, que seja, além de uma privilegiada rede de afinidades e solidariedade, um espelho de modelos, exigências e afectos, um centro de difusão de competências e vocações, com as suas lideranças naturais. (...)
Talvez porque sem referências sociológicas e culturais consistentes as pessoas se podem tornar mais vulneráveis, qual papel em branco fácil de ser preenchido e doutrinado por qualquer sinistro poder.
Excerto "A Contra-revolução" um artigo meu publicado hoje no jornal i
Ilustração: elaborada pelo meu irmão José Abrantes (para a versão impressa).
Então e a entrevista do Marocas hoje publicada no mesmo jornal?
ResponderEliminarQue companhia...
Parabéns aos dois.
ResponderEliminarGostei muito de ver esta parceria dos manos Távora.
Bj