quarta-feira, 2 de maio de 2012

Para não ser injusto com os "merceeiros"*

 


Comprova-se como Portugal é um País dominado por marçanos quando a promoção duma cadeia de supermercados é controvérsia para abertura de vários telejornais, debates televisivos e radiofónicos, com honra de inflamadas alocuções no parlamento da nação.


 


* são do melhor que temos, concorrem com os melhores da Europa.

5 comentários:

  1. o senhor acaba de cair em contradição. então não costuma aqui, de um forma recorrente, insurgir-se em relação ao consumismo desenfreado e agora considera um louvor  esta acção agressiva do dito "merceeiro" . então em que é que ficamos? e para que conste eu não sou da esquerda caviar nem nada que se lhe possa aproximar.

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  2. Parece-me que o "mas" tem que se informar melhor sobre o que quer dizer "consumismo". Posso ajudar: consumismo não é certamente encher a despensa com preços de promoção. Consumismo é uma existência "justificada" na posse "per si". Não só de bens. 
    Cumprimentos

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  3. Caro Nelson, pelo pouco que vi (infelizmente não tenho tempo hoje para mais) parece-me um reportagem interessante, mas que em nada tem a ver com a minha observação. 
    Sou defensor de um estado regulador musculado, pois sou tendencialmente liberal. Depois temos as economias emergentes e o comércio livre a baralhar-nos as contas... 



    Cordeais saudações,

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  4. Caro João,


    Eu sou essencialmente um amigo dos trabalhadores e da classe operária e agrícola por questões de ascendência familiar.
    Devo-lhe confessar que os meus alarmes começam a soar sempre que vejo empresas como Continente, Pingo Doces e afins a abarcarem em promoções que, essencialmente, visam a lesar os produtores e em geral o sector primário. Agora responda-me? Se um pequeno produtor não estiver associado a uma cooperativa, como poderá ele competir com restantes produtores?
    A parte de mão-de-obra gratuita também não é novidade, pelo menos para mim. 
    Basta ver as listas do centro de emprego e perceber que, grande parte das empresas e/ou companhias usam as bolsas de desemprego que criam para, à posteriori, baixar o valor da mão de obra. Não é ético, pois não? Mas está a ser a prática corrente de uns meses para cá.

    Se fizer um pequeno exercício de pesquisa em hospitais como Covões ou Hospital Universitário de Coimbra, perceberá que estão a recrutar em grande parte dos casos, médicos de especialidade a ganharem em grande parte dos casos, abaixo de 1500 euros, o que é extremamente injusto dado ao número de horas e ao serviço que prestam.

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