quinta-feira, 17 de maio de 2012

Do desemprego

 


A montante do flagelo do desemprego está uma economia débil, suportada pelo trabalho desqualificado, dominada pelo Estado e por um empresariado rústico, submisso e pouco empreendedor. Esta cultura não se muda por decreto e aguentar o estado de coisas teve as consequências evidentes e custos hoje impossíveis de cobrir. Acabado o folguedo dos fundos estruturais e de convergência, hipotecado o rendimento de várias gerações em betão, alactarão e outros delírios, os resultados são o choque e o pavor. E depois não há economia que se converta pela abertura no País de três lojas de moda, dois cafés, dois restaurantes por quarteirão... e um shopping em cada bairro. 

3 comentários:

  1. É preciso industria. Muita industria! Cafés e restaurantes nao chegam.

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  2. Mas exportem-se pastéis de nata ou linces ibéricos...

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  3. Em suma precisamos de um governo cuja política económica não se reduza a três pontos:


    Temos de empobrecer.


    O desemprego é uma oportunidade.


    A solução para os problemas que temos em Portugal é imigrarmos.

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