quarta-feira, 16 de maio de 2012

D. Manuel II e D. Amélia. Cartas inéditas do exílio


 


Quando passam 80 anos sobre a morte do último rei de Portugal no exílio, é publicado "D. Manuel II e D. Amélia. Cartas inéditas do exílio", obra organizada por Fernando Amaro Monteiro que se apresenta hoje às 18 horas no salão nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, em Lisboa.


A propósito deste lançamento que revela documentação inédita que vem sendo organizada há cerca de três anos, o historiador afirmou afirmou à agência Lusa que a acção no exílio do rei D. Manuel II, "foi maldosamente escondida".
O investigador salientou a figura do monarca como "bibliófilo de nomeada internacional", e a sua "enorme tarefa desenvolvida na Cruz Vermelha inglesa, durante a I Grande Guerra, muitas vezes em prol dos soldados portugueses, como a criação de um pavilhão português num hospital militar em Paris, e isto tem sido escondido", afirmou.
Sobre as relações do monarca com Oliveira Salazar o autor refere que no início, D. Manuel II admiraria a governação de Salazar, mas depois veio a desiludir-se, e "na última carta é fortemente crítico do que se passava na sociedade portuguesa".
Oliveira Salazar, afirmou o investigador, "iludiu os monárquicos e também o rei com a possibilidade da restauração da monarquia", pelo menos de princípio, "mas fazia parte da sua estratégia". O investigador afirmou que "um rei seria complicado, pois Salazar não o podia despedir como fez com o Presidente da República, o general Craveiro Lopes, e D. Manuel II era uma personagem inquietante". Segundo Amaro Monteiro, "convinha a Salazar tratar a Casa Real e os monárquicos com uma atitude de deferência e de esperanças sempre dilatadas, e assim não encarar de frente um problema real que eram os bens da Casa de Bragança, que foram açambarcados em espírito de confisco pela Fundação da Casa de Bragança, após a morte de D. Manuel II".


 


Notícia daqui

4 comentários:

  1. O Falso Rei das Pampas16 de maio de 2012 às 19:47

    Há aí uma confusão qualquer nessa história de "um rei seria complicado, pois Salazar não o podia despedir como fez com o Presidente da República, o general Craveiro Lopes" quando D. Manuel morreu mais de uma vintena de anos antes do final do mandato do Craveiro Lopes e essa comparação nem sequer fazer sentido.
    Quanto a os bens da Casa de Bragança, terem sido açambarcados em espírito de confisco pela Fundação da Casa de Bragança parece-me que é uma situação que se mantém.

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  2. O Falso Rei das Pampas16 de maio de 2012 às 20:05

    Queria dizer, a propósito do tal "confisco da Fundação Casa de Bragança" que há um particular que se arroga o direito de confiscar para si próprio um acervo considerável de bens do Estado.
    Ou queriam que o Presidente da República, ao ser substituído, ficasse com o palácio de Belém.

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  3. A história da sopa de peixe pela mão de Rodrigues dos Santos. http://www.youtube.com/watch?v=jxGt2A6atTo

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  4. «...pois Salazar não o podia despedir como fez MAIS TARDE com o Presidente da Républica...»
    Creio que assim todos ficam satisfeitos.
    manuel.m

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